Uau

27 27UTC Outubro 27UTC 2009 at 21:52 (Bloco de Notas, Reminiscências de um Louco)

Agora é k um bonequinho daqueles de “página em construção” dava jeito.
Peço desculpa pela demora, mas ultimamente não tenho arranjado tempo para escrever. Quando acabar de escrever vêem o k me aconteceu nas 2 primeiras semanas na FCT :P .

Estas semanas tem sido devastadoras, tanto no bom sentido como no mau. Finalmente, depois de um longo (mas que devia ser ainda maior) descanso, volto a activar aquelas luzinhas fluorescentes que metaforicamente representam a ideia e o pensamento activo. Também começo a bocejar e a ficar cada vez mais aborrecido, cansado e cheio de sono dentro e fora das aulas, portanto significa que tudo está inequivocamente a funcionar como devia.

Os dias tem passado demasiado rápido e demasiado lentamente para que eu, no meu estado, pudesse escrever algo. Tem acontecido tanto nestes dias que podia dizer simplesmente que nestas 4 semanas, passaram 4 meses. E não é só a escola a inferir neste processo temporal: o jogo, a doença e o aborrecimento crónico influenciaram bastante estes dias. Portanto, foi mesmo um milagre eu ter começado a escrever este post (e o consequente que tentarei fazer hoje, e que noto que não vou conseguir fazer).

Desde o inicio das aulas ditas (não conto com as de Matemática 0) que tenho feito uma coisa muito prejudicial para o meu espírito: Acordar às 7 da manhã (e 3ª e 6ª às 6:30). Para alguém que tende a trabalhar à noite e a dormir relativamente tarde é uma situação difícil, mas que no entanto aprendi a controlar. Na minha primeira 2ª feira, estava um pouco ansioso por começar as aulas de um ensino que se refere como superior. Contudo fiquei minimamente admirado com o facto que se repete épocas atrás de épocas: as primeiras aulas ou são para ir e vir ou são inexistentes.

Em Desenho Técnico, estivemos a ser introduzidos à disciplina (o básico, incluindo a parte que pensei vir a detestar mais, que era o desenho à mão). Acho que saímos uma meia hora depois de termos começado, o que me deu tempo para explorar a escola um pouco: descobri a Loja das Cópias (o Duplix) e a BEST (que provavelmente ainda não arranjo utilidade para ela, por agora). Análise Matemática começou logo com as Noções Topológicas, e finamente volto a gostar da grande Ciência chamada Matemática. Introdução à Engenharia Civil (o que é uma ironia, já que a temos no Dept. de Engenharia Mecânica) não chegamos a ter. Sai da faculdade com a ideia de um bom futuro aqui.

3ªfeira o CLIP tramou uma grande população. Anuncia aulas de Álgebra práticas às 8. e aparecemos. O que não soubemos foi que todas as aulas práticas só começavam na 2ª semana, e isto só soubemos 4ª (ou pelo menos eu). Então cheguei, esperei, esperei, e concluímos que não havia aulas. Aproveitei o tempo para procurar o auditório de Química (que ficava do outro lado da faculdade). Revemos coisas de Química. Em Álgebra começamos a trabalhar com aquilo que, à data, e sem contar com a Matemática, acho ser a área de estudo mais interessante, as Matrizes. Ao inicio parece não ser algo prático ou interessante, mas se se dão, é por serem relevantes.

4ª continuando a vir a uma aula a que não precisava, continuamos com as introduções de IEC e de História da Tecnologia. 5ª (o dia das Matemáticas) tivemos a primeira aula prática de Análise, mais teóricas de Análise e de Álgebra. Não sei se foi aqui, mas apercebi-me do maior erro da faculdade no que são os auditórios do Ed. VII: são geladas, invernais, quase como um congelador. Até aos dias de hoje não sobrevivo a uma aula daquelas sem um casaco qualquer ou então com uma chávena (ou um copito de plástico) de café barato, que também foi algo que me habituei a beber entre os intervalos imaginários que existem entre as aulas.

6ª outra vez o CLIP trama-me: como actualizaram as salas durante a semana (e como tinha imprimido o horário no fim de semana) entrei na sala errada de Desenho Técnico. Como na altura não sabia como tudo funcionava, não estranhei a presença de outra professora. Cheguei a acabar praticamente o trabalho, que era um desenho à mão do “Quiosque Tivoli”, embora este tenha ficado para acabar durante o fim de semana. Só no intervalo (desta vez de 30 minutos, o único que deveras tenho) é que fui ter à Biblioteca, entrar a conta do CLIP (que demora muito menos tempo do que entrar num computador de lá) e ver se deveras era aquela a minha sala. Não era.

O meu fim de semana foi simples, embora ocupado. Entre as batalhas de Wintergrasp e o aborrecimento, acabo o trabalho de Desenho Técnico. Sábado é sagrado, portanto só trabalho no Domingo.

Então, próxima semana. …..Work it harder make it better do it faster makes us stronger more than ever hour after our work is never over….. Os highlights desta semana foram simples: História da Tecnologia, IEC e Química. IEC pela razão simples que, embora estejamos a abordar um tema muito vasto, o que se dá nas aulas permite-nos compreender o que podemos fazer em Engenharia Civil (se não me engano, o tópico eram pontes, em especial a 25 de Abril); Química porque estamos a dar matéria extremamente simples mas que no entanto ninguém parece perceber a não ser eu e mais alguns (e pois, porque a sala de aulas esta numa pseudo-varanda-corredor no 4º piso do Ed. Departamental); História da Tecnologia por duas razões: a primeira é porque simplesmente sempre gostei de história (não temos presente sem passado nem teremos futuro sem presente) e a segunda é, porque como num acontecimento único, acabamos a aula a ver “2001: Odisseia no Espaço”, a parte do “Dawn of Men”. Um filme extremamente bom para a época e que, neste contexto meu, chega a ser ominoso.

Chego a habituar-me, lentamente mas calmamente, ao ritmo da faculdade.Tornamo-nos livres de fazer praticamente tudo o que quisermos, no entanto ainda somos constringidos pelas nossas próprias limitações. Só notei que precisava de livros na 2ª semana de aulas e só notei que havia a necessidade (para efeito de sincronia) de separar aulas teóricas de práticas. Os almoços tendem a ser bons e jantares averiguarei para a semana. E colegas? Bem, estatisticamente há sempre uma percentagem fixa de pessoas que me chateiam, há outras que me agradam, há outras que pouco conheço, há de todos. No entanto, para aqueles que tive a honra de conhecer, tenho gosto em ser colega deles, não só porque são interessantes com partilhamos, de certo modo, interesses e objectivos comuns. Espero que o inverso se aplique (e que não o tenha de demonstrar por contra-reciproco :P ).

“People are often afraid of things that sound new.”

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Quickly Pressed: Resumo da Semana

9 09UTC Outubro 09UTC 2009 at 22:20 (Bloco de Notas, Reminiscências de um Louco)

Envergonhar-me-ei de escrever tão pouco, mas hoje não é um dia propicio à escrita.

A semana correu… pensei que a semana tinha pernas e que foi para a equipa portuguesa de Atletismo. Matemática 0 é uma couve de 2 sabores (peço desculpa por esta comparação, mas não encontro melhor): embora que seja bom estarmos a rever tudo o que demos de Matemática num espaço de 2 semanas, é também enfadonho, não só porque nos é dada a mesma matéria que supomos nós que tenha sido assimilada e agora é debitada imediatamente, como chegamos a aprender algumas coisas que implicitamente estiveram nos programas do secundário que tinham Matemática A (ou seja, a Lógica e a trigonométricas inversas).
O teste correu relativamente bem, embora de 18 tenha respondido uma mal (talvez tenha sido por ser a matéria mais antiga)

Tudo considerado, não é uma semana muito rica ou especial em detalhes. Também coincide com o inicio das “chuvinhas” de Outono.
Já que estamos aqui (e caso ainda haja alguém de Civil que não saiba o meu nome) lembrem-se de me chamarem por Ricardo, em vez de Grande Urso. (é simplesmente porque as festividades acabaram e estaremos a conviver e a trabalhar como colegas).

“As far as the laws of mathematics refer to reality, they are not certain, as far as they are certain, they do not refer to reality.”

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Elogio aos tweets (requiem)

1 01UTC Outubro 01UTC 2009 at 17:44 (Bloco de Notas, Reminiscências de um Louco)

Bem, estas duas semanas foram estranhas….. tanto no bom e no mau sentido, portanto pode-se pensar que se equilibram os 2, o que acontece. Bem, resumindo o que aconteceu nestas semanas da forma mais simplista seria assim: Praxes, Matriculas, Semana do Caloiro, aulas de Mat 0, pseudo-aborrecimento. Mas assim resumido não fazem a mínima ideia do que fiz nessa semana. Neste preciso momento estou absolutamente aborrecido, se calhar é por isso que escrevo isto (tb tenho uma dor no pescoço que se deve a ter dormido numa má posição, mas é secundário.

Há bastantes posts atrás, numa época de loucura ou aborrecimento, fiz 7 posts num dia; num fiz um cruzamento entre um blogue e o Twitter, que também simplificando é uma forma de comunicação restringida a 140 caracteres. Pelo titulo apercebem-se que vai ser a mesma ideia, portanto digo-vos que só lêem se quiserem, depois não me posso responsabilizar.

Desfile do Caloiro: marchamos por toda Almada a mostrar as nossas cores e cânticos. O Baptismo foi bom, refrescante, para o dia de Verão.

Lição de vida: tudo de concertos à noite na FCT começa 2 horas e meia depois. A garraiada foi uma experiência mista, mas houve muito pó.

O Tribunal foi refrescante, mas também calmo. Dizem-me que foi o pior. Recebi uma t-shirt para trocar com as minhas absolutamente ensopadas.

