Perdido de Amores (2ª Parte)

29 de Junho de 2009 at 14:41 (Reminiscências de um Louco)

3ª feira foi um dia de grande júbilo. Porquê? OS EXAMES ACABARAM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! (no Messenger tenho a minha mensagem pessoal mesmo assim). Infelizmente estou-vos a mentir e a mim próprio, embora que a palavra mais correcta seja a de que os Exames Nacionais da 1ª Fase acabaram.

Como sou, até novo comunicado da DGES, um estudante dos cursos de Ciências e Tecnologias, tive Matemática na 3ª. Para não me estar a repetir com os mesmos detalhes que vos dei aquando do felizmente abandonado exame de Português, digo-vos uma coisa: uma (lol). Mas a sério, o inicio do dia começou mais ou menos como o de Português, com as excepções de que o céu estava mais nublado e que não pude dormir por causa da ânsia de fazer o exame.

O exame correu até bem, embora tenha usado a tolerância de 30 minutos. A minha nota final neste exame está sentada confortavelmente num trono de marfim entre o 185 e o 195. Isto porque tive a infelicidade de me ter esquecido como resolver indeterminações zero vezes infinito (ou melhor, esqueci-me do inverso de e) e não expliquei muito bem a 2 (maldita sejas abominável Análise Combinatória, num dia tal como as idas de Março eu te apunhalarei pelas tuas costas; que calcules as maneiras de ser morta, esse será o teu destino final). Como vêm, tenho um ódio natural pela Combinatória que advém do facto de nunca obtermos um resultado claro, isto porque os problemas nunca o são. Congelei-me nessa parte por um quarto de hora até ter decidido usar os meus 150 Gogolhertz (150 vezes 10 elevado á potência de 100) de capacidade de processamento (estimativa arredondada por excesso) noutros problemas. No limiar do fim, decidi por a resposta que mais se enquadrava aos “supostos limites da resposta” (palavra simples de dizer que foi um numero quase aleatório que inventei para saber quanto é que seriam as probabilidades totais num sistema ordenado). A resposta era baseada nas combinações de todos os elementos………….. para parar de me alongar mais neste tópico digo que tive certo.

A reunião final foi breve. Comparamos as respostas que cada um de nós tivemos e fomos em vias separadas, embora que tenha acompanhado o meu caro colega Tiago, para, digamos, uma conclusão solene a um evento único. Infelizmente pelo que ouvi dele, o exame foi…abaixo das expectativas (embora que acima das expectativas dos que não passam). No entanto, haverá sempre um novo dia.

Este exame será, se tudo correr sem falhas, o meu penúltimo. Dia 15, numa tarde provavelmente mais quente que um cubo de gelo, irei fazer o exame de Geometria, para concluir o secundário e ai, posso-me despedir do secundário, da Ministra da Educação, de todos os meus professores (com grande tristeza sentida, nenhuma mostrada e talvez nenhuma sentida, talvez fingida para o fingidor) e finalmente da minha grande escola.

Facto seja dito, deixar o secundário deixa-me vazio, isto porque passei os últimos 6 anos num edifício praticamente idêntico e, como um parasita, lá entrou pela minha mente para lá ficar contra todos os efeitos do tempo. O que perco (e que nunca perderei) são grande parte dos meus colegas e experiências. Só isso. Este parágrafo espanta-me: uma coisa que me marcou tanto e tão pouco falo. Efeito da loucura transcendental.

A minha grande escola vai ser renovada. A Grande Escola Secundária Emídio Navarro, com que amei com suor e sangue meu, em que estudei vigorosamente, onde levei os desportos de Xadrez Voleibol e Badminton a novas alturas, onde a minha mente se tornou no emaranhado de fibras capazes de debitarem mais que todos os supercomputadores da Terra reunidos e onde pude ver um limiar da luz. Deixo a minha marca imemorial na Grande Escola como o louco transcendental que errava pelas planícies abertas do conhecimento e como o colega que, mesmo tendo feito alguns erros no passado (com isto peço-vos desculpa, Catarina e Rebeca, por aquilo que vos fiz, e que para que os demais leitores fiquem ligeiramente confusos, digo-vos que de amor não foi, embora que com a 1ª gostava que fosse, isto é, se já não foi) emergiu da massa migrante um titã capaz de lidar com tudo o que haverá no futuro cego.

