Teoria da Probabilidade Caótica Universal

30 de Junho de 2009 at 18:32 (Reminiscências de um Louco)

Bem, começo este post agora para ir jogar um pouco de WoW. Comemoro agora neste momento, o maior pico de audiências que este canto recebeu: à volta de 80 visitantes entraram aqui, um pico que ultrapassou o do 2º dia de existência, ontem, no dia septimo de 2ª Feira.

Também lembro que foi nesse mesmo dia que publiquei 7 posts (6 posts mais a actualização da página pessoal). E então lembrei-me imediatamente de uma série de regras matemáticas, neste caso a proporcionalidade. Pondo em miúdos, quando mais posts eu publicar, mais patronos aparecerão nestas redondezas.

Verdade seja dita que eu não tenho nem tempo nem paciência (embora que a tenha mais que uma miríade de santos) e até material de escrita para fazer este milagre titânico. Talvez devesse seguir este exemplo: quanto mais rápido for (suponhamos à velocidade da luz, coisa que, no percurso para o exame de Português, já usufrui) as éticas tornam-se mais subjectivas. Ou seja, posso escrever todo e qualquer disparate, porcaria, até postar imagens indecentes, se viajar mesmo muito, muito, muito rápido.

Mas isso não é mais ou menos o que ando eu a fazer? Outra vez, não é retórica. É praticamente o mesmo que estou a fazer, embora que o ultimo seja mais para o futuro.

Quanto mais rápido formos, mais coisas serão correctas de se fazerem.

Quanto mais rápido formos, mais coisas serão correctas de se fazerem.

Outra coisa que notei foi que, quanto mais os meus posts se alastravam pelo mundo fora, mais o mundo fora adquiria tiques da minha personalidade característica. Ou seja, como exemplo, os “Amigos do Louco” (os links estão mesmo do lado direito, até reformular a Theme) começaram todos a twittar e a blogar a um ritmo que….lembra-me do meu.

O meu caro Tiago também adquiriu a tendência dos meus Manifestos: quanto maior for a nossa vontade de nos protestarmos contra a mais insignificante porcaria maior é a nossa vontade de postarmos um Manifesto. O Dele é o Manifesto Anti-Freehostia, o meu será o Manifesto Anti-Magalhães que um dia acabarei por escrever.

A probabilidade de eu fazer um post pequeno é extremamente reduzida, enquanto que a probabilidade de eu escrever um post grande é extremamente elevada. Pelo contrário, a probabilidade de eu me vir a queixar da falta absoluta de tempo enquanto escrevo um post aumenta com a escrita e com a queda dela.

Até no WoW as probabilidades se reflectem: quando melhor pensarmos que as coisas estão para os Druids, na verdade estamos cada vez piores, agora porquê ainda tenho de averiguar, mas dizem-me que é por causa das recargas bem vindas aos Shields dos Discipline Priests. Bem vindas a eles, a mim será uma maldição prolongada em PvP.

Até com uma placa gráfica as probabilidades se reflectem: quanto mais perto estamos a conseguir um Perfect Game a tocar “Bridge to Neverland” dos Heavenwood em BeatJam Insane no Jamlegend (longo, para dizer que estava a jogar um jogo tipo Guitar Hero) maior é a probabilidade que a gráfica passe uma série de frames e que nos lixe o jogo (pelo menos consegui bater a High Score umas 3 vezes).

Até no WordPress isto se reflecte: Quanto maior for a nossa força de inspiração artística, mais ele nos vem estragar as ideias, por ele ser uma coisa muito constringente. Ás vezes penso em fazer isto tudo em Photoshop, mas demoraria muito a carregar (de resto seria lindo).

Então, o que é, ou será, a

Teoria da Probabilidade Caótica Universal

A resposta é simples: Quanto maior for a probabilidade de encontrarmos algo no Universo que funcione bem, maior é a probabilidade que uma coisa pior aconteça. Quanto maior for o Caos no Universo, melhores serão as nossas vidas.

Um último comunicado: acho que vou deixar de corrigir os meus próprios erros e deixar tudo ao corrector. Peço desculpa aos esquesitoides que observam os meus erros gramáticos numa atitude de auto-compensação.

“How come when nobody knows and it doesn’t make sense, they come to us?”

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Genesis

29 de Junho de 2009 at 14:43 (Reminiscências de um Louco)

Deus criou o mundo em sete dias: Primeiro fez luz, depois o céu e os mares e a terra, depois o amanhecer e o anoitecer, abençoou os mares e céus com criaturas, depois foi a vez da terra, criou os seres humanos na sua imagem. No sétimo dia, descansou e contemplou a sua criação.

O sete é um numero rodeado de grande poder. Ou melhor, somos nós que o damos, por este se apresentar constantemente na nossa vida. São sete o numero de dias na semana (no nosso calendário), são sete os corpos celestes que vemos no éter, são sete as Torres no Brasão, são sete as letras em Genesis e em Domingo.

Pensei nesta grande empresa ás 17 de Domingo. Faltavam 7 horas para o fim do 7º dia quando decidi realizar 7 posts no 7º dia. E de facto, irei realizar esta mesma empresa. Bem, devem estar a pensar que isto é uma certa loucura, como é hábito, mas estamos em Segunda. Bem, como irei dizer antes, Portugal outrora fora um grande império, circunscrito ao grande globo que chamamos Terra. Agora está reduzido a uma fracção do que era. Ainda temos um par de cantos que ainda vêm mais longe o Sol do que nós, o canto a que demos nome de ave, no entanto só vêm o que veio atrás por uma hora.

A cultura é de todo o mundo e alem deste, já que foi um dos mortos. No mundo só chegaria a ver mais 12 horas, horas que já não as tenho: o mundo está agora em Segunda (Tóquio talvez em Terça). Então, passemos o limiar da escuridão e entremos no 7º Continente, Atlântida, terra dos Rei. É o continente dos que viram a luz, e é onde o Encoberto reside, até que, por vontade régia, volte a respirar o ar dos mortais que precisem dele.