A Festa do Caloiro foi muito boa, mas o nariz sofreu (pouco). Fiquei com os ouvidos a zumbir por 2 dias. Peste&Sida e a banda inicial ;)

Mat 0 => boas e más emoções: diagnóstico mau (+ ou -) e matéria fácil <=> ter de estudar mais. A biblioteca é linda – preguiçodromo lol

5 Tweets = cerca de 140 x 5 caracteres = 700 caracteres.

Post scriptum: Rui Ribeiro, já corrigi o teu nome, mas acho que ninguém vai ler aquilo tudo de rés a lés.

“Tweet……tweet tweet”

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É Civil, É Civil…..

15 15UTC Setembro 15UTC 2009 at 22:21 (Bloco de Notas, Reminiscências de um Louco)

“Quando tiver paciência e falta de preguiça escrevo o que se passou nos 2 dias que estive a tentar entrar na FCT.”

Foi o que escrevi logo depois do meu 1º dia oficial na FCT. Porque escrevi isto? Porque estava cansado demais para escrever mais. Porque não continuei ontem? Porque durante a tarde toda estive a ver o “Evangelion: Death and Rebirth” (e fiquei mesmo zangado por ter o final cortado….de propósito) e à noite entretive-me a tentar por o Mac em condições (só me falta por o QE/CI). E porque decidi escrever hoje?

Para esta ultima há duas respostas, a primeira é que finalmente tive disposição para continuar este trabalho que, desde o infame Exame de Português que me livrei das costas para todo o sempre, ao infinito e mais além, tenho dado continuação, em várias nuances de expressionismo, interseccionismo, surrealismo, olhem, ponham todos os ismos que se lembrarem. A segunda é cortesia para os cerca de 100 novos leitores que este cantinho da esfera (quasi-esfera, senão não os haviam) chamada Internet recebera durante estes últimos dias e devido aos também inúmeros comentários que recebi, uns maus, outros bons e outros que me deram a vontade de os censurar por uns instantes.

Começando a partir do inicio aqui registado………………

Escolhi a FCT por várias razões, várias mesmo, mas não as vão saber todas, porque se as soubessem, não sei quem rebentava primeiro, se os vossos olhinhos de tanto lerem, se o vosso computador (ou os da WordPress, para este efeito) por não aguentarem a redundância inerente à descrição ou se as minhas mãozinhas tão fartas de trabalhar, que agora receberam a notícia de que saíram do desemprego e foram contratadas durante um espaço de 5 anos. O conhecimento é vital e foi o que me incitou a considerar a FCT: tive oportunidades de visita-la (no 11º Ano, onde fiz a pior prova [ou seja 0] da minha vida até agora, que foi durante as Olimpíadas da Física; no 12º durante a ExpoFCT, onde pude tanto experimentar aquilo que ofereciam como ter uma visualização, em 1ª mão, da capacidade inata da faculdade), fica perto da minha casa, fica na margem que os Alfacinhas chamaram de deserto (e depois querem construir cá o Aeroporto das Arábias e dos Elefantes Brancos) e que é a margem que eu amo mais…….. e por ai fora, bla bla bla Whiskas Saquetas.

Não tenho nada contra o Técnico, de facto foi a minha 2ª opção (se bem me lembro e preenchera bem a candidatura, ai esta memória….), mas há duas coisas que tenho a dizer a quem postou algo sobre o Técnico: a qualidade total de um curso só pode ser totalmente contabilizada por quem o vive – podem até ter o melhor curso de todo o mundo mas se os que o frequentam não o conseguirem aproveitar, vai dar ao mesmo de alguém que, num curso não tão bom, mas igualmente forte, que o consiga aproveitar ao máximo. A segunda coisa que digo é uma critica à Cidade das Alfaces e aos seus habitantes Alfacinhas: vocês estão condenados a viverem numa cidade que só sobreviveu pela fortuna de outros e que, no evento de um terramoto, estarão condenados a reconstrui-la (e se o fizerem, não o voltem a fazer mal, precisaremos de um super-Marquês-de-Pombal?). De facto, se a Geolocalização fosse mais fiável, saberia se quem postava era deveras Alfacinha, mas como até na tecnologia há entraves……bem, divago.

In pt.wikipedia.org “Praxe académica, ou simplesmente praxe, consiste no conjunto de tradições, usos e costumes de uma comunidade académica portuguesa.”

Esta frase, que também já vi repetida umas vezes na FCT, mais respectivamente no seu devido fórum, diz tudo e diz nada sobre o que são as praxes em si. E neste mundo, neste pais, neste distrito, nesta cidade, neste sitio, cabe a mim descrever a experiência que sofri durante esses dois dias, detalhe por detalhe. Ou cabe? CLARO QUE NÃO!!!

As praxes são uma das experiências mais importantes que um aluno, ou melhor, um caloiro como eu, pode ter, e apenas as pode ter uma ou outra vez na vida. As praxes são, resumidamente, um outro dia na vida de alguém: um dia único e sagrado, onde damos saltos de fé para avançarmos como humanos. É tal e qual como a chegada dos 18 (que ainda terei), ou como alguém que acolhe uma nova fé, uma cerimónia de baptismo, um bar-mitzvah, ou a entrada num culto secreto (ou do Supremo Arquitecto ou da cruz-rosa). Não é meu dever, nem é minha liberdade, dizer-vos o que se vai passar durante as praxes, porque isso nunca o poderei dizer, pelo menos enquanto caloiro. Se vos dissesse, tirava toda a piada do que se ia passar, e nunca passavam momentos tão bons como estes na vida.

Só posso dizer o que fiquei a perceber, assim de uma forma sumidissima, sem revelar nada de nada de nada nem nada de especifico. Em suma, o que realmente é a experiência não fica no diário, porque não cabe dentro de folhas ou de páginas, mas fica alojado no lugar que chamamos de mente. No fim, só nos lembramos daquilo que nos interessa mais lembrarmos.

Então, sem ofender a provável vontade dos Veteranos (que devem ter sido dos mais fixes, diz o Emotion Core), relatarei, como num conto onde o sol nunca morre e as fadas ganhavam vidinha e andavam ai aos pulos (não sei porquê, se calhar andavam à procura de anjinhos com quem falar). Tudo começou numa madrugada em que acordei às 6, onde normalmente acordaria às 4 da tarde, depois de ter hibernado umas 14 horas, se não fosse o acontecimento marcante de me ir candidatar. Já tinha uma pequena noção do que se ia passar nesse dia, pelo que já tinha tudo pronto (se não tivesse, o que ia lá fazer?). Tinha uma noção minimissima do que eram as praxes da FCT, muito porque os forums da FCT dissessem, mais ou menos como eu digo, as coisas referentes às praxes (era mais sobre ser ou não anti-praxe, mas também ajudou, embora que pouco). Tinha combinado com uns colegas meus encontrar-mo-nos às 7:30 na estação de S. João Baptista. Portanto tomei o meu pequeno-almoço constitucional de um Pastel de Nata e um Galão e esperei por eles. 2 caloiros, 2 caloiras e uma visitante estavam juntos nesse dia, apenas uma saiu com matricula (como não faço tenção de explicar). Chegando lá, nas calmas do dia que fresco se tornaria, apressa-mo-nos a paço de quem anda pelo meio dos edifícios antes conhecidos. Edifício VII, 111 em binário, seria local da minha 2ª derrota: quando chegamos, a muralha de pessoas à porta do Edifício que passamos revelou-se a consequência do resultado de não haverem senhas para o dia. Ficamos alarmados, mas, olhando para o futuro, planeamos outro encontro para 5ª e tentamos ficar juntos, até que as correntes nos separaram, e fiquei junto da Luísa (de Bioquímica, se não me engano, provavelmente acontecerá) até que fui encontrado por uma Veterana e auto-conduzido para os da minha horda.

A principal coisa que na FCT existe é que, ao contrário do “nome da instituição alfacinha acima referida e nunca mais proferida aqui”, onde há dias específicos para cada curso, o sistema de senhas como que autoriza a devida identificação de todos os caloiros à vista de todos. Espantou-me a grande variedade de agências cosméticas presentes lá: Avon, Oriflame, L’Oreal, etc. Deram-nos o emprego de recrutadores e com sorte trouxe mais um para o nosso misto. Tivemos a oportunidade maravilhosa de rever lições da nossa materna língua (não é a que beija, mas a que fala, a dos fados). Uma grande festa organizou-se ao torno da nossa manada, com dança, música e tudo; alguém até chamou o circo que se soubesse o que fizesse, teria tido mais graça. O tempo deveras voa quando nos divertimos, mas a realidade é a ilusão mais persistente, o tempo ganhar asas e ir para o Brasil é o facto disso.

Foi tempo beta quando nos recrutaram para o exercito de Civil e puseram-nos numa fila ordenada pelos Generais Específicos que nos puseram a marchar para a frente e para trás e a cantar as grandes obras de Chopin, Mozart, Bach, Abba, Daft Punk (ouviu-se o Around The World), mas mais principalmente cantámos, em sincronia orquestral, os grandes êxitos do Mestrado Integrado de Engenharia Civil (MIEC, raio de nome). Deram-nos a oportunidade de nos vestirmos a rigor para a dura vida que nos esperava à frente. Dura vida mesmo, já que entramos todos nos jogos de guerra, só tiros por todos os lados, explosões que nos abalavam o corpo. Não houve mortos, mas feridos houve a minha pele, que acabei por tropeçar e arranhar o meu joelho. Já me tinha acontecido isto no 5º ano, por uma razão mais tola: tinha apostado que conseguia correr mais rápido que outro mais velho e o facto é que consegui, mas não consegui travar e, por muito pouca sorte, haviam alguns fragmentos de vidro onde cai, o que piorou um pouco a situação. Os sacrifícios que temos de fazer para obter a verdade são muitos, mas necessários. Bem, há que ver o lado positivo: alem de que agora ambos os joelhos tem uma história para contar um ao outro (se tivessem boca isto é) também fiquei a saber onde estava a enfermaria. Depois de tratado o joelho, foi-nos informado da existência do Kit do Caloiro, recomendado para todos os participantes da futura Parada do Caloiro, que é claro que vou atender, não só para ajudar a mostrar o grande curso que é Engenharia Civil, mas também porque paguei 11 paus por ele.

