Aborrecimento, Ressaca, Sono e…. qualquer coisa, mas esqueci-me agora (2ª parte)

29 de Julho de 2009 at 23:08 (Reminiscências de um Louco)

Esta semana até está a ser agradável: nem muito quente, nem muito frio, um clima semi-nublado. E no entanto sei isto tudo sem sair de casa. As consequências disto são as seguintes: ou vivo fora de um espaço com 4 paredes no mínimo (já que o tetraedro é o sólido mais simples) ou tenho uma boa vista do que se passa fora.

Digamos que seria uma combinação dos 2. Hoje estranhamente não me está a apetecer escrever. Daria como desculpa o facto de estar em férias, no meio de uma praia de silício que nos rodeia actualmente. Agora que as grandes mentes dos processadores pretendem fazer processadores de 12 nm, sinto que realmente a raça humana tem futuro: conseguimos encolher o que antes era da espessura de um cabelo humano a um tamanho correspondente a 10 átomos de silício, germânio, por ai fora, tudo num espaço de 25 anos. O que isto significa, em termos correctos, é que a partir de agora começamos a esticar os nossos conhecimentos em nanoelectrónica. Seremos forçados a recorrer ás expressões de Schrödinger que em breve farão um século, teremos finalmente de ver (ou até realizar, mas ai tínhamos de chamar o Matt Groening para acabar) o Boring World of Niels Bohr [ha ha, lol (foi o que acabei de dizer)] e finalmente até os grandes génios da genial ciência terão de ler as montanhas ainda por escalar da ficção cientifica. O dia onde poderemos ter uma Chii como nós está a avizinhar-se, hee hee.

Ultimamente, parece que tenho vivido nos Estados Unidos, embora que ainda esteja cá em Portugal. Pergunto se haverá alguma coisa que seja parecido com o jetlag mas que não requira que nos movamos a velocidades hiperterrestres (sabendo que o raio da Terra é  6367.5 km e que velocidade linear corresponde a 2 x pi x raio / 86400, a velocidade com que nos movemos, se não contarmos com o movimento do sistema solar e da galáxia e do enxame e do Universo em relação a outros, é 464 m/s, ou seja, 1667 km/h). Tenho feito chamadas ao João Pestana ás 3 ou 4 da manhã e coincidentalmente só acordo ás 3 ou 4 da tarde. O que sonho é nada, no entanto já tinha referido este facto, o de não ter qualquer representação vivida do sonho, algures por ai. Portanto a razão por acordar tão tarde é inexplicável (mesmo?).

Também inexplicável é o facto de que, em 80% ou mais por cento das vezes que acordo tenho uma dor de cabeça de magnitude extrema que é amplificada pela gritaria habitual dos seres que residem na mesma habitação do que eu. Estar dor de cabeça diagnostico-a como ressaca, mas ressaca do quê? Talvez por ser um nome engraçado, que combina com a terrível dor de cabeça que vai-se dissipando assim que ligo o “ITunes core” cá da cabeça. Talvez tenha sido aquela ressaca que me levou a publicar, nesta semana, o meu grande relatório quasi-doutoramento sobre a grande raça que são os Tauren e a grande class que são os Druids. Teria sido uma grande e honravel ambição, caso não fosse que a maioria das coisas que disse estão datadas da querida Burning Crusade e que actualmente se encontram ligeiramente desajustadas ao contexto do Lich King. De qualquer maneira foi um grande trabalho que acho que qualquer druid precisaria de ler, nem que seja de relance.

O facto de ainda estar viciado (agora menos porque não se faz de muito) no WoW e porque tenho acordado ás 3-4 da tarde limitou muito os meus projectos latentes (como acabar de ler certas séries de Manga, de escrever no meu blogue, de tentar o domínio mundial, de abraçar ursinhas, por ai fora). De tal forma que até 2ª deixei por ler, com esta desculpa e com a desculpa das férias, grande parte das publicações da Shonen Jump (One Piece, Naruto e To Love-Ru). Eram 3 semanas de manga que acabei por ler quando acordei ás 8 da manhã.

Alem de ter reposto em parte o percurso nipónico (já que ainda não tive tempo para ver o Naruto, ainda não passei do filler), finalmente acabei de ver 2 grandes obras de anime: Neon Genesis Evangelion e Interstella 5555. O primeiro já tinha referido. É uma série extremamente interessante, embora que haja um ambiente psicológico extremamente tenso e esticado no fim. Nota-se que, mais ou menos a partir do antepenúltimo, antes do Projecto da Instrumentalidade Humana, que a equipa da Gainax disse para eles próprios uma destas duas coisas (escrevo em português para mais fácil compreensão):

  • Então, é assim, temos já 15 Anjos, porquê não acabar por aqui?/As pessoas querem um fim/Ok, vamos acabar á pressa e embebedar-nos para esquecermos que isto alguma vez existiu.

-ou-

  • Está tudo a ir conforme o plano./Sim, o plano de deixar, para a humanidade, uma obra linda e ocultista sobre o significado da…/O que andas a falar? As pessoas vão notar na grandes falhas que fizemos. Logo daqui a 2 ou 3 anos, voltamos a fazer isto tudo de novo, e dai a outros 3 anos, começamos por refazer isto tudo de novo, e por ai fora, ganhamos dinheiro e ficamos felizes./Era isso?…..Não me tinha apercebido.

Uma pequena critica á grande falta de resolução e digamos, á qualidade relativamente baixa do argumento nos últimos 4 episódios (nunca percebi como o Kaworu se tornou no 17º Anjo tão rapidamente, ou porque ele achava que se ia casar com o Shinji) e também ao facto de actualmente estarem a reescrever, ou melhor, a relançarem para o mundo, o que já se viu há 15 anos atrás. De qualquer maneira é uma série linda, principalmente a parte da Instrumentalidade Humana, que é um tributo á psicanálise, á psicologia e á filosofia.

O Interstella 5555 não deve ser um anime conhecido mundialmente simplesmente porque, tecnicamente, é um clip de música com um “cheirinho á anime”. O anime, para não estar a confundir mais as nossas cabeças relativamente grandes e pequenas, é 1 hora de música proveniente do album Discovery dos Daft Punk. O anime relata a história de uma banda extraterrestre, os Crescendolls, que são raptados do seu mundo natal e trazidos para a Terra com o propósito de dominar o Universo pela criação do 5555º (não consigo dizer em falado) disco dourado. O anime é totalmente composto pelas musicas do álbum, combinadas nas melhores das maneiras com a animação existente. Não existem falas entre as personagens e reduzidos efeitos sonoros. Em suma, uma delicia para os ouvidos que muitos irão gostar.

Sobre o Photoblogging (as minhas tentativas de blogar nesta maldita interface com o Photoshop) devo dizer que por enquanto os resultados são satisfatórios mas que, no entanto, queria mesmo tempo, pois no fim, é tudo o que precisamos, de tempo.

E finalmente lembrei-me do que esqueci no titulo: Quero um Relembrador. Ah isso e que também me esqueci de dizer que agora estou a gostar da experiência Hunter X Hunter. Mas isto fica para outro tempo.

“Science is always wrong. It never solves a problem without creating ten more.”

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