O sete apareceu em sua força num grande jogo de Xadrez que tive no ano passado com o Rafael Nuno, Grande Campeão Nacional e Distrital de Xadrez (e se não é Nacional, devia ser), jogo que infelizmente perdi. Mas o relógio, numa verdade numérica, mostrava uma série de números que, de várias formas, remetiam ao sete. a primeira eram as jogadas feitas, 77. Depois foram os tempos que cada um tinha (não me lembro se perdi por mate) que através de várias operações matemáticas iam dar 7. Depois fui comparar o meu numero de turma, o 16 (1+6=7), a sala onde estive antes, o dia até em que ocorreu, por ai fora.

Pode-se associar claramente o sete á minha desgraça, mas são casualidades que acontecem. De facto o 7 é um numero tal e qual como os demais: Numero natural de nascença, existe como VII em Roma.

Sete aparecerá de todas e quaisquer formas neste mundo nosso. Representa a renovação celestial, o recomeço de um novo percurso, o inicio de uma nova criação. Sete é sagrado, pois representa a esperança na mudança e na continuidade. Sete são os dias que esperaremos por Rei e pelo Encoberto.

Acabo por dizer estas frases lindas para todos os cientistas por este mundo fora:

But there’s no sense crying over every mistake.
You just keep on trying till you run out of cake.
And the Science gets done.
And you make a neat gun.
For the people who are still alive.

(a sério, ciência sem bolo não existe, ainda bem que é humido)

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Agora, em força para a Grande Horde

29 de Junho de 2009 at 14:42 (Reminiscências de um Louco)

– Meus companheiros, há muito que deixei estas terras, não por minha vontade, mas por vontade superior. Deixei as ferramentas que permitiam a nossa continuação, como Grande Guild e Grande Horde nas vossas mãos, para que, um dia, quando eu não estivesse, ou quando já não houvessem líderes capazes, se pudessem reger pelo legado que deixei vivo e a arder dentro de cada Horde.

– Tive de me despedir dos Blood Elves, dos Orcs, dos Undead, dos Trolls e finalmente despedi-me dos meus irmãos, os Tauren, com grande pena. Despedi-me dos mundos de Outlands, Zangarmarsh e Netherstorm. Despedi-me dos Reinos dos inimigos infiéis da Alliance. Finalmente despedi-me do 1º mundo, Kalimdor. Fui para o reino das lendas e exilados, o grande limiar que separa as dimensões. E durante esse tempo, congelado como o rei esteve, á espera da força e vontade que me revivesse, que me descongelasse e que me permitisse reclamar o que é meu, o que é nosso, o que é Horde de nome e direito de nascença.

– Agora que a guerra foi lançada, convocada contra a tirania do Lich King, os heróis e lendas de outrora juntam-se, todos, sem diferenças e com um único objectivo, nas planícies frígidas de Northrend. Nesta chamada mais ardente que as chamas que Illidan provocou, sou convocado a agir, em nome da Grande Horde.

– Ergamos-nos irmãos. O tempo é agora. Ergamos a Horde de novo nas suas cores e no seu brilho e lutemos contra tudo e todos nesta batalha que nunca terá fim. Meus irmãos, voltarei.

Deste modo anuncio o meu regresso ao grande jogo que é o World of Warcraft e á Grande Horde.

Estarei sempre a proteger-vos, de uma maneira ou outra

Estarei sempre a proteger-vos, de uma maneira ou outra

Storm, Earth and Fire, heed my call!

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Elogio aos tweets

29 de Junho de 2009 at 14:42 (Reminiscências de um Louco)

A pseudo-pedido de alguns leitores, irei fazer um elogio aos tweets, que bem eles merecem pelo serviço que prestam e prestarão ao mundo. Já agora parabéns pelo teu 3º ano, Twitter.

Hoje é Sábado. Acordei ás 8. Ás 10 meti-me no carro e fomos até Gaio-Rosário almoçar em honra dos anos do meu pai, que foram ontem.

A maré estava vazia, via-se todo o Mar da Palha. Almoçamos bem. O Custódio levou-nos até ao Freeport, que fica no meio de nenhures.

O Freeport foi a maior seca que tive. Só havia roupa e nada de livros. Poucas casas de banho. Saímos em direcção a Samouco. Boa praia.

Passamos pelo Seixal e jantamos no Rio Sul, no Alentejo. Depois fomos ver os Transformers. Muito bom filme, mesmo para quem não viu o 1º.

Cheguei a casa. Fui ver se o Evangelion 1.0 tinha gravado. Vi se estava todo gravado. Comprometi-me a acabar 7 posts Domingo, 7º dia.

(notem que esta ultima só tinha mais 7 caracteres para usar)

Um dia em 5 tweets. What are you doing? This

I’m sorry Dave. I’m afraid I can’t do that.

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A ressurreição do Dinossauro

29 de Junho de 2009 at 14:42 (Reminiscências de um Louco)

Dia 25, ou seja, quinta feira, tive uma grande honra de fazer um grande acto: tal e qual como o titulo indica, provoquei a ressurreição de um Dinossauro. Penso que muitos de vocês sabem o que é um dinossauro, um réptil fossilizado e preservado no tempo, cujo uso actual é o de servir como janela para tempos idos e para espantar todo e miserável visitante que tenha o dinheiro para presenciar uma exposição de História Natural ou então ir ver o Noite no Museu II (que na minha opinião, foi um filme extremamente cómico, muito em causa da atitude de parvo do Ben Stiller, se não me engano).

