Perdido de Amores (1ª Parte)

29 de Junho de 2009 at 14:41 (Reminiscências de um Louco)

Bem, em primeiro lugar, quero oferecer as minhas desculpas mais sinceras e honestas (se as tiver) pelo grande atraso que este post tem. Alem das razões que dei antes (e que servem de génese a todas as demais), digo-vos que durante esta semana, grandes coisas me aconteceram: os exames acabaram, estou desligado fisicamente dos meus colegas, estou-me a relembrar, a Lua chegará ao zénite, cansasso, vício, e por ai fora.

De facto, foram tantas as coisas que se passaram que tenho de dividir este post em duas partes. Faço isto por uma grande e estúpida razão: porque sou preguiçoso. Porque é que sou preguiçoso? Talvez genética, talvez porque a inspiração seja fugaz, talvez tenha coisas mais importantes que fazer, como por exemplo acabar de ver o Neon Genesis Evangelion (só faltam 5 episódios, mais os 2 filmes e o Evangelion 1.0 – You (Are) Not Alone, que vai passar na Animax neste fim de semana, abençoada e amaldiçoada seja).

Esta parte vai relatar todas as reminicsências que tive antes dos exames e a 2ª as que tive depois. Simples, não é? A pergunta não é retórica, não é de maneira alguma simples (até porque estive a falar horas e horas com o louco a ver como haveria de escrever isto, tenho um rascunho aqui a dizer o que irei escrever). No entanto, esta “divisão” foi a única maneira de conciliar os desejos de ambas as partes.

Talvez me tenha custado muito a escrever este post porque estou a começar a falar de uma sensação que não tenho (ou que costumo não evidenciar): o amor (amor amor, não “amor de um só dia” ou amor narcisista). Actualmente, há teorias que dizem que o que experienciamos como amor não passa da combinação de choques e descargas eléctricas no nosso cérebro com uma dose certa de hormonas estimulantes. Então, no futuro, talvez possamos simular todos e quisqueres amores que nos venham à cabeça, mas por enquanto, só tenho a minha cabeça e isto tudo que criei.

Uma coisa que notei é que, desde o inicio (se o houve), somos limitados nas coisas que podemos experimentar e, desde que prosseguimos com as nossas vidas, continuamos a limitar-nos ainda mais. As coisas que podia ter feito enquanto era infante……. podia ter feito amizades vitalícias, ter jogado os mais mirabolantes jogos, ter aberto o universo aquilo que o fecha, podia ter beijado a minha primeira rapariga ou então vivido uma parte da minha vida que Pessoa queria que fosse a melhor, logo que a desejasse com tanta força que se quisesse separar dele próprio.

No entanto, nunca deixaremos de ser crianças. Fazemos disparates a toda a altura, a toda a altura fazemos as coisas mais ridículas, mais insensatas, e mais infantis que se registam. Na conquista do coração pulsante de uma donzela poderemos fazer coisas que nunca mais pensaremos fazer, nem reconsideremos. Até na construção de um Vaso Inteligente marca XPTO cometeram-se uma miríade de disparates que, de alguma maneira, alegraram os dias então enfadonhos que passamos de volta do sonho.

A adolescência costuma ser uma época de mudança para todos os seres humanos, isto porque nos começamos a diferenciar uns dos outros, tanto física como psicologicamente. Está codificado geneticamente que durante a adolescência (ou a puberdade, se não coincidirem) fiquemos com o corpo cheio de pelos, que melhoremos o nosso físico, que cresçamos de uma forma repentina, que os nossos dotes se desenvolvam. Para muitos, esta é a época mais atribulada da vida, devido às mudanças que acontecem a nós e aos que nos rodeiam: começamos a olhar para as mulheres como se num futuro possamos ter enésimas relações com elas (de modo a ter muitos filhos e boas noites escaldantes de …. bem, o que aqui escrevo é o antropologicamente certo, às vezes penso se o estudo do homem será algo interessante, mas isto fica para outra altura), por isso começamos a olhar não para as mulheres, mas para o objecto que são: os peitos redondos, a figura esguia, a cara oval, bom nariz, bom rabo, pernas longas, e por ai fora, a quantidade de argumentos que de uma maneira ou outra usamos na escolha mental do nosso parceiro é extremamente grande.

É estas ocasiões que me pergunto o que aconteceria se neste momento fosse mulher: como escolher roupa interior, umas cuequinhas de tanga ou algo mais detalhado, com ou sem sutiã; como me vestir, de saia, mini-saia, mini-mini-saia, top, camisa, jeans, vestido, ou algo mais transparente ou justo…..mmmmmm. Os peitos a crescerem, a forma curvilínea a se desenvolver, as inúmeras maneiras com que me podia e que me podiam “alegrar o dia”.