Depois disto voltamos ao exercito, e depois ficamos como os antigos filósofos, juntos a pensarem ao pé de uma figueira e a conhecerem-se. Começamos pelo mais simples, os nomes, e acho que ficamos por ai. Outra vez recrutaram-nos, e fomos apanhados pela policia anti-terrorista. Fizemos um jogo de lógica simples e depois veio “algo”. Esse “algo” mostraram-me com todo o amor do mundo, e com todo o amor e respeito do mundo, fiz o solene e sacro juramento de nunca deixar sair alguma coisa sobre “algo” fora das paredes que me mostraram, que, caso não o fizesse e dissesse algo a alguém……. bem, não disseram o que era, portanto pode-se dizer que ficava com o castigo de Prometeu (embora que para futuras referências esta não é para ser interpretada nem literalmente, nem totalmente mitologicamente). Depois veio o almoço, a parte mais calma. Calma é relativo ao facto de que as filas estavam totalmente recheadas e que ai pelo meio tenha cantado o Bailinho da Madeira, com novas letras, dignas de um improviso extremamente improvisado. Comemos à maneira de quem tem pressa, mas que também tem calma. Penso que foi ai, numa conversa casual, onde descobriram o nome do meu blogue e também descobriram a minha alcunha: Grande Urso. A sobremesa foi uma delicia, digna de sonhos se não nos tivessem dado a ler e mostrar e até sentir a grande obra de Saramago chamada “Ensaio sobre a Cegueira”. Passeei pela cidade de Almada com as minhas cores, ainda à espera de serem.

Os pais são simples, assim como os filhos: zangam-se se algo está mal e felicitam-te se tudo está bem; os filhos querem sempre o oposto, ou querem paz, ou querem dinheiro, ou querem mulheres de peitos decentes e corpo esbelto capazes de en……….. o resto deixo à vossa imaginação, pois com en- se podem fazer muitos nomes e adjectivos. Estava condenado a vir amanhã, 4ª feira, mas mais cedo. Acordei às 6 da manhã, mas atrasei-me um pouco porque ainda tinha sono. Às 6 e meia estava na estação e por acaso tinha encontrado com a Ritinha, com a Luísa de antes e com a Cláudia, que ia ser escortada pelas amigas dela até ao Politécnico de Setúbal. Também fiquei a saber como ficou matriculada já naquele dia. Tanto eu e a minha mãe viemos neste dia, ela porque se colou a mim como uma lapa. Cheguei às 7 e fui o 83º a por o nome, garantindo uma senha. Até ás 8 estivemos a meter conversa com uma estudante de Leiria, quando convocado eu fui, de novo, para a presença dos meus conterrâneos.

Desta vez estivemos a praticar a arte antiga da Descoberta, não como os filósofos que só nomes precisavam de saber, mas como BFF, Best Friends Forever. Ainda me lembro do Rui Ribeiro (j está corrigido, agora n te queixes) de Vila Franca de Xira cujos pais são Jacinto e Maria e do André da Roménia que em Almada vive e que andava na Anselmo de Andrade (pena que nós da Emídio perdemos sempre com eles no Voleibol) e mais tarde do agora intitulado Bi [Não sejas ovelha, bebe B! Groselha....hee hee :P (até eu preciso de me divertir a escrever isto)]. Mais malta que antes, ergueu-se o batalhão a vestir a farda e uniforme a cantar a canção amigável, todos juntos, todos síncronos. Tomamos um tempo de devoção ao senhor Jeremias. Por sorte o pseudo-apresentador-mundialmente-reconhecido caiu do céu a partir das asas de uma cegonha gigante coreana que voou todo o caminho deste Tóquio que chocou um ovo divino lá de cima do céu, até fez sombra, e começou a apresentar o show do século internacionalmente ouvido, até fez luz. Comemorámos todos o aniversário de um nosso companheiro, com um bolo a condizer com ele próprio. Ficámos a conhecer-nos mais pessoalmente, todos sentados uns à volta dos outros (foi aqui que conheci o Bi e eles me conheceram a mim) e depois deitamo-nos na relva, a apanhar sem membros o troco dos outros. Ate se trouxe um Touro, até de nascença e presença virtual um, e lá houveram as dignas touradas à portuguesa (sem morte da besta digna).

Fiquei a saber que estava perto da minha senha, portanto fui até ao edifício F – 9 (em Hexadecimal) e fiquei numa fila curta (com as mãos lavadas com o composto especial de álcool, formol, compostos químicos, desenhado especialmente pela FCT para combater a Gripe A, como quaisquer outras). Era meio dia quando comecei a fazer a matricula. Com a fibra por todo o lado, mas mesmo todo, todo o lado, pá, o processo torna-se informatizado e portanto, apenas temos de falar, e não de ouvir (pelo menos não tanto). Depois da Matricula, recebi os cartões da faculdade e da biblioteca e depois fui fazer o cartão de Multibanco da Caixa, que sabemos nós graças ao Scolari que se chama banco (de sentar talvez) no Brasil, e depois o cartão da Associação de Estudantes, que traz algumas vantagens que com a pressa ainda não tive a oportunidade de ver. E depois de uma passagem breve pela banca das Bolsas de Estudo (só me apresentei) fui fazer o cartão do Metro. Depois de uma passagem pela casa de banho, fui tomar um almoço onde fizeram com que todos conhecessem o Grande Urso. Outra vez um almoço de pressas, acabei o dia por ver a venda (por outro curso) das potencialidades de um caloiro, mas ninguém o quis. Acabei o dia com um bom banho e o pensamento já focado na estruturação deste puzzle de uma só peça.

Bem, desta experiência dita única devo dizer que tanto eu como o louco (que poderão ler mais sobre na Página que se refere à minha pessoa) adoramos. De facto, digo que se não tivesse a ajuda do louco, acho que tinha achado tudo com menos piada, mas ai está a essência da praxe, a brincadeira inocente daqueles que nos querem integrar numa comunidade que é-nos superior a tudo o que já tivemos antes. Imaginem como uma pré-escola ou até um infantário tudo o que sofremos para depois entrarmos na Grande Escola. Depois, se forem do tipo vingativo, podem sempre fazer o oposto, mas não se devem encarar as praxes assim.

De facto, como aquela explicação em itálico já muito atrás explica, as praxes são o meio por onde se transmitem as tradições tanto da Universidade como do Curso em que estamos. Inculta-se o respeito aos veteranos, à predisposição perante outros Cursos (principalmente com as óperas e sinfonias) e mais importante que tudo, geram-se os laços que se desenvolvem e unem estas comunidades, a veterana e a caloira, como Cimento e Pedra, ou Vidro e Aço. Com as praxes geram-se os sentimentos de confiança, de coragem, de força necessários para que saiamos daqui vivos e sábios. Experimentem estar dentro de um poço cheio de feras selvagens e ao pé de vocês uma mala com tudo o que precisam para saírem dai vivos. Atirem a mala fora e ficariam a saber o que era não ser praxado. Se na vida houver moderação, tudo sabe bem, e foi por isso que as praxes nos agradaram, porque sofremos bem. Na minha opinião, as praxes são cansativas, verdade indiscutível, mas também são recompensadoras. Em suma, fica como experiência de vida que um dia podemos dizer aos nossos filhos (ou se calhar não).

E com isto devo acabar o maior relato que fiz neste blogue (com a possível excepção de quando fiz 7 posts seguidos). Espero que fiquem satisfeitos com este post e caros Veteranos, se de alguma maneira disse algo que não se devia ter dito, avisem-me e tentarei arranjar: a Net é o local para a livre expressão de ideias e pensamentos (por isso tirei a opção da moderação deste blogue).

E já agora, espero que depois, no campus, fiquem a conhecer não só o caloiro que vocês apelidaram de Grande Urso, mas que também fiquem a conhecer a pessoa que é Ricardo Gonçalves, estudante pela vida.

“A coisa mais incompreensível no mundo é que ele é de todo compreensível”

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Redundâncias da vida (Parte 2)

2 02UTC Setembro 02UTC 2009 at 22:06 (Reminiscências de um Louco)

Alem da arrumação épica que tão galantemente e extensivamente descrevi no post anterior, houve mais coisas que aconteceram nesta ultima semana, tanto boas como más.

A que mais me pode ter afectado foi a noticia que recebi pelo Twitter de que o To Love-Ru ia acabar nesta ultima semana.

To Love-ru, ou Toraburu (Trouble, se preferirem, já vi esta série ser escrita de tantas maneiras que acabo por preferir a fonética nipónica) começa por-nos introduzir um rapaz adolescente chamado Rito Yuuki que não se consegue confessar ao amor da sua vida, que é uma rapariga chama Haruna Sairenji. Numa noite, quando tomava banho (a pensar na Haruna), aparece-lhe uma rapariga nua chamada Lala. Por um acidente, Rito declara a sua intenção de casar com a Lala, e como a Lala é a filha do imperador do Universo………….

Achei a série aleatoriamente enquanto andava à procura de provavelmente One Piece ou Naruto. Comecei-a a partir do capitulo 100, quando o Rito se transforma numa mulher devido a uma invenção da Lala, e achei o enredo tão ridículo que decidi começar a partir do inicio (também porque na altura andava à procura de uma série que tivesse tanto uma parte em manga como em Anime, para saber qual dos dois era melhor, afinal de contas fiquei a preferir a manga, na maioria dos casos).