Infelizmente para vocês, não sou arqueólogo nem paleontólogo nem um cientista maluco com desejos de criar uma raça super poderosa de repteis que escravizarão a humanidade (embora que já tivesse a ideia de cultivar uma Super-Batata e concorde em parte com o Projecto da Instrumentalidade Humana….. se Bishop não fosse fictício, tinha de lhe dar uma palavrinha :P). Eu sou um ser humano que tem (ou teve) como amigo muito próximo e de longa dura (5 anos ou por volta dai) um antiquíssimo, neste momento e nos vindouros também pré-histórico, Pentium III encaixado numa mãe de estilo VIA e que, como os velhos de hoje em dia, recebeu um fígado e um rim novo (troquei uma Nvidia de 32 MB por uma ATI de 256 MB e dei-lhe um cooler de slot da Akasa), entre outras plásticas (duas drives, uma de CD’s e outra de DVD’s, e um disco de 320 GB).

Tive de ligar o agora conhecido Dinossauro para tirar do disco dele um jogo de 2 GB que se tornou extremamente difícil de arranjar na Net. Um amigo meu convencera-me a instala-lo (agora, neste Core Duo, uma maravilha que permite virtualizações, mas com uma porcaria de placa gráfica da Point-of-View, algum dia farei um post sobre a porcaria que é) de modo a jogarmos uns jogos multiplayer e fazermos umas quantas skirmishes (o jogo em questão é o Freespace 2, da Volition, que o encontrei no lixo uma vez).

Tenho-o num canto do meu quarto, parado totalmente no tempo e no espaço. De tal modo que as aranhas que residiram por debaixo da secretária pequeníssima onde ele se encontra, bem, digamos que estão com Deus. Morreram pacificamente. Se tiverem um par de aranhas nos vossos quartos não as matem e deixem-las viver: se tiverem muitos insectos na vossa casa elas tratam deles de bom grado.

Então, para a ressurreição em questão. A maioria dos cabos estavam escondidos por detrás da secretária e, como não gosto de perturbar o que não precisa, foi uma tortura de 10 minutos a tentar “pescar” o cabo da fonte do computador com um mata-moscas (a coisa mais longa e rígida o suficiente para tal efeito que estava o mais perto de mim na ocasião). Felizmente o cabo do monitor estava deitado no chão e foi só uma questão de o apanhar. Liguei-os a uma ficha anti-picos (falta de nome) e essa a uma extensão que atravessava meio quarto para chegar à tomada.

Depois liguei, ou como o meu costume léxico reportaria, “com enorme vontade, ordenei ao meu dedo, grandioso de tantas acções realizadas, que tocasse com máximo ímpeto a protuberância cinzenta, localizada na face da besta, que se destacava de tudo o resto, de modo a dar a chama electrizada da vida a esta monstruosidade que há muito adormeceu, agora revive pela ordem do deus que a criou”. Interessante, diriam os loucos que comigo se juntariam.

O arranque foi esperado lento. Já que os velhos se esquecem das coisas, porque não os computadores? Liguei-o antes de jantar, para que ele tivesse a oportunidade de carregar todos os ficheiros. No dinossauro tenho instalados tanto o Windows 98 SE como o XP. Houve uma altura que tive o Caixa Mágica (maior porcaria que existe em termos de Sistemas Operativos) mas depois passei para o Suse. Agora o gestor nem o reconheceu, dizia “Unavailable”. Comecei por tentar correr o XP. Mesmo antes de entrar nele, lá ele veio com a “análise ao disco” (devo ter feito o que direi à frente atrás no tempo”.

Fui jantar, demorando uma horita (aquilo que vai-me demorar a escrever isto), voltando depois para o dinossauro. Sem espanto vi que qualquer operação demorava uns 5 minutos e, quando procurei o Nero, passados 30 minutos e…… ainda estava congelado no Menu Iniciar. Recebi uma oferta de ir jogar bilhares do meu pai, a qual aceitei, depois de mandar o XP para os confins do mundo e ter reiniciado o dinossauro para ir para o 98.

Depois de uma noite bem passada, volto para casa e encontro o 98 à minha espera. O processo que levou a descoberta do Nero demorou pouco tempo, e a gravação uns 15 minutos num CD. Sempre fiel, o 98 ainda é o sistema preferido dos Pentiums III. Instalei-o no meu novo disco externo e, após ter-me certificado que funcionava, despedi-me do dinossauro, agradeci-lhe pelos serviços prestados, até apertei a mão imaginária que teria, e carreguei em encerrar.

Ele não quis ir sem luta e portanto, mostrou-me uma mensagem de “programa em execução”, que demorei 5 minutos a atender. Não dando o temível BSOD (os ecrãs azuis da morte, coisa que talvez Darth Vader devia ter usado para ganhar aos Rebeldes e que agora pragam o meu PC por causa da porcaria da gráfica), ele foi-se abaixo pacificamente, talvez esperando o dia em que outra vez recorra aos serviços dele.

Nunca o deitarei fora, é como um membro da família (alem mais porque contem uma série de ficheiros pessoais que não consigo nem quero tirar de lá).

Live long and prosper.

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Perdido de Amores (2ª Parte)

29 de Junho de 2009 at 14:41 (Reminiscências de um Louco)

3ª feira foi um dia de grande júbilo. Porquê? OS EXAMES ACABARAM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! (no Messenger tenho a minha mensagem pessoal mesmo assim). Infelizmente estou-vos a mentir e a mim próprio, embora que a palavra mais correcta seja a de que os Exames Nacionais da 1ª Fase acabaram.

Como sou, até novo comunicado da DGES, um estudante dos cursos de Ciências e Tecnologias, tive Matemática na 3ª. Para não me estar a repetir com os mesmos detalhes que vos dei aquando do felizmente abandonado exame de Português, digo-vos uma coisa: uma (lol). Mas a sério, o inicio do dia começou mais ou menos como o de Português, com as excepções de que o céu estava mais nublado e que não pude dormir por causa da ânsia de fazer o exame.

