O Dilema do Blogger

29 de Setembro de 2010 at 14:24 (Reminiscências de um Louco)

Bem, isto prende-se bastante com a origem do blogue e, de certa forma, faz sentido estar a fazer isto agora.

Um blogue, como já tinha dito no inicio do meu blogue, é um registo temporal, preferencialmente diário, das nossas actividades e ocorrências.
O dilema reside no facto de que, para blogar, precisa-se de Tempo, retórica e vivência. Tendo os últimos 2, falta-me o mais importante dos 3, que é o Tempo.

Tempo…..algo que parece tão insignificante tem agora uma nova conotação – com tempo podia acabar tudo no blog mas sem ele fico imponente e restrito a escrever no QuickPress, à pressa da caneta (ou teclado).
Algo que nunca tivemos controlo demonstra-se agora vivente, sapiente – que domina a Humanidade pela nossa fraca vontade de o vergar.

Bem, à parte dos romances que podia fazer com o Tempo, o facto continua que, em termos de posts, estou muito atrasado, agora devido à carga de trabalho e aos horários erráticos, em publicar uma miríade de posts, desde o WoW até aos livros que li nas férias, passando pelo meu review do MOO2 vs Ascendancy.

Bem, eu terei de arranjar tempo e cabeça para tudo na vida, pressuponho.

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(sillyness) Of Mice and Man

23 de Setembro de 2010 at 9:42 (Reminiscências de um Louco)

Só por não ter tempo para escrever alguma coisa, não implica que não esteja a zelar pelos meus interesses como bloguista.
Assim, venho-vos mostrar uma coisa que aconteceu ontem – e que fez “pular” o meu registo de visitas.

Uma pessoa anónima, mas não tão anónima, postou 2 comentários parvos, usando o meu nome, a partir de um PC da biblioteca da FCT (se quiserem saber como eu sei disto, digamos que sei ler). Embora lisonjeado pelo meu afamado nome ter chegado aos muros e cabos etherneticos da Biblioteca, e embora eu continue firme na minha aceitação total do direito de liberdade de expressão, há parvoíces, coisas de miúdos, que apenas mentes tolas se lembrariam de postar, quanto mais, no meu nome.
Todos os meus comments tem ao lado do meu username uma pata laranja (ou um conjunto de 4 círculos laranjas, o que quiserem), portanto torna-se um pouco futil estar a passar por mim.

Vou retirar os comments – ou melhor dito, vou coloca-los aqui, na esperança que pessoas parvas acabem por se extinguir.

Grande Urso
quimopato@Patomail.com
193.136.124.153
2010/09/22 às 9:13

Eu tive uma erecção durante as praxes e ninguem se queixou! O tamanho do meu bixo era fenomenal, ele parecia um autentico URSO, só lhe faltava Rugir, o seu pelo encaracolado demonstrava de como era um urso preparado para as condições mais adversas… era o meu Bear Grills…

Ontem tive numa aula… e nem imaginam, eu consegui deduzir o numero 1 apartir de um clip e de um bocado de tecido que tinha no bolso… Consegui deduzir este numero quando assoava o meu nariz a ponta da camisola e tirava macacos, por isso tão a ver o meu intelecto superior…

Eu sei que ainda tou no segundo ano mas os meus Catrolhos ja sabem Resistencia dos Materiais 1,2 e estão a desenvolver a 3, o regente vai ser o pelo que tenho no meio das nalgas

As caloiras deste ano que se ponham a PAU, porque o meu Grande URSO vai ter um Massive Erection Again!

HAHAHA agora vou ver o Digimon que tá a dar na Sic!

Ursinha
quimopato@Patomail.com
193.136.124.153
2010/09/22 às 9:18

Ainda tou para ver essa erecção! Ou tu só levas nas nalgas?

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Aqui, no Norte (Parte 2)

23 de Agosto de 2010 at 14:42 (Reminiscências de um Louco)

Outra vez um memento das férias, mas com pouco para contar, desta vez.