Na sua maioria, a série dedica-se a retratar a vida e os desentendimentos românticos que o Rito sofre,  muitas vezes por causa da Lala e das suas invenções que, na maioria das vezes, não funcionam correctamente. Alem destas três personagens, durante a história toda, adicionam-se varias outras, como a Yami (uma assassina contratada para matar o Rito, e que nunca acaba por o fazer), Run (que, pelo facto de poder mudar de sexos quando espirra, gosta tanto da Lala como do Rito), Yui Kotegawa (a representante da classe, moralmente superior, mas que no entanto se encontra com o Rito nas alturas mais embaraçosas), entre outros. A minha recomendação é que leiam esta manga e que, se tiverem vagar, vejam o anime (já que tem algumas diferenças com a história original).

Então a série acabou, o que é pena, porque estava à espera de mais alguma coisa, embora que, na minha opinião, a série estava estagnada durante algum tempo (as personagens não estava a ter qualquer desenvolvimento emocional profundo). Talvez das duas soluções, se tenha optado pela talvez pior e acabar a série, o que deixa algumas (senão muitas perguntas) para responder pelos inúmeros fãs. Como acaba realmente não direi aqui, já que o melhor é mesmo ler, mas digo resumidamente que, se o problema era escolher de 2 uma, escolhem-se 2 ou até mais e pronto (se perceberam, não haveria problema).

Dia 14 saem os resultados da 1ª fase das candidaturas e para muitos, isto representará o inicio de um novo capítulo da vida, ou seja, a entrada numa nova cidade, de tão grande é, que se deu o nome de Universo. Honestamente tenho esperanças de entrar na FCT, mas isto tudo é um novo mundo, ligeiramente mais complicado (em muito porque ainda tenho 17 anos, os meus pais raramente se interessaram com a minha vida escolar, bla bla bla Whiskas Saquetas). De qualquer maneira saberei, mais cedo ou mais tarde como tudo se resolve. No dia da FCT aberta aos estudantes do secundário, tive a oportunidade de conhecer a Universidade, que ficou-me perto da mente (e também tomei o meu tempo para memorizar as plantas detalhadas da maioria dos edifícios). Em suma, sei o suficiente, embora a minha mente diz sempre para saber mais. Hoje tive a oportunidade de visitar a página da “Semana do Caloiro” (provavelmente a semana em que seremos praxados, embora o interesse obsessivo neste tópico seja-me despercebido) e tive de voltar atrás imediatamente por 2 razões: a primeira era que estava a ouvir música do Daft Punk a 60% e como o Mozilla amplifica tudo a uma escala incrível, para que os meus ouvidos não morressem, tive de voltar lá depois de baixar o som a 5 e desligar a musica. Quando voltei, notei imediatamente a música que tocava (que era um remix do Aerodynamic dos Daft Punk, parti-me ás gargalhadas) e scrollei a informação que me interessava. Ainda tenho algumas coisas para saber, mas com o tempo tudo irá ao lugar.

Falando de programas de televisão e de televisão em si, como ultimamente tenho-me deitado relativamente cedo (se estivesse nos Estados Unidos), ás vezes tenho a oportunidade de ver um programa no Boomerang que é intitulado de “Sheep in The Big City”. O conceito é ridiculamente simples: Uma ovelha tal e qual as outras fartou-se do campo e foi para a cidade. A Secret Military Organization desenvolveu uma Sheep-Powered Ray Gun que só funciona com a Sheep. O elenco é composto pela Sheep, pelo General Specific, Private Public, Angry Cientist, Farmer John, Lady Richington, Swankie the Poodle, The Narrator, Lisa Rental, The Ranting Swede, entre outros. A série é uma comédia levada ao extremo de que as personagens até tem nomes ridículos, como General Specific (um oximoro) ou Angry Scientist (Angry porque todos se referem a ele como Mad Scientist, o que o leva a responder de uma forma muito tola). De qualquer maneira, se gostarem de coisas ridiculamente estúpidas, sugiro que vejam isto.

Dia 15 vai começar um grande e já esperado programa de televisão na FOX: Fringe. Fringe começa com um voo que se despenha por razões desconhecidas. Uma agente do FBI, Olivia Denham é encarregue de resolver o caso. Para esse efeito, tem de recuperar um cientista louco chamado Walter Bishop com a ajuda do seu filho, Peter Bishop, que Olivia busca do Iraque só por esse propósito. Do mesmo criador de Perdidos (como indicado pela FOX), é uma mistura perfeita de pseudociência, acção, suspense e até drama. Um “must see” que todos devem ver. Esta série foi-me apresentada pelo meu querido colega Tiago Valente e desde que tive a oportunidade de ver, não quis outra coisa (embora que a duração do 1º episódio me tenha desmotivado algo, porque é 1 hora). Já agora dou os meus parabéns à FOX por ter finalmente renovado o aspecto geral do canal. Honestamente o canal está muito mais atractivo deste modo do que estava antes.

“So much has happened, so much is about to…..”

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Redundâncias da vida (Parte 1)

2 02UTC Setembro 02UTC 2009 at 18:06 (Reminiscências de um Louco)

Muito ocorreu nesta ultima semana e no entanto não arranjo vagar para escrever. Se é das 12 a 15 horas de sono que tenho vindo a ter ou se é da minha preguiça ou se é por causa que estou a ler uns 30 capítulos de Hunter X Hunter por dia nunca saberei. No entanto, e por mais aborrecida que pareça este cenário da minha vida, durante esta semana aconteceram coisas relativamente interessantes.

Em primeiro lugar, entre 2ª a 4ª feira tive a oportunidade (um pouco condicionada pelas condições que tanto eu como os meus pais me impuseram) de arrumar o meu quarto. ARRUMAR O MEU QUARTO. Não é uma frase que estou muito acostumado a dizer, quanto mais a repetir. Isso porque um quarto é, em suma, a representação física, espiritual e até simbólica da condição de vida que as pessoas que nele residem tem. É algo único, um ser vivo que respira tudo o que fazemos nele e a ele. Poetas diriam que teria alma, mas Caeiro diria que não. Paradoxo à parte, se acreditarem em Feng-Shui ou em qualquer outro tipo de materialização de correntes de energia (e aqui apercebo-me do vicio em que estou metido no momento da escrita) continuem a ler. Se forem restauradores, curadores de museus ou até engenheiros com um olho para detalhes, também podem ler isto, já que é um exemplo perfeito de perfeccionismo obsessivo levado ao extremo. É pena que não tenha fotos, ou até que tenha chamado os tipos do “Querido, mudei a Casa”, mas como no vosso tempo ainda não terei esposa e como a máquina estava ocultada onde sempre esteve, não disponho de fotografias. Apenas disponho de um esquema feito à rasca (caso precisasse) que pela falta de informação relativa (porque para mim aquilo diz tudo) não vos diria nada. No entanto há poucas, senão nenhumas, diferenças entre o estado Antes e Depois: só um par de livros e mais umas coisas sem importância foram activamente mudado de sitio.

Então comecemos pelo inicio: a proposição. O meu quarto tem pouco espaço, penso que 5 por 7 metros, o que impedia que fosse mover coisas volumosas (como a cama que está no meio, encostada à parede oeste) para fora do quarto. Metade do meu quarto tem móveis que não podia mover: do lado norte, ao pé da porta, encontravam-se uma estante alta, 2 metros e meio de altura e 70, 80 centímetros de largura, onde guardava todos os livros que se tinham deparado ao meu encontro, mais os do 10º Ano (no topo encontrei um jogo do Bloco de Esquerda que nunca tive a oportunidade de jogar, mas via-se logo a intenção deles) e antes desta uma estante mais pequena em altura, mas mais larga, onde guardava os meus produtos de higiene pessoal (o único que uso é a lamina de barbear, já que os desodorizantes no máximo só resultam por 3 horas) e por baixo deles estavam os meus livros do 9º Ano (incluindo as folhas e o livro religiosamente preservado onde, no inicio desse ano lectivo, tinha vomitado em cima deles, pela “ingestão de uma mistela repugnante, mas normalmente saborosa, a que os mediterrânicos designam de sopa de espinafres, provavelmente estragada”). Ainda por baixo estava uma série de revistas antigas de informática, a maioria das autorizações que tinha do clube de Xadrez e umas caixas onde guardava uma série de disquetes. Por coincidência um rato pequeno, dum tamanho de um telemóvel (má comparação eu sei), se refugiou nessa parte da estante no meio da noite, o que me impediu de prosseguir uma noite confortável, pelo menos até ás 4 da manhã, altura em que desertou o local. No lado mais afastado estava outro molhe de revistas antigas e uma colectânea de 3 volumes sobre a 2ª Guerra Mundial, assim como uma mala que nunca usei e uns volantes (ou penas) que 2 vezes usei.

Do lado oposto, ao pé das janelas, está um armário colossal, 1 por 2 por 3 metros, onde guardo, alem da roupa que não visto, todos os jogos de tabuleiro que tenho, todas as fitas VHS que tenho (embora a maioria seja Pokemon), todos os carregadores e adaptadores que não uso. Nas ultimas duas “caixas” estão uma série de “First-Aid Kits” e uma molhada de lenços que era suposto dar ás pessoas que mos “emprestaram” (ou deram, já que ninguem quer um lenço que esteja sujo, a não ser um cientista louco) e um molhe de documentos sobre _____(blank) assim como um tabuleiro de xadrez que gostaria mesmo de voltar a usar. Em cima desse armário está um globo, uma experiência do 7º ou 8º ano de Área Tecnológica (esqueci-me do nome), as minhas raquetes absolutamente tortas de Badminton e uma série de atlas que arranjei de uma competição de Geografia do 9º ano que lamento ter perdido com uma pessoa que acabaria por admirar muito. Pegado a esse móvel, do lado norte, está um móvel preto, pequeno, com rodas para que de facto se mova, onde toda a minha vida (ou pelo menos os últimos 6 anos) se encontram. E outra vez pegado a este está uma caixa daquelas que se compra na “Loja do Gato Preto” que supostamente servia para deitar a minha roupa suja: tomou uma viragem para o revés, a roupa limpa e que ia usar ficava em cima dele, a suja ia para o chão (solução simples e prática).