O exame correu até bem, embora tenha usado a tolerância de 30 minutos. A minha nota final neste exame está sentada confortavelmente num trono de marfim entre o 185 e o 195. Isto porque tive a infelicidade de me ter esquecido como resolver indeterminações zero vezes infinito (ou melhor, esqueci-me do inverso de e) e não expliquei muito bem a 2 (maldita sejas abominável Análise Combinatória, num dia tal como as idas de Março eu te apunhalarei pelas tuas costas; que calcules as maneiras de ser morta, esse será o teu destino final). Como vêm, tenho um ódio natural pela Combinatória que advém do facto de nunca obtermos um resultado claro, isto porque os problemas nunca o são. Congelei-me nessa parte por um quarto de hora até ter decidido usar os meus 150 Gogolhertz (150 vezes 10 elevado á potência de 100) de capacidade de processamento (estimativa arredondada por excesso) noutros problemas. No limiar do fim, decidi por a resposta que mais se enquadrava aos “supostos limites da resposta” (palavra simples de dizer que foi um numero quase aleatório que inventei para saber quanto é que seriam as probabilidades totais num sistema ordenado). A resposta era baseada nas combinações de todos os elementos………….. para parar de me alongar mais neste tópico digo que tive certo.

A reunião final foi breve. Comparamos as respostas que cada um de nós tivemos e fomos em vias separadas, embora que tenha acompanhado o meu caro colega Tiago, para, digamos, uma conclusão solene a um evento único. Infelizmente pelo que ouvi dele, o exame foi…abaixo das expectativas (embora que acima das expectativas dos que não passam). No entanto, haverá sempre um novo dia.

Este exame será, se tudo correr sem falhas, o meu penúltimo. Dia 15, numa tarde provavelmente mais quente que um cubo de gelo, irei fazer o exame de Geometria, para concluir o secundário e ai, posso-me despedir do secundário, da Ministra da Educação, de todos os meus professores (com grande tristeza sentida, nenhuma mostrada e talvez nenhuma sentida, talvez fingida para o fingidor) e finalmente da minha grande escola.

Facto seja dito, deixar o secundário deixa-me vazio, isto porque passei os últimos 6 anos num edifício praticamente idêntico e, como um parasita, lá entrou pela minha mente para lá ficar contra todos os efeitos do tempo. O que perco (e que nunca perderei) são grande parte dos meus colegas e experiências. Só isso. Este parágrafo espanta-me: uma coisa que me marcou tanto e tão pouco falo. Efeito da loucura transcendental.

A minha grande escola vai ser renovada. A Grande Escola Secundária Emídio Navarro, com que amei com suor e sangue meu, em que estudei vigorosamente, onde levei os desportos de Xadrez Voleibol e Badminton a novas alturas, onde a minha mente se tornou no emaranhado de fibras capazes de debitarem mais que todos os supercomputadores da Terra reunidos e onde pude ver um limiar da luz. Deixo a minha marca imemorial na Grande Escola como o louco transcendental que errava pelas planícies abertas do conhecimento e como o colega que, mesmo tendo feito alguns erros no passado (com isto peço-vos desculpa, Catarina e Rebeca, por aquilo que vos fiz, e que para que os demais leitores fiquem ligeiramente confusos, digo-vos que de amor não foi, embora que com a 1ª gostava que fosse, isto é, se já não foi) emergiu da massa migrante um titã capaz de lidar com tudo o que haverá no futuro cego.

A Grande Escola também deixou uma marca em mim e em todos os que já estiveram dentro dos seus grandes corredores. E é por isso que me dá tanta pena que vão destruir as Oficinas e o Bar dos alunos. Nas Oficinas tive grandes oportunidades: para já, o cheiro é único. Em segundo, tive a oportunidade de aprender um pouco de Electrotecnia (que me pode dar jeito no futuro, quem sabe, ainda tenho todos os apontamentos guardados religiosamente). Em terceiro, tive a oportunidade de trabalhar no projecto do Padre Himalaya (se bem me lembro) e pudemos construir um exemplo que a EDP podia senão devia usar, de uma cidade auto-sustentável. Ganhamos o 1º ou o 2º prémio, num dia extremamente nublado no meio do Verão, em que o uso dos painéis solares foi reduzido.

As mesas todas em que tive a oportunidade de escrever por cima as elaborações, o centro de recursos em que pude ficar ligado com a ausência de um modem e a consequente ligação á Net em minha casa, as mesas frias dos laboratórios delapidados de Física onde realizávamos as mais diversas experiências, as mesas ainda mais delapidadas da Sala de Artes (como é conhecida) onde desenhava as minhas esquemáticas por existir, Berlim (o sitio de frente da fachada da escola onde está a caixa de areia), o átrio do ginásio onde jogava Xadrez com o Campeão Distrital (e se não é Nacional, devia ser), o ginásio onde engrandecíamos a figura da Grande Escola, o palco por onde eu e todos nós havíamos existido como colegas. Nunca sairá da mente. Aqui fica a reminiscência a ode com que te deixo.

O louco está a ficar consciente e, infelizmente, está-se a racionalizar. Talvez seja por isso que demorei tanto a escrever isto tudo: a luta entre o louco, o racional e o resto da minha mente é de dimensões e propriedades titãnicas, mais ou menos como a luta que se avizinha entre a Horde, a Alliance e o Lich King. Só Moonfires por todo o lado 😛

De qualquer maneira, tudo tem o seu destino, se o louco quiser revelar-se, ele que se revele, nada temos contra.

A inspiração é até uma coisa difícil de se obter. e quando digo difícil, digo que é estupidamente fácil. Qualquer coisa nos motiva a escrever, até a escrita em si. O problema (e aqui está a razão de todos os males) é que escrever custa: custa em primeiro lugar porque custa estar a teclar ao que momento são 1100 palavras ao momento, neste post só. Em segundo, a escrita padece de um defeito mortal, que é não haverem palavras para exprimir o que na mente vai. Não há, o que há são aproximações. Vrttt, ztttt, zás, pás, em nada representam aquilo que penso, dararadaro, dararadaro, em nada representa aquilo que oiço. O que chega mais perto é o símbolo total: o mapa daquilo que pensamos será sempre único e representante de tudo o que pensamos.

