A ressurreição do Dinossauro

29 de Junho de 2009 at 14:42 (Reminiscências de um Louco)

Dia 25, ou seja, quinta feira, tive uma grande honra de fazer um grande acto: tal e qual como o titulo indica, provoquei a ressurreição de um Dinossauro. Penso que muitos de vocês sabem o que é um dinossauro, um réptil fossilizado e preservado no tempo, cujo uso actual é o de servir como janela para tempos idos e para espantar todo e miserável visitante que tenha o dinheiro para presenciar uma exposição de História Natural ou então ir ver o Noite no Museu II (que na minha opinião, foi um filme extremamente cómico, muito em causa da atitude de parvo do Ben Stiller, se não me engano).

Infelizmente para vocês, não sou arqueólogo nem paleontólogo nem um cientista maluco com desejos de criar uma raça super poderosa de repteis que escravizarão a humanidade (embora que já tivesse a ideia de cultivar uma Super-Batata e concorde em parte com o Projecto da Instrumentalidade Humana….. se Bishop não fosse fictício, tinha de lhe dar uma palavrinha :P). Eu sou um ser humano que tem (ou teve) como amigo muito próximo e de longa dura (5 anos ou por volta dai) um antiquíssimo, neste momento e nos vindouros também pré-histórico, Pentium III encaixado numa mãe de estilo VIA e que, como os velhos de hoje em dia, recebeu um fígado e um rim novo (troquei uma Nvidia de 32 MB por uma ATI de 256 MB e dei-lhe um cooler de slot da Akasa), entre outras plásticas (duas drives, uma de CD’s e outra de DVD’s, e um disco de 320 GB).

Tive de ligar o agora conhecido Dinossauro para tirar do disco dele um jogo de 2 GB que se tornou extremamente difícil de arranjar na Net. Um amigo meu convencera-me a instala-lo (agora, neste Core Duo, uma maravilha que permite virtualizações, mas com uma porcaria de placa gráfica da Point-of-View, algum dia farei um post sobre a porcaria que é) de modo a jogarmos uns jogos multiplayer e fazermos umas quantas skirmishes (o jogo em questão é o Freespace 2, da Volition, que o encontrei no lixo uma vez).

Tenho-o num canto do meu quarto, parado totalmente no tempo e no espaço. De tal modo que as aranhas que residiram por debaixo da secretária pequeníssima onde ele se encontra, bem, digamos que estão com Deus. Morreram pacificamente. Se tiverem um par de aranhas nos vossos quartos não as matem e deixem-las viver: se tiverem muitos insectos na vossa casa elas tratam deles de bom grado.

Então, para a ressurreição em questão. A maioria dos cabos estavam escondidos por detrás da secretária e, como não gosto de perturbar o que não precisa, foi uma tortura de 10 minutos a tentar “pescar” o cabo da fonte do computador com um mata-moscas (a coisa mais longa e rígida o suficiente para tal efeito que estava o mais perto de mim na ocasião). Felizmente o cabo do monitor estava deitado no chão e foi só uma questão de o apanhar. Liguei-os a uma ficha anti-picos (falta de nome) e essa a uma extensão que atravessava meio quarto para chegar à tomada.

Depois liguei, ou como o meu costume léxico reportaria, “com enorme vontade, ordenei ao meu dedo, grandioso de tantas acções realizadas, que tocasse com máximo ímpeto a protuberância cinzenta, localizada na face da besta, que se destacava de tudo o resto, de modo a dar a chama electrizada da vida a esta monstruosidade que há muito adormeceu, agora revive pela ordem do deus que a criou”. Interessante, diriam os loucos que comigo se juntariam.

O arranque foi esperado lento. Já que os velhos se esquecem das coisas, porque não os computadores? Liguei-o antes de jantar, para que ele tivesse a oportunidade de carregar todos os ficheiros. No dinossauro tenho instalados tanto o Windows 98 SE como o XP. Houve uma altura que tive o Caixa Mágica (maior porcaria que existe em termos de Sistemas Operativos) mas depois passei para o Suse. Agora o gestor nem o reconheceu, dizia “Unavailable”. Comecei por tentar correr o XP. Mesmo antes de entrar nele, lá ele veio com a “análise ao disco” (devo ter feito o que direi à frente atrás no tempo”.

Fui jantar, demorando uma horita (aquilo que vai-me demorar a escrever isto), voltando depois para o dinossauro. Sem espanto vi que qualquer operação demorava uns 5 minutos e, quando procurei o Nero, passados 30 minutos e…… ainda estava congelado no Menu Iniciar. Recebi uma oferta de ir jogar bilhares do meu pai, a qual aceitei, depois de mandar o XP para os confins do mundo e ter reiniciado o dinossauro para ir para o 98.

Depois de uma noite bem passada, volto para casa e encontro o 98 à minha espera. O processo que levou a descoberta do Nero demorou pouco tempo, e a gravação uns 15 minutos num CD. Sempre fiel, o 98 ainda é o sistema preferido dos Pentiums III. Instalei-o no meu novo disco externo e, após ter-me certificado que funcionava, despedi-me do dinossauro, agradeci-lhe pelos serviços prestados, até apertei a mão imaginária que teria, e carreguei em encerrar.

Ele não quis ir sem luta e portanto, mostrou-me uma mensagem de “programa em execução”, que demorei 5 minutos a atender. Não dando o temível BSOD (os ecrãs azuis da morte, coisa que talvez Darth Vader devia ter usado para ganhar aos Rebeldes e que agora pragam o meu PC por causa da porcaria da gráfica), ele foi-se abaixo pacificamente, talvez esperando o dia em que outra vez recorra aos serviços dele.

Nunca o deitarei fora, é como um membro da família (alem mais porque contem uma série de ficheiros pessoais que não consigo nem quero tirar de lá).

Live long and prosper.

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