Do outro lado, ao pé da parede oeste e das janelas encontra-se a mesa que alberga o dinossauro (se não se lembram do que é, procurem) e entre essa secretária e a minha cama está uma cómoda que alberga o meu candeeiro e um despertador curiosamente atrasado umas n horas e uns n dias, já que, por choque, foi-se abaixo e por preguiça, não o reiniciei para as horas actuais.

Entre o dinossauro e o armário encontra-se uma cadeira que alberga uma grande parte da minha vida. Debaixo dela, numa almofada, sentava-se todo o material que usei durante o exame de Físico-Química (manuais dos 2 anos, manual de apoio, livros dos 2 anos). Em cima, num monte que teria facilmente 1 metro, estavam todos os livros que usei durante o 11º e o 12º Anos, assim como uns diplomas de participação em inúmeras provas. Ao lado estava um molhe de lixo e as minhas duas malas, uma verde para todas as ocasiões e uma azul, que provavelmente usarei na Universidade também.

Saltando a Invocação (por que agora me apercebi que isto é épico), passo à Dedicatória. A quem dedico esta ode ou até esta demanda, esta ventura por terras desconhecidas? Afinal de contas seria a ninguém. A única razão porque fui “forçado” a arrumar o meu quarto foi porque estávamos à espera de uns convidados que supostamente ficariam cá o fim de semana. Ficaram só pelo domingo, mas continuaram a ser chatos, como todos são. Então, para satisfazer o meu ego, digo que dedico esta dedicatória e até esta Índia a mim, já que quem fez tudo fui eu, e fui eu que, sem ter visto recompensa que a razão quisesse, por meios nunca antes tentados, por mares nunca antes navegados, grande e perigosa foi, a prosa deste herói.

Agora a narração, não em meio do Mar, mas no inicio de tudo. A primeira coisa que fiz foi por os livros todos que estavam na cadeira para cima da minha cama, para não só tirar a cadeira de lá, como ter espaço para tirar todas as coisas de debaixo da minha cama. O móvel com as rodas e a caixa da roupa também foram para fora, assim como os livros da 2ª Guerra Mundial, as malas e outras coisas que não mencionei antes (como uma caixa que por cima tinha uma moldura digital que nunca usei realmente). Ah pois, e os cortinados também foram para lavar. Isto obviamente criou um problema na movimentação de pessoas já que o corredor ficou mais estreito.

Facto seja facto, uma história vivida será contada de maneira diferente. As que de detalhes prescindem, são as mais reais. As que de detalhes vivem, são as que mais se dispersam, pois os detalhes perdem-se na trama que se cria durante a vida.

Talvez me esteja a dispersar aqui e omita uns detalhes ou até na organização da história esteja realmente a começar in média res, mas para todos os efeitos, o fim e o inicio são os mesmos, o meio é perto do real, e se alguém se recordar é porque foi real o suficiente. Com isto não me fico a lembrar se arrumei a estante com os meus produtos de higiene 1º, mas pelo bem da lógica fragmentada, fiquemos com esta história.

Depois de tirado todos os móveis verdadeiramente móveis do quarto, comecei a tirar as coisas que estavam por baixo da cama. Na maioria eram caixas onde guardava uma grande quantidade de coisas que nunca iria usar. Dentro de uma dessas caixas estavam uma outra série de caixas de cartão dos meus jogos de PC que tinha comprado (conseguia-se ver a do Civilizations III, será que viveremos numa caixa, dentro de outra caixa…… se M.C.Escher estivesse cá). Alem das caixas estava também a minha HP antiquíssima (os tinteiros são do tamanho de tijolos pequenos) e também o meu scanner HP não tão antigo, que simplesmente não uso porque tenho uma multi-funções neste PC e porque não tenho negativos que queira passar para o PC (agradou-me ver um scanner com essa funcionalidade). Também estavam presentes uma outra molhada de revistas antigas e uns dossiers. Pude tirar tudo para o (naquela altura) vago espaço entre a janela e a cama. Então aspirei.

Lição de vida: o pó só se acumula em superfícies horizontais abertas ao ar. Logo, para prevenir ver as marcas de tudo o que esteve debaixo da cama basta te-las inclinadas. É claro que isso é impratico(estranhamente o corrector não reconhece isto como palavra, tinha de dizer), pelo que não saímos do mesmo sitio. A quantidade de pó que havia os meus pais diriam que era excessiva, mas eu, como não me incomodo com aquilo que não se mexe, nunca me fez diferença a existência do pó. No entanto aspirei. E depois lavei. E esperei que o chão secasse. E fui jogar Ascendancy por 10 minutos, até que todas as civilizações declaram guerra a mim. E voltei a por tudo de novo.

Claro que limpei tudo o que havia do pó existente antes de voltar a por no limbo. As 3 caixas pequenas para o oeste, a trotineta (ou como se chama, porque nunca a usei) para cima delas, os dossiers para o lado das caixas. A caixa grande para o meio do espaço, a ver a janela está a impressora e do lado oposto um par de malas de pele. Do lado este consegui por os documentos que lá haviam numa caixa (que não consegui fechar); as revistas continuaram no mesmo sitio, ao pé destes documentos, no chão (por cima encontram-se as minhas medalhas que ganhei, que também foram limpas e repostas no mesmo sitio).

Então já tinha limpo o espaço correspondente à minha cama, 1/4 do meu plano esta completo. E demorou-me o dia inteiro. No fim da tarde decidi limpar os vidros. Agora é terça feira. E vou limpar os dois móveis que estão ao pé da porta. Primeiro tive de tirar tudo o que estava em cima das duas estantes. Voltando a usar o espaço vazio, pus meticulosamente tudo o que havia, como se criasse uma réplica do espaço onde estavam antes, tudo o que estava na estante do 9º Ano e dos produtos de higiene. Tudo o que estava na outra estante pus em cima da cama. E então envernizei as estantes. Tratei-as contra o bicho e aproveitei para ver onde estava o rato. Agora vinha a pior parte: aspirar lavar e aspirar de novo.

Entre a parede e a cama só tenho ai 1 metro e pouco de largura, pelo que para estar a limpar tudo, tive de fazer um sistema de rotação: primeiro limpava uma parte, passava os moveis para a parte limpa e depois limpava a outra parte. Depois de ter limpado todos os livros, voltei a por praticamente tudo como estava. As únicas diferenças são que ficou tudo um pouco mais encaixado, e todas as autorizações, em vez de fazerem uma rampa, estão todas por debaixo do pisa-papeis que é a caixa laranja onde guardo as disquetes. Cheguei a encontrar o jogo do Pokemon Azul escondido numa caixa que estava no topo da estante dos livros. Antes do dia acabar, decidi tratar da cadeira titânica: tratamento de verniz, anti-pó, anti-bicho, tudo para preservar a sua potência inexplorada.

Agora estamos em 4ª feira, e o fim do plano estava ao pé. Era altura de limpar o dinossauro e o armário. Então foi praticamente o mesmo processo que se usou anteriormente: moveu-se o armário, aspirou-se (com detalhe para o buraco que atravesso o meu quarto por causa do cabo da Cabovisão, já que se suspeitava de invasão insectoide), lavou-se, limpou-se e pronto. O dinossauro é que seria mais difícil. Por cima da secretária, alem do colossal monitor CRT estava uma série de tralha reminiscente dos meus dias estudantis. mais em baixo, semi-descoberto estava o teclado, o rato e uma cópia de “A Linguagem Moderna da Arquitectura” de Bruno Zevi. Por cima estava o meu carregador de pilhas e mesmo ao lado, esta um monte de 30 e tal pilhas AAA (as pequenas) que numa promoção do Jumbo comprei por 4€ e que agora esgotei todas. Duas pilhas vermelhas da Uniross deram mais potência do que elas todas juntas (lição: comprem pilhas recarregáveis de alta performance), mesmo que demorem 13 horas a recarregar.

Tirei tudo o que não estivesse pegado definitivamente ao dinossauro, ou seja, teclado, rato, colunas, lixo, livro, foram todas para limpar. Após ter limpado tudo, voltei a por tudo no mesmo sitio, embora que houvesse uma optimização geométrica (pelo menos na parte do lixo de cima). Os cabos que antes estavam no chão ficaram confortavelmente numa divisória que só tinha usado por causa de puzzles antigos (que agora arrumei no armário) e da toca e óculos de natação antigos (que agora pairam no esquecimento). Era já de noite, pelo que deixei o resto para 5ª.

Então finalmente a jornada acaba. Todo o chão foi submetido a outra lavagem, para cobrir quaisquer partes que tenham escapado. A cadeira é reposta quase cerimonialmente, e com um pincel limpo cuidadosamente todos os livros que, ao mícron, foram repostos ao seu devido lar. Até os que debaixo estavam foram repostos com extremo cuidado, com a excepção da almofada, que foi para lavar (e ao momento ainda não foi reposta). A caixa onde estava a moldura digital (que ainda continua a não ser usada) foi levada para o sitio dos livros da 2ª Guerra Mundial, para preencher o fosso que ali havia. Por intenção, os ditos livros da 2ª Guerra Mundial, a enciclopédia sobre a vida animal e o monte de revistas que estava por cima dele também foram parar a esse sitio acima dessa caixa. Só restavam os cortinados, que acabei por por e o móvel preto.

Com extremo cuidado tirei as caixas maioritariamente vazias e limpei cuidadosamente, sem produto, apenas pano, o pó que ali estava. Voltei a por as caixas e limpei, com ainda mais cuidado, como se tratasse de um artefacto perdido (e é o que é, embora apenas eu e mais uns quantos saibamos disso), os mapas todos que tinha ali. Aquela maquinação representa 6 anos da minha vida que obviamente não iria sequer correr o risco de perder. Com cuidado voltei a por o móvel no seu devido sitio e finalmente, tinha um quarto limpo (estava antes, mas pronto).