Bem, agora chego ao paradoxo final: o que hei de escrever agora que a escola acabou? Eu escrevi, no inicio, que não ia falar sobre a minha vida de qualquer maneira, no entanto metade do que aqui está “escrevinhado á secretária” fala implicitamente sobre o que passei. Será isto consequência do louco ou outra coisa? Talvez achemos que seja interessante vocês estarem a ler cada pedaço distorcido das nossas vidas, talvez algum de nós seja um poeta por nascer, apenas eu poderei saber, e se conseguirem comprar o Descodificador Universal XPTO (á venda na farmácia ou hospital mais próximo) penso que também conseguirão.

Tenho alguns projectos pendentes: Escrever as Jornadas do Grande Urso, falar sobre manga (Chobits, Neon Genesis Evangelion, One Piece, por ai fora) e talvez publicar as soluções para a 1ª fase dos exames de Matemática. São projectos que espero vir cumprir num futuro próximo, neste canto.

E outra coisa: se alguma vez voltar a fazer este deslocamento temporal, assegurem-se que a imagem do louco fica para sempre morta e assassinada dentro das vossas cabeças. Estar a falar do passado como se fosse presente é atitude de políticos, que lembram ao povo o mau bom que era antes e o que querem fazer para mudar para melhor mal. Felizmente vou aproveitar este facto para a vantagem de um post amaldiçoado e abençoado. É pena que sejam 10 para o fim de Domingo, mas neste canto da Europa há 2 relógios, é só pensar que estamos a escrever do mais atrasado.

Para ter acabado isto tudo hoje usei esta lista de música. Digo-vos uma coisa, os Daft Punk são uma grande banda. Põe uma pessoa concentrada. Encorajo-vos a ouvirem-los.

Aerodynamic

Robot Rock

Technologic

One More Time

ボクらはいつも あたらしい今日を 生きてく

(Estamos sempre a viver um novo dia)

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Perdido de Amores (1ª Parte)

29 de Junho de 2009 at 14:41 (Reminiscências de um Louco)

Bem, em primeiro lugar, quero oferecer as minhas desculpas mais sinceras e honestas (se as tiver) pelo grande atraso que este post tem. Alem das razões que dei antes (e que servem de génese a todas as demais), digo-vos que durante esta semana, grandes coisas me aconteceram: os exames acabaram, estou desligado fisicamente dos meus colegas, estou-me a relembrar, a Lua chegará ao zénite, cansasso, vício, e por ai fora.

De facto, foram tantas as coisas que se passaram que tenho de dividir este post em duas partes. Faço isto por uma grande e estúpida razão: porque sou preguiçoso. Porque é que sou preguiçoso? Talvez genética, talvez porque a inspiração seja fugaz, talvez tenha coisas mais importantes que fazer, como por exemplo acabar de ver o Neon Genesis Evangelion (só faltam 5 episódios, mais os 2 filmes e o Evangelion 1.0 – You (Are) Not Alone, que vai passar na Animax neste fim de semana, abençoada e amaldiçoada seja).

Esta parte vai relatar todas as reminicsências que tive antes dos exames e a 2ª as que tive depois. Simples, não é? A pergunta não é retórica, não é de maneira alguma simples (até porque estive a falar horas e horas com o louco a ver como haveria de escrever isto, tenho um rascunho aqui a dizer o que irei escrever). No entanto, esta “divisão” foi a única maneira de conciliar os desejos de ambas as partes.

Talvez me tenha custado muito a escrever este post porque estou a começar a falar de uma sensação que não tenho (ou que costumo não evidenciar): o amor (amor amor, não “amor de um só dia” ou amor narcisista). Actualmente, há teorias que dizem que o que experienciamos como amor não passa da combinação de choques e descargas eléctricas no nosso cérebro com uma dose certa de hormonas estimulantes. Então, no futuro, talvez possamos simular todos e quisqueres amores que nos venham à cabeça, mas por enquanto, só tenho a minha cabeça e isto tudo que criei.

Uma coisa que notei é que, desde o inicio (se o houve), somos limitados nas coisas que podemos experimentar e, desde que prosseguimos com as nossas vidas, continuamos a limitar-nos ainda mais. As coisas que podia ter feito enquanto era infante……. podia ter feito amizades vitalícias, ter jogado os mais mirabolantes jogos, ter aberto o universo aquilo que o fecha, podia ter beijado a minha primeira rapariga ou então vivido uma parte da minha vida que Pessoa queria que fosse a melhor, logo que a desejasse com tanta força que se quisesse separar dele próprio.

No entanto, nunca deixaremos de ser crianças. Fazemos disparates a toda a altura, a toda a altura fazemos as coisas mais ridículas, mais insensatas, e mais infantis que se registam. Na conquista do coração pulsante de uma donzela poderemos fazer coisas que nunca mais pensaremos fazer, nem reconsideremos. Até na construção de um Vaso Inteligente marca XPTO cometeram-se uma miríade de disparates que, de alguma maneira, alegraram os dias então enfadonhos que passamos de volta do sonho.

A adolescência costuma ser uma época de mudança para todos os seres humanos, isto porque nos começamos a diferenciar uns dos outros, tanto física como psicologicamente. Está codificado geneticamente que durante a adolescência (ou a puberdade, se não coincidirem) fiquemos com o corpo cheio de pelos, que melhoremos o nosso físico, que cresçamos de uma forma repentina, que os nossos dotes se desenvolvam. Para muitos, esta é a época mais atribulada da vida, devido às mudanças que acontecem a nós e aos que nos rodeiam: começamos a olhar para as mulheres como se num futuro possamos ter enésimas relações com elas (de modo a ter muitos filhos e boas noites escaldantes de …. bem, o que aqui escrevo é o antropologicamente certo, às vezes penso se o estudo do homem será algo interessante, mas isto fica para outra altura), por isso começamos a olhar não para as mulheres, mas para o objecto que são: os peitos redondos, a figura esguia, a cara oval, bom nariz, bom rabo, pernas longas, e por ai fora, a quantidade de argumentos que de uma maneira ou outra usamos na escolha mental do nosso parceiro é extremamente grande.

