Um dia lento

19 de Junho de 2009 at 23:20 (Reminiscências de um Louco)

Hoje foi, no que toca o WordPress, um dia lento. Isto porque durante grande parte do dia, não uma, não 10, não 100, mas 0 (zero) pessoas visitaram este blogue. Eu até estava á espera que uma grande enchente de pessoas e abelhas colegiais viessem ver as respostas ás perguntas que tanto eles fizeram, com grande pouco esforço da parte deles.

Bem, depois do trabalho todo que tive anteontem a escrever o post anterior que, mesmo tendo sido pouco, foi o que mais tempo me custou, demorou mais de 15 minutos a escrever e umas quantas horas a pensar, fico ligeiramente admirado pela pouca afluência. No entanto, se pensarmos no modo em que dividimos as coisas, se dividíssemos tudo em fracções de segundos, em vez dos dias, tínhamos uns picos de uma pessoa separados por um mar de zeros.

O fim dos exames representa uma grande altura nas vidas dos estudantes. Em primeiro lugar, despedimo-nos de uma série infindável de testes e abraçamos a vida do ensino superior que, por ser superior, despedimo-nos também dos edifícios a que referimos de escolas para, numa relação entre servo e servido, entremos nas majestosas estruturas que damos o nome de universidades ou faculdades. Numa reflexão simples, concluímos que o que muda é só o nome, mas com o nome há sempre um significado, o que universidade queremos que signifique é um ensino que nos permita, no final, atingir uma série de objectivos que, com alguma sorte, nos trará um trabalho bem remunerado longe deste poço.

Em segundo lugar, as vidas partilhadas em conjunto com os nossos colegas dividem-se: haverá colegas que se separarão para outras universidades, haverá colegas que nunca mais iremos ver (porque se mudam para outros lados do rectângulo, infelizmente tenho um caso assim, é pena, porque convivi muito com ele) e finalmente haverá colegas que continuam tramados connosco, entrançados na corda que agora se definha. Para muitos isto é o fim de um ciclo de 3, de 6, ou até de 12 anos (se tal acontecer, comigo o máximo seria 11), a morte de uma sanguessuga que nos acompanhou, como se nós nos tornássemos Atlas e tudo o resto o pedregulho que ele penosamente transportara.

Felizmente, os desenvolvimentos tecnológicos que aconteceram nos últimos 50 anos e que agora continuamos a presencia-los num ritmo exponencial (ou melhor, digno de uma Sequência de Fibonacci) permitem que nos mantenhamos em contacto de formas tão simples como o e-mail, passando pelo Messenger, forums, IRC, até jogos como o WoW, e num futuro próximo, poderemos encontrar-nos numa realidade física (não do mesmo modo do Second Live) onde poderemos fazer tudo e mais alguma coisa que quisermos, sentindo tudo e mais qualquer coisa (mesmo tudo, esperemos nós…..).

Passou cerca de uma hora desde que me lembro de ter começado a escrever este post. Agora vou-me enfiar dentro das realidades que a inúmera quantidade de anime me oferece e talvez continue-me a viciar num jogo ou outro. Ah pois, é importante referir que isto é só uma pequena porção daquilo que faço, agora é Matemática o meu pequeno desafio: os grandes manuais são a melhor das preparações, é pena que os exercícios das Complexas sejam ridiculamente complexos mas talvez seja a resposta ao seu nome.

Bye-Bye

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3 comentários

  1. Tiago said,

    Lamentavelmente prefiro dez vezes os complexos a:
    a) Exercícios de extracções simultâneas;
    b) Uma série de doenças particularmente desagradáveis, dolorosas e/ou mortais;
    c) A leitura e interpretação de alguns dos teus posts (que são um gogol mais complexos que os complexos)

  2. Catarina said,

    Ohh.. Não é preciso ficares desanimado por causa das visitas!
    Tenho a certeza que muita gente que conheces lê o Blogue do Grande Urso. Não deixar um comentário, não significa que as pessoas não venham ver o blogue. Posso assegurar-te que tens aqui uma leitora… E como vês o Tiago também lê os teus posts.
    Mas se o teu problema é a afluência ao blogue podes inscrevê-lo no site meter, onde podes ver pormenorizadamente as tuas visitas.

    Continua!

    • reichardkaigun said,

      O WordPress tem um sistema de estatísticas incorporado, que até é bastante pormenorizado. Foi por isso que em vez de comentários, usei o nome de pessoas para descrever as visitas que este canto recebe.

      Como até disse, o mal da Humanidade é a ignorância. Mas só existe ignorância porque pensamos que existimos. Conclusão lógica: o mal da Humanidade é ela própria (embora que esta tenha copiado de um sitio qualquer).

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