“Work it harder, make it better, do it faster, makes us stronger, more than ever hour after our work is never over” – Verdade absoluta do universo: Our Work is Never Over.

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Harder Better Faster Stronger

22 22UTC Agosto 22UTC 2009 at 2:23 (Reminiscências de um Louco)

Já faz bastante tempo desde o meu último post. Em vez de vos estar a dar razões simples ou até ridiculamente complexas sobre a ausência dos meus posts (até porque, com a quantidade irregular de parasitas que visitam este corpo, se torna irrelevante) digo simplesmente que estou de férias e, como os meus colegas e amigos aqui referidos, não nos dedicamos ás artes triviais mas recompensadoras do estudo (inclui invulgarmente a escrita e a leitura académica).

Também já faz muito, senão imenso tempo desde que prometi fazer algo mais e jeito neste blogue alem destas divagações e relatos diários. As ideias podemos dizer que estão todas presentes, até a estrutura, mas o dia em que escreverei sobre o que realmente gosto ainda está para se avizinhar (até já pensei em escrever sobre um jogo chamado Ascendancy, que a maioria nunca terá ouvido falar). Resumindo: as minhas aventuras nos mundos gelados serão únicas, pelo que relata-las é trabalho épico, digno da viagem, épica que se tornou, do exilado. Isto é o que mais me importa terminar, as reviews virão depois.

File:Grooveicon.pngFile:DLL icon on Windows Vista.png

Estes ícones foram os causadores de imensos problemas e até resoluções durante a ultima semana, no entanto, se unicamente fosse dos ícones, bastava destrui-los ou troca-los e a história acabava. Esta aventura demorou-me praticamente a semana passada toda, e com isso posso dar a desculpa extremamente esfarrapada que não pude blogar por causa disso.

Durante uma noite practicamente activa em jogo, WoW neste caso, numas rotinas mais ou menos normais (se considerarmos normal transferir os registos da configuração da Interface de um jogador para outro) o PC foi-se abaixo quando tentei aceder à “minha suposta 2ª conta”. Quando voltou ao normal, quando tentei aceder à pasta onde o WoW estava instalado através do atalho que tenho no Ambiente de Trabalho (ou Desktop, já que não tirei nem vou tirar o patch de tradução para Portugês, sempre preferi o Inglês), a única coisa que me aparecia era o Windows Explorer com uma pasta vazia. Esperando isto de um computador com o Vista, deixei esperar digamos, uns 5 segundos, antes de tentar, como todos os seres humanos, puxar pelo programa, clicando na janela a ver se o programa reagia. Espantado fiquei por saber que uma mensagem deste tipo me foi presenteada: “Windows Explorer is not Responding”, dando-me as habituais 3 escolhas, reiniciar o programa, fechar o programa (vai dar ao mesmo de atrás) ou esperar que funcione (que, por saber que não funciona agora, também não funcionará amanhã). Durante algumas tentativas experimentei as duas primeiras, até ter concluído que a solução não seria tão fácil.File:Wlm logo-ic.png

Felizmente o Messenger funcionava, assim como tudo o resto. Aparentemente parecia ser um problema do Explorer só, já que o IE (que partilha protocolos com o Explorer) também funcionava. Não se enganem, porque o IE é porcaria que só tenho por pura compatibilidade com sites que nunca foram feitos para o meu querido Firefox. Pude conferir com alguns amigos meus sobre os passos prováveis que iria dar. Embora que, de todos os que pude contactar, nenhum soubesse mais de informática do que eu, sempre é bom ter uma 2ª opinião, mesmo que seja provavelmente escusada. Então reiniciei o PC e comecei a fazer o óbvio: ver se alguém tinha infiltrado o meu PC.

File:Avglogo.PNG

Então comecei a usar as ferramentas todas que tinha à minha disposição: AVG Free como antivírus, Spybot como antimalware e uma combinação de RegistryFix e Auslogics Registry Cleaner (obrigado PCGuia) para reparar e limpar o registo de qualquer função que pudesse estar a comprometer o Explorer.

Espanto foi o que me deu quando nenhum deles acusou nada (Ulisses bem podia estar aqui escondido). Na verdade cancelei o AVG depois de 3 horas a trabalhar ininterruptamente, até em fast scan. Parei na 2ª drive, que provavelmente não tinha relação com o que se passaria. Não tendo mais pistas sobre o que se ocorria dentro dos átomos presentes dentro do disco rígido do meu PC (se calhar estavam a conspirar para acabar com o meu reinado com líder absoluto da Horde), decidi ver se o mesmo ocorria em Safe Mode, algo que todos os sistemas precisam, mesmo os mais convencidos como o Vista.

Seria a minha 1ª vez que acederia ao Safe Mode do Vista. Mesmo durante os praticamente 4 a 5 anos que o tenho, nunca houve erro demasiado grave que nunca pude resolver ou negar. A primeira coisa que salta à vista é que todas as capacidades gráficas e aplicacionais desapareceram, ou seja, transformou-se numa espécie de Sandbox. Uma Sandbox que funcionava, já que quando abri a pasta do meu computador, nem um segundo demorou a reconhecer tudo o que havia lá dentro. Deste modo sabia que o problema se devia a um programa que era iniciado automaticamente no arranque normal do Vista, coisa que já tinha suspeitado, já que no processo de reiniciação que aconteceu antes de entrar no Safe Mode tinha uma janela aberta (por estranheza era a pasta onde guardava toda a minha manga, o que sempre demorou muito mais a carregar) que magicamente ganhou vida no fecho. Voltando a reiniciar o PC…….File:Msconfig icon.png

…..e indo imediatamente ao msconfig. Estranhamente não encontrei nada de invulgar nem de novo no arranque, mas como puderam ler, nada deste caso é vulgar, até porque se fosse, não valeria a pena estar a escrever tanto sobre ele. Portanto recorri ao Task Manager. Como uma criança que sabia onde mexia, comecei a desligar processos não essenciais que existiam: Daemon Tools, PowerIso, Lexmark Monitor, por ai fora, até o Messenger fechei. Depois comecei a fechar processos do sistema, spoolserv, scvhost, rundll32. Foi exactamente quando fechei um processo do rundll que o PC reganhou vida. Conclusão óbvia: os átomos presentes no disco apoderaram-se do rundll e conspiraram com ele para provocar um colapso mental no utilizador.

Tendo o sistema operacional (se se pode chamar tal), comecei a procurar pela Internet sobre problemas de Vista e rundll32. Agora não tão surpreendido, pouco achei sobre isso, até mesmo dentro da Microsoft. A única dica de jeito que achei foi activar a visualização completa dos comandos no Task Manager. Isto permitia saber onde o programa estaria, e portanto podia ver se era vírus ou não. Reiniciei o PC, procurei dentro dos processos activos do rundll32 e desliguei-os um por um. só quando cheguei ao GrooveUtil.dll é que o Explorer ganhou função. Logo, a culpa de tudo não é um vírus, mas sim o Microsoft Groove.

Como não gosto de tirar coisas do PC, decidi ver se achava algum fix para isto. Pouco achei de novo, da Microsoft nada. Parece que ás vezes o Groove Monitor entra num loop circular, o que obviamente impede o Explorer de trabalhar. Confrontado com a perda de um programa que nunca daria uso e a perda de todas as funcionalidades do Explorer (ao custo de não fazer uma tarefa repetitiva e que só eu sei fazer, caso outro entrasse no PC, game over), tirei o Groove do PC e tudo começou a funcionar normalmente, ou pelo menos pensava eu nesse momento.

O facto de ter o rundll a funcionar incorrectamente era uma coisa a considerar, já que podia potenciar outros erros pelo sistema todo. De facto, o rundll não me preocupou até ter notado a incapacidade de acertar as horas ou até de poder abrir ficheiros desconhecidos. Tinha apenas 2 soluções, que era tentar uma reparação upgrade do Vista ou fazer um clean install. Por acaso, uma terceira apareceu dos meus desejos de ter uma máquina infalível, o de instalar o Mac OS X Leopard e portanto livrar-me de todos os problemas que o Vista tem.File:Apple-logo.png

Deixando de parte o problema apaziguado do rundll, comecei a reprocurar sobre modos de instalar o Mac num PC Intel. Sabia de antemão que os Macs se podiam instalar em Intels, especialmente se fossem Core 2 Duo, como o meu é. Resumindo, tive sorte quando comprei o computador, e é devido a essa sorte que pude ter a confiança necessária para instalar o Mac. Ficaria a saber que os macs a correrem em arquitectura x86 (os normais PC’s) se designam de Hackintosh e que são muito comuns e até simples de se realizarem em PC’s recentes ou nativamente compatíveis.

Fiz download do iso da Kalyway, queimei-o no DVD e assim a parte 1 do meu plano astucioso estava completo. A 2ª era arranjar espaço para instalar o dito Leopard. E isso seria o maior problema, já que ambos os meus discos estavam cheios de filmes e outra miscelânea (tralha, por assim dizer) e transferir tudo para o disco externo demoraria algum tempo. O processo de desfazer parte das duas partições seria perigoso e podia por em perigo o Vista que acabei de salvar, assim como o XP que tina instalado. Então tomei a escolha lógica, que foi retirar o meu disco PATA de 160Gb do dinossauro e reimplanta-lo aqui. Foi um sucesso que resultou num efeito secundário agradável, que foi a limpeza, mais ou menos aprofundada, dos molhes de pó que se acumularam tanto dentro e fora da caixa.

Corri o DVD logo no inicio e passados meio minuto já tinha o DVD a perguntar-me em que língua queria falar; escolhi imediatamente o Português de cá. No entanto fiquei medianamente baralhado com alguns passos (nomeadamente como preparar o disco que, anteriormente foi esvaziado de todo conteúdo para o disco externo e levou formatação do Vista), pelo que provavelmente à minha 3ª ou 4ª tentativa consegui instalar o Leopard no disco “novo”. O meu maior medo era de que o bootloader do Leopard se sobrepusesse ao do Vista, tornando o acesso ao Vista ligeiramente mais dificultado. Nada disso aconteceu, e a partir desse momento tornou-se tudo numa questão de BIOS.