É estas ocasiões que me pergunto o que aconteceria se neste momento fosse mulher: como escolher roupa interior, umas cuequinhas de tanga ou algo mais detalhado, com ou sem sutiã; como me vestir, de saia, mini-saia, mini-mini-saia, top, camisa, jeans, vestido, ou algo mais transparente ou justo…..mmmmmm. Os peitos a crescerem, a forma curvilínea a se desenvolver, as inúmeras maneiras com que me podia e que me podiam “alegrar o dia”.

Enfim…. é algo que, pela minha própria natureza, nunca poderei experimentar. Apenas pelo poder da minha mente poderei emular (se é este o vocábulo mais adequado) todas e mais algumas sensações que existem. Já o fiz algumas vezes (e enquanto estava a fazer isto penso que uma me ocorreu à cabeça) e o resultado foi satisfatório, embora que todas as sensações tenham pouca intensidade. Terei de pedir ao Dr. Walter Bishop que arranje um amplificador de ondas cerebrais, a não ser que ele já o tenha num esconderijo qualquer.

Mas, porem, enquanto penso no presente e no passado, não posso de deixar de pensar no futuro. Aquilo que poderei experiênciar daqui a 1 ano, 2, 3, 5, 10, ou até 20 anos é-me desconhecido, pois o futuro mostra-se a Ninguém (razão que me vai levar a telefonar a Ulisses para que ele me diga). No entanto não está fora do alcance da mente, já que nada neste mundo está fora do alcance da lógica. Quando chegar a essa altura, e só ai, é quando me poderei queixar vaga e inutilmente de tudo aquilo que, por ser parte e não todo, não pude experimentar.

Estou perdido de amores por aquilo tudo que criei. Sempre que vejo algo, é como se me tratasse de um peixe dourado com a sua memória de 3 segundos: é sempre um mundo novo (a Mercedes fez um anuncio a respeito disso muito engraçado). Sempre que vejo alguma coisa na televisão e que me prenda o interesse o tempo para, congela-se até, e quando acaba, uma energia repentina rápida zap fzttt pow wow zrttt pi aparece, e as palavras que irrompem da minha boca são imemoriais: ………..(aqui vai)…….Aaaaaah!………(seguido de uma série de gestos eufóricos)……….Porque é que cortaram mesmo ali no meio?!?!?!………..Malditos sejam!!!……………..Amo-vos!I Love You!Iiiiiiiiiee……….(e depois ou começa outra série ou o Anime acaba).

Mas o amor não se restringe a tudo aquilo a que acabo por ver nas caixas de radiação visível. O universo musical é lindo; uma besta de diversas cores e formatos, agora quando me escrevo entra-me na cabeça a melodia de uma canção nipónica (sim, também posso emular sons, sim, sou um iPod). Toda a música entra dentro das cabeças das pessoas e motiva-as, inspira-as, excita-as a enfrentarem um novo mundo (e agora passei para o Bolero de Ravel).

Agora (momento da escrita, lembrem-se que supostamente isto era o que sentia há 3, 4, deixem-me ver, hoje é sexta, quinta, quarta, terça, há 3 dias atrás) um dos meus grandes colegas deu-me um sneak-preview do seu site (que já dei o link aqui, de lado) e a primeira coisa que me veio parar à cabeça foi (já sabem): Iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiieeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee…………..iiiiiiii……………..iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii………(por ai fora). Meu caro Tiago, dou-te os parabéns adiantados na construção de um site que vou estar mesmo ansioso de começar a ver.

Até o mundo se revela novo cada dia: as flores nascem, as árvores crescem, as gaivotas voam por cima das nossas casas. Os passaros chilreiam, os gatos miam e as ovelhas pastam. Deus pensa, o homem sonha e a obra nasce, ainda temos de sonhar antes de nascermos.

Em breve estarei reunido com os meus irmãos da Horde, voltarei a jogar World of Warcraft. A Horde é linda, passa pelas mais atrozes e infindáveis tormentas, sem esperar recompensa senão a de pelejar contra os Allys e os Monstrengos que pragam este mundo de Azeroth e Outlands. Eu, grande Druida, nunca fui e nunca quererei ser Ally. Jurei pela Horde ficar com ela até ao fim dos tempos, e até esse fim chegar, com ela ficarei, nem que eu e a Guild morramos vezes e vezes sem conta nos campos de batalha contra os infiéis. (Exemplo do amor que tenho á grande pátria da Horde).

E com grande amor me despeço da Grande Escola: Escola Secundária Emídio Navarro, nunca te esquecerei, mesmo após todas as obras que terás. Todos os momentos que passei contigo, na minha memória, continuam vivos. Mesmo que desapareças, não desaparecerás da minha mente.

Valete, Freres.

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Pedimos desculpa pelo atraso

25 de Junho de 2009 at 2:20 (Reminiscências de um Louco)

Eu, o louco, o urso, possivelmente o viciado e todos os demais caracteres, personagens e pessoas que estão dentro de mim ou da minha mente pedimos desculpa a todos os leitores, activos ou potenciais, pelo grande atraso na escrita de uma nova reminiscência.
O atraso deve-se a vários factores, entre os quais se destaca o conflito entre o urso e o louco e o tempo, que não tenho, para escrever isto.
O novo post deverá sair hoje, de manhã, se acordar cedo (como se fosse acordar às 10) ou de tarde (provável).

Ciao.

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Um dia lento

19 de Junho de 2009 at 23:20 (Reminiscências de um Louco)

Hoje foi, no que toca o WordPress, um dia lento. Isto porque durante grande parte do dia, não uma, não 10, não 100, mas 0 (zero) pessoas visitaram este blogue. Eu até estava á espera que uma grande enchente de pessoas e abelhas colegiais viessem ver as respostas ás perguntas que tanto eles fizeram, com grande pouco esforço da parte deles.