Tenho estado empenhado na leitura, e acabei de ler o Frankenstein há algum tempo, tendo depois passado para o The Centauri Device.

O Frankenstein – e contra a opinião popular – não é, de maneira alguma, aquela figura grotesca que aparece nos filmes a ele dedicados. Para já, Victor Frankenstein é o nome do cientista que criou o monstro. Para não estar a dar muitos spoilers (que irei dar na minha review, se tempo couber) digo simplesmente que é uma novela sobre a luta entre o bem e o mal, a essencia da vida e emoção, o medo do desconhecido e grotesco. Um livro que poderei ter derramado uma ou outra lagrima, tal era a prosa, enaltecida, pelo inglês victoriano de outróra.

The Centauri Device – de M. John Harisson está-se a tornar numa surpresa, digamos inesperada. Não tem a beleza do Star (Gate,Trek ou Wars) – não tem beleza ponto – o protagonista e o mundo em si é miserável e o livro, devido a isto tudo, é bastante pesado de ler. A prosa é a parte recompensadora; ai existe um trabalho de ideias que – embora não corriga o ambiente do livro – nota-se perfeitamente nas alturas em que perguntamos ao livro o que falta.
Ainda não o acabei, mas já sabem a minha ideia. Na verdade fiquei mais desapontado do que devia porque antes de o ler a minha mente deu uma volta criativa e escreveu 5 novelas quintológicas, um filme e uma série de 4 temporadas. The Great Journey (assim como escrevi mentalmente o titulo do 1º) fala de um ataque surpresa a uma comunidade “local” por uma especie extra-galactica. Uma nave colonizadora, de nome Brissingr, saia do porto quando, apanhado no meio deste ataque, encontrou-se subitamente numa outra galáxia – longe de casa – e com as suas 10000 almas a despertarem para o que era um mundo que não estava preparado para os acolher.

Ainda pensei em escrever o livro, mas…. não sei como o aguentava – agora mesmo estou-me a aguentar de escrever a história toda.

Como vejo que o meu tempo é curto, deixo-vos por aqui, e até 5ª, altura em que voltarei.

O norte faz bem, mas depois tende a fazer mal.

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Aqui, no Norte

17 de Agosto de 2010 at 13:46 (Reminiscências de um Louco)

Bem, como se o titulo não fosse obvio, encontro-me agora num computador posicionado na nossa cara região do Norte, mais concretamente em Chaves, a escrever este pequeno post como um memento das minhas férias actuais.

Antes de vir para cá, estava com uma insónia tremenda (e desta vez nem o Mr. Tiago Valente nem qualquer outro poderia ultrapassar, já que sem sono andava por 2 dias) que alguns dias de repouso cá no Norte curaram, como hábito. Nesta altura o norte enche-se de festas, e in/felizmente fui levado a 2, primeira o aniversário de uma tia minha – numerosa a nossa familia é que encontro familiares que de longe vieram (França, Suiça e até Luxemburgo) e encontro-me num cenário parecido ao do “Lost in Translation” – uma encruzilhada entre 3 ou 4 linguas, apenas uma me é natural e a outra esforçada, e as restantes desconhecidas, ou se conhecidas, pouco o eram. A segunda festa foi uma continuação da 1ª, embora esta tenha sido de aldeia, e não de familia tambem. Descobri um “primo” meu, afastado de Portugal, que tambem segue a mesma profissão que eu escolhi há um ano atrás – de estudar – engenharia civil.