Assim que abri o sistema, fiquei espantado com a rapidez com que o sistema abria, mesmo num Hackintosh, demorava uns 20 segundos a abrir e a carregar a interface toda, ao contrário do Vista, que demora uns 3 minutos ou mais a abrir tudo e estar num estado estável. Houve duas coisas que notei de imediato, a resolução fraca (1280 x 720) e a falta de conexão à Net. Tive de reinstalar o Mac à procura de drivers incluídos no DVD até ter a ideia genial de ir à InsanelyMac ir à procura de drivers. Descobrindo o fabricante da Motherboard descobri os 4 drivers que me faltavam. Coloquei-os numa pen e fui a andar para o Mac. Fiquei desiludido por não ter reconhecido a pen no painel frontal, pelo que experimentei atrás (ao custo de mover a secretária um par de metros para a frente); mesmo assim não dando, diagnostiquei que o Mac apenas reconheceria os periféricos ao inicio (se de drivers ou de BIOS não poderei dizer). Instalados os drivers, o sistema funcionava com Net e som, embora que, mesmo neste momento, apenas posso mudar a resolução em Safe Mode (frustração ridicularizada pelo facto de que só existe um driver que saiba) e que o som do painel frontal não funcionasse. Tudo considerado, o Mac funciona bem e como esperado. Ás vezes o disco desliga-se por si próprio, ás vezes congelando o Mac em segundos ou impedindo o arranque, mas um restart ajuda. Isto é como o Mac ficou com as janelas todas abertas. Instalei o Adium para servir de Messenger enquanto estava a arranjar o Vista e o Tweetie para, bem, para twittar.

http://img91.imageshack.us/img91/7579/capturezgn.png

Voltando de novo ao Vista. Tentei investigar se havia algum patch da Microsoft que me pudesse reparar o rundll, no entanto, nada. Experimentei meter o SP1 e, embora tenha notado no grande aumento de estabilidade e na redução do tempo de arranque, o problema ainda não tinha sido resolvido. Tendo esgotado todas as alternativas, só me restava uma, que era fazer um repair update do Vista. Como o meu DVD apenas continha os dados originais do Vista, e não o SP1, tive de desinstalar o SP1 para tentar reparar o Vista. Tendo desinstalado o SP1, pude proceder à pior parte.

File:Windows Vista logo.svg

Irei odiar e amar este logo durante o resto da minha vida. Amar porque é o desenvolvimento do XP, ou eXPert como alguns conhecerão. Odiar porque, numa analogia, se considerarmos o XP o Windows 98 SE, o Vista torna-se o ME, ou seja, promete muito mas é apenas uma cambada de lixo. Ao contrário do ME o Vista não adoptou a arquitectura do seu predecessor, no entanto é uma mescla interessante: de um lado temos a arquitectura NT que acompanhou o Windows desde o seu nascimento, até no XP; de outro temos a recente arquitectura .NET, da qual pouco sei, mas que é usada em aplicações graficamente dependentes. O Vista também trouxe o DirectX 10, que se provou ser um “lifting de última hora”, já que, actualmente e no futuro próximo, nenhum jogo usará o DirectX 10 de forma eficiente (salvo o Flight Simulator).

Obstante este comentário, a verdadeira razão porque odeio (mais) o Vista é simplesmente por ser ininteligente, ou pelo menos a instalação. Depois de ter preparado tudo para o repair, corri o Installer a partir do DVD que tinha e esperei. Esperei. Esperei. Espereeeeeeeeeeiiiiiiiii. Esperei cerca de duas horas e meia, passando por 2 restarts, para o installer dizer as palavras que me farão detesta-lo para sempre: “Windows could not configure one or more system components”. A solução da Microsoft é em vez de tentar dizer ao utilizador qual é o problema, limita-se a forçar que carreguemos num botão para reiniciar e fazer um rollback, que demora outra meia hora. Resultado: os átomos não gostam de mim. Resultado sério: Voltamos ao ponto de partida, passados 3 horas à espera. Lembra-me quando telefonamos para uma linha telefónica a pedir apoio técnico e nos põem “em lista de espera” e começam a dar uma musiquinha muito incomodativa que temos de estar a ouvir durante 10 ou mais minutos só para sermos reencaminhados mais uns 15 minutos. Se calhar devia ter feito o que o Homer Simpson fez:

You can’t put me on hold, I’ll put you on hold. (singing) I am a lineman for the county. (speaking) Your call is important to us. Please continue to hold. (singing) And I drive the main road. (speaking) There are…eight… calls ahead of you. (singing) And the Wichita lineman is still on the li-li-li-li-li-li-li-li-li-li-li-li-line.

Por acaso é um vídeo que gostaria imenso de por aqui, porque também faz o mesmo com a Lisa. Voltando ao Vista, tentei mais 2 vezes, a 1ª da mesma maneira e a 2ª desligando tudo e qualquer outra coisa: cabos, programas, processos, por ai fora. Nada resultou. Fiquei confrontado com uma escolha que não queria mesmo fazer: começar do zero. Começar do zero representa o falhanço absoluto de resolver um problema difícil por todos os meios possíveis. Começar do zero, para pseudo matemáticos físicos informáticos programadores como eu, representa pedir ao professor que nos deia as respostas sem ter gasto todo o tempo. Não devo encarar isto como um falhanço, no entanto: o meu PC já estava a correr há 5 anos sem qualquer reinstalação, a apanhar tralha e erros por todo o lado. Isto é até um monumento à minha preserverança, já que ter um PC a correr bem durante 5 anos com o desgaste diário que lhe dou é relativamente difícil.

Precauções especiais tinham de ser preparadas: A primeira era salvaguardar todos os dados existentes no disco local, algo que, com a ajuda da PCGuia e do Macrium Reflect Free consegui fazer em cerca de duas a 3 horas (tendo em conta que estava a transferir 80Gb para um disco externo por USB 2.0, é um bom tempo). A segunda precaução, provavelmente a mais maçuda, era ter uma lista de todos os programas instalados ao momento. Isto porque, mesmo transferindo todo o conteúdo de um disco para a nova partição, os registos e outros ficheiros como dlls’, configurações, perfis, seriam perdidos, já que são guardados em pastas do sistema, inacessíveis à maioria dos utilizadores. Fiz uma lista de cerca de 80 programas que teria de instalar na nova instalação do Vista. A terceira, mas talvez mais importante, precaução seria certificar-me que podia transferir os ficheiros contidos na minha pasta pessoal para a nova que criaria na nova instalação do Vista. Pensando pouco chegaria a uma solução simples, transferir a pasta a partir do XP: como o XP não reconhece os protocolos do Vista, pode passa-los e assim pode reescrever todos os ficheiros pessoais formados na criação do primeiro utilizador.

Então, com tudo preparado, liguei o PC, torci os dedos e corri o DVD do Vista. Formatei a partição que correspondia ao Vista e comecei a instalar de novo. Demorou muito menos tempo, uma hora, talvez. Criei o meu utilizador, embora que, durante a configuração, o PC tenha dado um temível BSOD (naquela altura seria sempre temível) e tive de recriar outro utilizador. Mesmo tendo-o eliminado, todos os programas que instalo tem o nome dele predefinido; insignificante mas irritante. Antes de começar a restaurar tudo e mais alguma coisa que tinha, comecei por instalar todos os patches e SPs’ que existem. Uma medida de precaução que impede que alguns programas interfiram com a posterior actualização.

Depois continuei por instalar todos os programas que tinha antes: desde aos programas que tinha aos que ia actualizar da Net, consegui instalar a maior parte deles, incluindo o WoW, demorando cerca de um dia. De todos os programas que tinha, apenas 2 não foram instalados, já que não precisava deles mais. Isto é como o meu desktop estava antes de ter posto todos os meus ficheiros pessoais: a maior diferença entre este e o meu actual é a ausência dos ícones do Office e da pasta com a minha manga.

http://img89.imageshack.us/img89/9344/capturekdy.jpg

E assim veio a melhor parte, restaurar os ficheiros antigos. Fui ao XP, abri um par de pastas e começou a transferir. Reiniciei, acedi ao Vista e pronto, tudo em perfeita normalidade. Uma coisa que se esbarrou contra a minha cara foi um programa (que já tinha suspeitado antes) que faltava um dll, que estava no %temp%. Programas que correm dlls de Temp não costumam ser fiáveis e com o CCleaner, apaguei a entrada do startup para sempre.

E assim concluo um grande capítulo da minha vida, que me demorou 1 semana a resolver. De todos os problemas que se passaram, acho que este foi o mais interessante que nas férias me ocorreu, sem contar com o WoW :P . Ah pois, e antes que me esqueça, a razão porque este post tem o título “Harder Better Faster Stronger” é porque estava a ouvir um mix do Alive 2007 dos Daft Punk e não consegui lembrar-me de um titulo decente para isto, portanto ficou este.