Bem, depois do trabalho todo que tive anteontem a escrever o post anterior que, mesmo tendo sido pouco, foi o que mais tempo me custou, demorou mais de 15 minutos a escrever e umas quantas horas a pensar, fico ligeiramente admirado pela pouca afluência. No entanto, se pensarmos no modo em que dividimos as coisas, se dividíssemos tudo em fracções de segundos, em vez dos dias, tínhamos uns picos de uma pessoa separados por um mar de zeros.

O fim dos exames representa uma grande altura nas vidas dos estudantes. Em primeiro lugar, despedimo-nos de uma série infindável de testes e abraçamos a vida do ensino superior que, por ser superior, despedimo-nos também dos edifícios a que referimos de escolas para, numa relação entre servo e servido, entremos nas majestosas estruturas que damos o nome de universidades ou faculdades. Numa reflexão simples, concluímos que o que muda é só o nome, mas com o nome há sempre um significado, o que universidade queremos que signifique é um ensino que nos permita, no final, atingir uma série de objectivos que, com alguma sorte, nos trará um trabalho bem remunerado longe deste poço.

Em segundo lugar, as vidas partilhadas em conjunto com os nossos colegas dividem-se: haverá colegas que se separarão para outras universidades, haverá colegas que nunca mais iremos ver (porque se mudam para outros lados do rectângulo, infelizmente tenho um caso assim, é pena, porque convivi muito com ele) e finalmente haverá colegas que continuam tramados connosco, entrançados na corda que agora se definha. Para muitos isto é o fim de um ciclo de 3, de 6, ou até de 12 anos (se tal acontecer, comigo o máximo seria 11), a morte de uma sanguessuga que nos acompanhou, como se nós nos tornássemos Atlas e tudo o resto o pedregulho que ele penosamente transportara.

Felizmente, os desenvolvimentos tecnológicos que aconteceram nos últimos 50 anos e que agora continuamos a presencia-los num ritmo exponencial (ou melhor, digno de uma Sequência de Fibonacci) permitem que nos mantenhamos em contacto de formas tão simples como o e-mail, passando pelo Messenger, forums, IRC, até jogos como o WoW, e num futuro próximo, poderemos encontrar-nos numa realidade física (não do mesmo modo do Second Live) onde poderemos fazer tudo e mais alguma coisa que quisermos, sentindo tudo e mais qualquer coisa (mesmo tudo, esperemos nós…..).

Passou cerca de uma hora desde que me lembro de ter começado a escrever este post. Agora vou-me enfiar dentro das realidades que a inúmera quantidade de anime me oferece e talvez continue-me a viciar num jogo ou outro. Ah pois, é importante referir que isto é só uma pequena porção daquilo que faço, agora é Matemática o meu pequeno desafio: os grandes manuais são a melhor das preparações, é pena que os exercícios das Complexas sejam ridiculamente complexos mas talvez seja a resposta ao seu nome.

Bye-Bye

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Se eu me afogasse num mar de sangue…

17 de Junho de 2009 at 23:13 (Reminiscências de um Louco)

(Para todos aqueles que ainda tem algum bom senso recomendo que passem esta parte, baseada em contas de coelhinhos e de potências binárias, ou melhor, devia ter sido baseada nesse tipo de coisas se uma aplicação chamada WordPress tivesse a capacidade de fazer texto de vários tamanhos. Tem de ficar assim)

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Argh, finalmente o Exame de Português acabou e Argh, o WordPress não me deixou fazer o que queria (que seria uma relação com um binário de potência 6 com a Sequência de Fibonnaci). Não faço ideia de qual me está a provir mais raiva, mas provavelmente será o WordPress, a do exame expeli-a numa explosão controlada de gestos e movimentações maníacas e loucas que acabaram por ocorrer após a conclusão do exame. No entanto, no ano passado, no de Fisico-Química, a explosão foi recorrente do dia.

Acordei invulgarmente cedo, ás 7 e meia, ficando na cama mais uns 40 minutos. Tomei o pequeno almoço e dirigi-me á escola onde íamos fazer os exames (que por razões de reformas na estrutura original da grande escola, fomos todos recolocados numa que, não tendo esta recompensa fatal, nos pôde albergar). A escola fica a cerca de dez quilómetros, isto é, se tanto fosse a uma velocidade de 1000 vezes à da luz, num plano imaginário. Fazendo as contas, fica a 10 metros. O dia estava bom, nem muito sol nem muito quente, embora que, durante o dia, o sol tenha aparecido, como é seu dever. Rapidamente fui captado pela nossa presente Professora de Português, que me fez a amabilidade de explicar as mensagens que mandara a todos os vampiros que na net encontrou.

Fiquei parado durante uns 15 minutos enquanto dava as não ultimas palavras aos meus colegas. Ás 9, houve silêncio relativo e os encarceradores enjaularam-nos dentro de celas estranhamente confortáveis. Ás 11 e meia, as 42 horas passaram e saímos com pompa e circunstância da sala, dos corredores, do átrio e finalmente do edifício escolar. Uma bela meia hora foi dada à comparação, à conversação, à beautificação, enfim, à universalização de tudo o que aconteceu. E tudo em meia hora. Era meio dia quando parti de novo e rasguei os caminhos da realidade para percorrer o ultimo dos três caminhos: Veni, vidi, vici. Eu vim e vi, se venci saberemos daqui a uma semana. Contudo espera-se o melhor, como sempre se esperou. Tendo em conta a dificuldade do exame, alegro-me de dizer que Felizmente há Luar, embora que, como não sou adivinho, não sei se hoje deveras há.

O exame, tendo sido escrito, não há muito por onde falar. Enfim, foi a tortura que não foi tortura; no fim fico por saber unicamente que foi o fim, todo o resto é levado pelas ondas.

Acabo o dia por me encontrar com uma série de bits e bytes que juntos formaram a fala, texto e imagem viva de um amigo meu que, como demonstrou, tem um problema com a perfeição da corda vocal com que o seu instrumento fala.