Enfim…. é algo que, pela minha própria natureza, nunca poderei experimentar. Apenas pelo poder da minha mente poderei emular (se é este o vocábulo mais adequado) todas e mais algumas sensações que existem. Já o fiz algumas vezes (e enquanto estava a fazer isto penso que uma me ocorreu à cabeça) e o resultado foi satisfatório, embora que todas as sensações tenham pouca intensidade. Terei de pedir ao Dr. Walter Bishop que arranje um amplificador de ondas cerebrais, a não ser que ele já o tenha num esconderijo qualquer.

Mas, porem, enquanto penso no presente e no passado, não posso de deixar de pensar no futuro. Aquilo que poderei experiênciar daqui a 1 ano, 2, 3, 5, 10, ou até 20 anos é-me desconhecido, pois o futuro mostra-se a Ninguém (razão que me vai levar a telefonar a Ulisses para que ele me diga). No entanto não está fora do alcance da mente, já que nada neste mundo está fora do alcance da lógica. Quando chegar a essa altura, e só ai, é quando me poderei queixar vaga e inutilmente de tudo aquilo que, por ser parte e não todo, não pude experimentar.

Estou perdido de amores por aquilo tudo que criei. Sempre que vejo algo, é como se me tratasse de um peixe dourado com a sua memória de 3 segundos: é sempre um mundo novo (a Mercedes fez um anuncio a respeito disso muito engraçado). Sempre que vejo alguma coisa na televisão e que me prenda o interesse o tempo para, congela-se até, e quando acaba, uma energia repentina rápida zap fzttt pow wow zrttt pi aparece, e as palavras que irrompem da minha boca são imemoriais: ………..(aqui vai)…….Aaaaaah!………(seguido de uma série de gestos eufóricos)……….Porque é que cortaram mesmo ali no meio?!?!?!………..Malditos sejam!!!……………..Amo-vos!I Love You!Iiiiiiiiiee……….(e depois ou começa outra série ou o Anime acaba).

Mas o amor não se restringe a tudo aquilo a que acabo por ver nas caixas de radiação visível. O universo musical é lindo; uma besta de diversas cores e formatos, agora quando me escrevo entra-me na cabeça a melodia de uma canção nipónica (sim, também posso emular sons, sim, sou um iPod). Toda a música entra dentro das cabeças das pessoas e motiva-as, inspira-as, excita-as a enfrentarem um novo mundo (e agora passei para o Bolero de Ravel).

Agora (momento da escrita, lembrem-se que supostamente isto era o que sentia há 3, 4, deixem-me ver, hoje é sexta, quinta, quarta, terça, há 3 dias atrás) um dos meus grandes colegas deu-me um sneak-preview do seu site (que já dei o link aqui, de lado) e a primeira coisa que me veio parar à cabeça foi (já sabem): Iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiieeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee…………..iiiiiiii……………..iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii………(por ai fora). Meu caro Tiago, dou-te os parabéns adiantados na construção de um site que vou estar mesmo ansioso de começar a ver.

Até o mundo se revela novo cada dia: as flores nascem, as árvores crescem, as gaivotas voam por cima das nossas casas. Os passaros chilreiam, os gatos miam e as ovelhas pastam. Deus pensa, o homem sonha e a obra nasce, ainda temos de sonhar antes de nascermos.

Em breve estarei reunido com os meus irmãos da Horde, voltarei a jogar World of Warcraft. A Horde é linda, passa pelas mais atrozes e infindáveis tormentas, sem esperar recompensa senão a de pelejar contra os Allys e os Monstrengos que pragam este mundo de Azeroth e Outlands. Eu, grande Druida, nunca fui e nunca quererei ser Ally. Jurei pela Horde ficar com ela até ao fim dos tempos, e até esse fim chegar, com ela ficarei, nem que eu e a Guild morramos vezes e vezes sem conta nos campos de batalha contra os infiéis. (Exemplo do amor que tenho á grande pátria da Horde).

E com grande amor me despeço da Grande Escola: Escola Secundária Emídio Navarro, nunca te esquecerei, mesmo após todas as obras que terás. Todos os momentos que passei contigo, na minha memória, continuam vivos. Mesmo que desapareças, não desaparecerás da minha mente.

Valete, Freres.

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1 Comentário

  1. Tiago said,

    Muito obrigado por incluires o meu site como uma manifestação de amor. É deveres gratificante 😛

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