“Do the message: du-du-ru-du-ru-ru-du-ru-ru-du-du-ru-du-ru-ru-du-ru-ru-du-du-ru-du-ru-ru-du-ru-ru-du-du-ru-du-ru-ru-du-ru-ru…..After the beep” [BEEP]

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Denial-of-Service vs Twitter (Parte 2 1/2)

6 06UTC Agosto 06UTC 2009 at 23:27 (Reminiscências de um Louco)

Fail Whale

Hoje e até ontem tive a oportunidade de presenciar um grande problema: O Twitter não funcionava. E porquê? Graças à CNN, que ultrapassou as grandes barreiras do cordel e chegou à Internet, recebi as noticias de que o Twitter estava a sofrer um ataque de Denial of Service (ou o infame DOS), razão porque ninguém estava a conseguir entrar lá.
Isto tudo aconteceu num dia em que o meu Explorer (o Windows, não o Internet) se recusava a funcionar. Acabei por descobrir que se trata de um problema com o rundll32.exe.
Agradeço aos hackers deste mundo por mostrarem as grandes falhas que este mundo electrónico ainda tem de corrigir.
O staff da Twitter podia pelo menos fazer uma imagem da Whale a lutar contra uns monstros vermelhos, em vez disso só tenho esta do Fail Whail. Serve para o assunto mas não para o exemplo.
“There is no such thing as a stupid question, although they are the easiest to answer”

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Aborrecimento, Ressaca, Sono e…. qualquer coisa, mas esqueci-me agora (2ª parte)

29 29UTC Julho 29UTC 2009 at 23:08 (Reminiscências de um Louco)

Esta semana até está a ser agradável: nem muito quente, nem muito frio, um clima semi-nublado. E no entanto sei isto tudo sem sair de casa. As consequências disto são as seguintes: ou vivo fora de um espaço com 4 paredes no mínimo (já que o tetraedro é o sólido mais simples) ou tenho uma boa vista do que se passa fora.

Digamos que seria uma combinação dos 2. Hoje estranhamente não me está a apetecer escrever. Daria como desculpa o facto de estar em férias, no meio de uma praia de silício que nos rodeia actualmente. Agora que as grandes mentes dos processadores pretendem fazer processadores de 12 nm, sinto que realmente a raça humana tem futuro: conseguimos encolher o que antes era da espessura de um cabelo humano a um tamanho correspondente a 10 átomos de silício, germânio, por ai fora, tudo num espaço de 25 anos. O que isto significa, em termos correctos, é que a partir de agora começamos a esticar os nossos conhecimentos em nanoelectrónica. Seremos forçados a recorrer ás expressões de Schrödinger que em breve farão um século, teremos finalmente de ver (ou até realizar, mas ai tínhamos de chamar o Matt Groening para acabar) o Boring World of Niels Bohr [ha ha, lol (foi o que acabei de dizer)] e finalmente até os grandes génios da genial ciência terão de ler as montanhas ainda por escalar da ficção cientifica. O dia onde poderemos ter uma Chii como nós está a avizinhar-se, hee hee.

Ultimamente, parece que tenho vivido nos Estados Unidos, embora que ainda esteja cá em Portugal. Pergunto se haverá alguma coisa que seja parecido com o jetlag mas que não requira que nos movamos a velocidades hiperterrestres (sabendo que o raio da Terra é  6367.5 km e que velocidade linear corresponde a 2 x pi x raio / 86400, a velocidade com que nos movemos, se não contarmos com o movimento do sistema solar e da galáxia e do enxame e do Universo em relação a outros, é 464 m/s, ou seja, 1667 km/h). Tenho feito chamadas ao João Pestana ás 3 ou 4 da manhã e coincidentalmente só acordo ás 3 ou 4 da tarde. O que sonho é nada, no entanto já tinha referido este facto, o de não ter qualquer representação vivida do sonho, algures por ai. Portanto a razão por acordar tão tarde é inexplicável (mesmo?).

Também inexplicável é o facto de que, em 80% ou mais por cento das vezes que acordo tenho uma dor de cabeça de magnitude extrema que é amplificada pela gritaria habitual dos seres que residem na mesma habitação do que eu. Estar dor de cabeça diagnostico-a como ressaca, mas ressaca do quê? Talvez por ser um nome engraçado, que combina com a terrível dor de cabeça que vai-se dissipando assim que ligo o “ITunes core” cá da cabeça. Talvez tenha sido aquela ressaca que me levou a publicar, nesta semana, o meu grande relatório quasi-doutoramento sobre a grande raça que são os Tauren e a grande class que são os Druids. Teria sido uma grande e honravel ambição, caso não fosse que a maioria das coisas que disse estão datadas da querida Burning Crusade e que actualmente se encontram ligeiramente desajustadas ao contexto do Lich King. De qualquer maneira foi um grande trabalho que acho que qualquer druid precisaria de ler, nem que seja de relance.

O facto de ainda estar viciado (agora menos porque não se faz de muito) no WoW e porque tenho acordado ás 3-4 da tarde limitou muito os meus projectos latentes (como acabar de ler certas séries de Manga, de escrever no meu blogue, de tentar o domínio mundial, de abraçar ursinhas, por ai fora). De tal forma que até 2ª deixei por ler, com esta desculpa e com a desculpa das férias, grande parte das publicações da Shonen Jump (One Piece, Naruto e To Love-Ru). Eram 3 semanas de manga que acabei por ler quando acordei ás 8 da manhã.

Alem de ter reposto em parte o percurso nipónico (já que ainda não tive tempo para ver o Naruto, ainda não passei do filler), finalmente acabei de ver 2 grandes obras de anime: Neon Genesis Evangelion e Interstella 5555. O primeiro já tinha referido. É uma série extremamente interessante, embora que haja um ambiente psicológico extremamente tenso e esticado no fim. Nota-se que, mais ou menos a partir do antepenúltimo, antes do Projecto da Instrumentalidade Humana, que a equipa da Gainax disse para eles próprios uma destas duas coisas (escrevo em português para mais fácil compreensão):

  • Então, é assim, temos já 15 Anjos, porquê não acabar por aqui?/As pessoas querem um fim/Ok, vamos acabar á pressa e embebedar-nos para esquecermos que isto alguma vez existiu.

-ou-

  • Está tudo a ir conforme o plano./Sim, o plano de deixar, para a humanidade, uma obra linda e ocultista sobre o significado da…/O que andas a falar? As pessoas vão notar na grandes falhas que fizemos. Logo daqui a 2 ou 3 anos, voltamos a fazer isto tudo de novo, e dai a outros 3 anos, começamos por refazer isto tudo de novo, e por ai fora, ganhamos dinheiro e ficamos felizes./Era isso?…..Não me tinha apercebido.

Uma pequena critica á grande falta de resolução e digamos, á qualidade relativamente baixa do argumento nos últimos 4 episódios (nunca percebi como o Kaworu se tornou no 17º Anjo tão rapidamente, ou porque ele achava que se ia casar com o Shinji) e também ao facto de actualmente estarem a reescrever, ou melhor, a relançarem para o mundo, o que já se viu há 15 anos atrás. De qualquer maneira é uma série linda, principalmente a parte da Instrumentalidade Humana, que é um tributo á psicanálise, á psicologia e á filosofia.

O Interstella 5555 não deve ser um anime conhecido mundialmente simplesmente porque, tecnicamente, é um clip de música com um “cheirinho á anime”. O anime, para não estar a confundir mais as nossas cabeças relativamente grandes e pequenas, é 1 hora de música proveniente do album Discovery dos Daft Punk. O anime relata a história de uma banda extraterrestre, os Crescendolls, que são raptados do seu mundo natal e trazidos para a Terra com o propósito de dominar o Universo pela criação do 5555º (não consigo dizer em falado) disco dourado. O anime é totalmente composto pelas musicas do álbum, combinadas nas melhores das maneiras com a animação existente. Não existem falas entre as personagens e reduzidos efeitos sonoros. Em suma, uma delicia para os ouvidos que muitos irão gostar.

Sobre o Photoblogging (as minhas tentativas de blogar nesta maldita interface com o Photoshop) devo dizer que por enquanto os resultados são satisfatórios mas que, no entanto, queria mesmo tempo, pois no fim, é tudo o que precisamos, de tempo.

E finalmente lembrei-me do que esqueci no titulo: Quero um Relembrador. Ah isso e que também me esqueci de dizer que agora estou a gostar da experiência Hunter X Hunter. Mas isto fica para outro tempo.

“Science is always wrong. It never solves a problem without creating ten more.”

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Druids PvP em BC

24 24UTC Julho 24UTC 2009 at 17:51 (A Jornada do Grande Urso - Na Crusada do Conhecimento)

Muito gostamos nós de abreviar coisas, coisas como BC ou PvP, que em língua de gente trans-atlântica significa Burning Crusade e Player versus Player.

Como há muito tempo prometo embelezar o meu blogue com retratos das minhas jornadas pelos continentes de Azeroth e pelo bloco de granito que paira pelo ar e que podemos aceder devido a um portal que, sendo negro de natureza, existem uns dragões, também negros (coincidência ou não) que pretendem fecha-lo para prevenir o mal que se avizinhou e nós temos de ir lá fecha-lo, deixar o Medivh fazer o que fazia, por ai fora (tudo para dizer Outlands, mais valia ter dito bla bla bla Whiskas Saquetas, mas ai a minha mente divergia para Rock……Ro-bot Rock….dawdaradaradaw……. Rock……Ro-bot Rock………).

Resumindo e até concluindo, vou postar aqui o meu grande trabalho elaborado para esclarecer todos os membros da minha guild sobre a nobre carreira de Druid. Foi escrito no auge da Burning Crusade, altura em que os Druids estavam no topo do mundo (ao contrário de agora, em que nós já nem aparecemos nas arenas, querem-nos fazer tanques de guerra se não podemos entrar nelas…). É o resultado de uma intensa e tremenda pesquisa, combinado com a minha grande experiência pessoal como Feral Druid.

As mecânicas da WoTLK mudaram num grau significante as mecânicas dos Feral Druids, assim como os demais druids e também as demais classes. Assim que tiver tempo e conhecimento adequado, irei fazer um relatório sobre os Druids nesta expansão. Entretanto, aproveitem este guia, que, á luz do jogo, ainda está actual e providencia um esclarecimento sobre as nossas potencialidades como Druids.

Grande parte dos links e alguma da informação está desactualizada e não faço tenção de a actualizar. Quando voltar a fazer um trabalho desta magnitude, será sobre o TLK.

“Um dia iremos governar o mundo. Temos Tanks, temos Healers, temos DPS e temos PvP.”

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