A procura incessante do ser lógico por respostas é algo que, embora compreensível, é extremamente interessante. Durante grande parte da nossa vida, andamos á procura de sinais que nos indiquem algo que na nossa génese faça sentido máximo. E é a partir deles que podemos começar a construir um escudo, um propósito, algo que as nossas mentes porém infinitamente fortes não querem responder. Há que se perguntar se de facto a contínua pergunta não trará contínuas respostas e ainda mais perguntas. A resposta final encontra-se onde a luz não alcança, nos pilares que Zero construiu esteve o exemplo, a fénix que morreu deu-nos as ferramentas para o infinito. Entre o vazio e a luz ninguém se encontra.

Se tenho uma ursinha de peluche com a qual abrace e acaricie gentilmente, e em noites de tremenda ânsia ou vontade mútua, nos seguremos unos por momentos a fim, partilhando todos os sentidos intensificados numa explosão de descargas intermitentes de memórias fantásticas, numa caverna isolada de todos, apenas a minha mente poderá responder. No primeiro dia, a colega que sofreu a atenção do meu olhar era aquela que, de face nos livros negros de Português, isolada de toda a confusão e até isolada na sua ilha, me suscitou interesse por estar no campo que a minha vista diz ver. Em breves instantes, recriei a imagem que, vezes e vezes sem conta alguma da minha parte, criei com todos os detalhes que tanto esperei como calculei que tivesse, numa panorâmica perfeita de realidade e espírito. Da Rússia grande, no fim tornar-se-à em alguém de intelecto grande, como todos os que estiveram comigo; se na sua criação poderei dar crédito, é por ter servido de agente para o estudo do real, no entanto, a memória difusa pouco crédito daria, pois só existe crédito em quem o puder dar. Se dissesse que ela era a única do meu olhar naturalmente loginquamente desfocado, estaria a dizer-vos o que consideram por mentira, embora que, neste Universo, o que chamamos de absoluto ou relativo nunca tenha ganho forma.

O meu corpo já se sentou com demais corpos, uns na realidade juntos a mim, já se juntou com ainda mais, até agora, poucos escapam aquilo a que posso deveras fazer. Em dias quaisquer, poderei ter instigado morte para sentir juntos o que de entre nós haveria, noutros dias quaisquer, existiriam duetos ou trios onde um par de entidade idêntica se contactava pelo acto de fechar, através da protuberância carnuda por onde saem os sons, dois corpos em um. A fluição dos viscos internos, o contacto entre os ovos frontais e os montes por onde sai um fluido ausente de pigmento onde, em certas ocasiões, se mergulham as fúrias que se manifestam como um êxtase maravilhoso e irreal. No fim os corpos juntam-se num só, pela final junção do real e sentido e o que de real os distingue fica fora da vista do olhar.

De facto nunca pararei de vos ver ou sentir, neste momento em que escrevo estou com um, dois, três… vinte e quatro separadores alusivos a tudo o que disse: não passam de pontos e linhas unidos pelo poder da mente. (Estarei a mentir?)

A felicidade é falsamente considerada como o grande objectivo das nossas vidas como seres humanos. De facto, a felicidade entra nas nossas vidas de inúmeras formas: a visão de um amanhecer, de crianças a rirem, a compleição de um projecto, até para continuarmos a existir como espécie o próprio acto reprodutivo exprime-se de felicidade. De facto que, para muitos, possa parecer infeliz, na verdade, é necessário ter-se sido um para reconhecer outro: nada mais é do que o seu próprio reconhecimento como ser. O verdadeiro objectivo da nossa existência é aquele que se prende pela infinidade da escuridão. Apenas os que se separaram de si próprios é que podem caminhar até ao fim inexistente.

As conversas que tenho com os meus colegas fora do horário laboral, ou melhor, as que eles, na sua loucura pseudo-embriagada, são as que eles têm comigo; são as próprias deles e também do sistema usado (Messenger), ou seja, como eles próprios reconhecem, a Parvoíce. Podia por aqui a conversa que ontem tive e que, de certa forma, orientou o caminho criativo deste post, pois não teria, como não tenho, qualquer tipo de remorso moral ou ético. No entanto, em respeito da privacidade deles, não irei citar o que eles disseram (porque irei resumir :P). Da demorada curiosidade leviana sobre a misteriosa ursinha cuja identidade já tinha respondido e volto a responder hoje, passaram para as conversas sobre se me estaria a meter dentro do caminho do amor… A resposta é  que eu não poderei dizer, apenas os sinais.

No fim, o mal deles é não procurarem. Eles tem todas as respostas á frente deles, só pela cegueira é que se justifica tal ignorância (agradecido estou ao Sr. José Saramago e ao seu Ensaio sobre a Cegueira, que infelizmente só vi na adaptação cinematográfica).

Se eu me afogasse num mar de sangue… a pergunta com que iniciei este post. Seria uma experiência interessante: enquanto morria veria as faces de todos os que morreram nessas águas, conhecidos, desconhecidos, incógnitos. Teria experimentado tudo o que havia para experimentar e, no entanto, ainda haveria de experimentar muito mais. Os pulmões encheriam-se da matéria vermelha, começo a cheirar metal, os olhos enchidos de negro enchem-se de vermelho. Caio ao abismo viscoso. Acordo, mas não reconheço nada. Flutuo, porque estou dentro do mar; pertenço ao mar. Nenhuma cor vejo, só transparências, sombras, reflexos. Já não cheiro nada. Não sinto dor. Vejo algo á distância. Nado até la, mas não me canso, nunca chegando ao meu destino…….

…….Acordo de um sonho que acordado tinha.

Porque é que não publiquei este post antes? Bem, nenhum escritor deve ser apressado, pois a inspiração vai e vem. No fim, tudo não passa de um sonho que o autor pretende demonstrar. Acabo por vos mostrar este clip que, a todos os que andam por ai a ler este blogue, deverá servir de inspiração ou de apelo para continuarem a apanhar os vossos sonhos.

(Recomendo que arranjem tradução para as líricas, caso não percebam)

サヨナラ, ヒカリ (Aparecendo quadradinhos usem Unicode)

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