A Grande Escola também deixou uma marca em mim e em todos os que já estiveram dentro dos seus grandes corredores. E é por isso que me dá tanta pena que vão destruir as Oficinas e o Bar dos alunos. Nas Oficinas tive grandes oportunidades: para já, o cheiro é único. Em segundo, tive a oportunidade de aprender um pouco de Electrotecnia (que me pode dar jeito no futuro, quem sabe, ainda tenho todos os apontamentos guardados religiosamente). Em terceiro, tive a oportunidade de trabalhar no projecto do Padre Himalaya (se bem me lembro) e pudemos construir um exemplo que a EDP podia senão devia usar, de uma cidade auto-sustentável. Ganhamos o 1º ou o 2º prémio, num dia extremamente nublado no meio do Verão, em que o uso dos painéis solares foi reduzido.

As mesas todas em que tive a oportunidade de escrever por cima as elaborações, o centro de recursos em que pude ficar ligado com a ausência de um modem e a consequente ligação á Net em minha casa, as mesas frias dos laboratórios delapidados de Física onde realizávamos as mais diversas experiências, as mesas ainda mais delapidadas da Sala de Artes (como é conhecida) onde desenhava as minhas esquemáticas por existir, Berlim (o sitio de frente da fachada da escola onde está a caixa de areia), o átrio do ginásio onde jogava Xadrez com o Campeão Distrital (e se não é Nacional, devia ser), o ginásio onde engrandecíamos a figura da Grande Escola, o palco por onde eu e todos nós havíamos existido como colegas. Nunca sairá da mente. Aqui fica a reminiscência a ode com que te deixo.

O louco está a ficar consciente e, infelizmente, está-se a racionalizar. Talvez seja por isso que demorei tanto a escrever isto tudo: a luta entre o louco, o racional e o resto da minha mente é de dimensões e propriedades titãnicas, mais ou menos como a luta que se avizinha entre a Horde, a Alliance e o Lich King. Só Moonfires por todo o lado 😛

De qualquer maneira, tudo tem o seu destino, se o louco quiser revelar-se, ele que se revele, nada temos contra.

A inspiração é até uma coisa difícil de se obter. e quando digo difícil, digo que é estupidamente fácil. Qualquer coisa nos motiva a escrever, até a escrita em si. O problema (e aqui está a razão de todos os males) é que escrever custa: custa em primeiro lugar porque custa estar a teclar ao que momento são 1100 palavras ao momento, neste post só. Em segundo, a escrita padece de um defeito mortal, que é não haverem palavras para exprimir o que na mente vai. Não há, o que há são aproximações. Vrttt, ztttt, zás, pás, em nada representam aquilo que penso, dararadaro, dararadaro, em nada representa aquilo que oiço. O que chega mais perto é o símbolo total: o mapa daquilo que pensamos será sempre único e representante de tudo o que pensamos.

Bem, agora chego ao paradoxo final: o que hei de escrever agora que a escola acabou? Eu escrevi, no inicio, que não ia falar sobre a minha vida de qualquer maneira, no entanto metade do que aqui está “escrevinhado á secretária” fala implicitamente sobre o que passei. Será isto consequência do louco ou outra coisa? Talvez achemos que seja interessante vocês estarem a ler cada pedaço distorcido das nossas vidas, talvez algum de nós seja um poeta por nascer, apenas eu poderei saber, e se conseguirem comprar o Descodificador Universal XPTO (á venda na farmácia ou hospital mais próximo) penso que também conseguirão.

Tenho alguns projectos pendentes: Escrever as Jornadas do Grande Urso, falar sobre manga (Chobits, Neon Genesis Evangelion, One Piece, por ai fora) e talvez publicar as soluções para a 1ª fase dos exames de Matemática. São projectos que espero vir cumprir num futuro próximo, neste canto.

E outra coisa: se alguma vez voltar a fazer este deslocamento temporal, assegurem-se que a imagem do louco fica para sempre morta e assassinada dentro das vossas cabeças. Estar a falar do passado como se fosse presente é atitude de políticos, que lembram ao povo o mau bom que era antes e o que querem fazer para mudar para melhor mal. Felizmente vou aproveitar este facto para a vantagem de um post amaldiçoado e abençoado. É pena que sejam 10 para o fim de Domingo, mas neste canto da Europa há 2 relógios, é só pensar que estamos a escrever do mais atrasado.

Para ter acabado isto tudo hoje usei esta lista de música. Digo-vos uma coisa, os Daft Punk são uma grande banda. Põe uma pessoa concentrada. Encorajo-vos a ouvirem-los.

Aerodynamic

Robot Rock

Technologic

One More Time

ボクらはいつも あたらしい今日を 生きてく

(Estamos sempre a viver um novo dia)

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1 Comentário

  1. Jorge Barreti said,

    Ricardo já não te recordas em que lugar ficámos no padre himalya! lol foi em 1º obviamente

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