Por enquanto tenho-me divertido como posso – estou a tentar calcular o PI até a enésima casa decimal, com C (o que seria impossivel se não tivesse muita paciência para aguentar um código horrendo e aborrecido), no meu Nokia 3200 (ou 2300 ou qualquer coisa) – usando o Turbo C++ correndo do Dosbox que com esforço instalei; tenho estado a jogar Zelda (o que num Symbian sem teclado é um pouco de tortura) e tenho estado a ler Frankenstein, que, se as minhas recollecções do filme estiverem correctas, chega a ser tão diferente, que o livro em si se antropomorfiza. Tambem trouxe o “How to Kill a Mocking-Bird” – um classico presumo americano – e “The Centauri Device” – ficção ciêntifica. Alem destes trouxe o estudo comigo.

Falando de estudo, a minha caixa de correio entregou-me aos olhos uma mensagem da BEST a dizer que logo nas minhas férias ia haver uns cursos de verão – que reflectiam sobre a minha àrea. Bolas.

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Código para Catenária

31 de Julho de 2010 at 20:30 (Bloco de Notas)

Bem, tinha planeado fazer isto há algum tempo — mais concretamente quando tivesse a minha nota final em Introdução aos Computadores e Programação (que é 19, já agora). Este código é basicamente o resultado de um trabalho de duas semanas cujo propósito era a criação de um programa (embora o Octave seja scrpting language) que calculasse os custos inerentes à construção de uma linha telefónica.

A razão principal é simplesmente como auxilio, não só para os meus caros colegas, mas também como um marcador para quem tem curiosidade no tema.

O código está escrito em GNU Octave (http://www.gnu.org/software/octave/) e é compatível com o Matlab. Mais tarde postarei uma versão do trabalho que levou à criação do código e a versão do código em C (uma desculpa para o praticar; se alguém poder optimizar agradecia). O código do Octave tem alguns “erros”, e quando digo isto, digo que haviam partes que podiam estar melhoradas em eficiência, embora, no geral, tudo funcione como devia. Os resultados estão todos certos e podem-se ajustar certos valores no programa em si. Recomendo que o dx seja sempre igual ou maior que 0.1, devido À eficiência da linguagem Octave. Os valores dos custos e referentes não recomendo mudar, devido aos “erros” que referi anteriormente.

Também tive outro trabalho que foi uma organização de uma base de dados — algo relativamente simples em relação ao MySQL que tanto odeio. Assim que tiver o meu tempo postarei.

kappa.m

function k = kappa(n_f,r_f,d_f,r_a,d_a,t)

% ----------
% Conversões
% ----------

r_f = 0.001 * r_f;
r_a = 0.001 * r_a;
d_f = 1000 * d_f;
d_a = 1000 * d_a;

% ----------
% Calculo da massa unitária dos fios electricos
% ----------

v_f = pi * r_f^2;
m_f = v_f * d_f * n_f;

% ----------
% Calculo da massa unitária do cabo de apoio
% ----------

v_a = pi * r_a^2;
m_a = v_a * d_a;

% ----------
% Calculo do peso unitário e do kappa
% ----------

w0 = (m_f + m_a) * 9.8;

k = w0 / t;

endfunction

caten.m

function d = caten(k,h)

e = 0.1;

j = 1;
Y(1,1) = 0;
Der1(1,1) = 0;
Der2(1,1) = k;
A(1,1) = 0;

while (Y(1,j) < h);
j = j + 1;
Y(1,j) = Y(1,j-1) + Der1(1,j-1)*e + (1/2) * (Der2(1,j-1))*(e^2);
Der1(1,j) = Der1(1,j-1) + Der2(1,j-1)*e;
Der2(1,j) = k * sqrt(1 + (Der1(1,j))^2);
A(1,j) = A(1,j-1) + e;
endwhile

d = A(1,j-1);

endfunction

c_caten.m

function c = c_caten(k,d)

e = 0.1;

Y(1,1) = 0;
Der1(1,1) = 0;
Der2(1,1) = k;
A(1,1) = 0;
c = 0;

for j = 2:((d/e)+1);
Y(1,j) = Y(1,j-1) + Der1(1,j-1)*e + (1/2) * (Der2(1,j-1))*(e^2);
Der1(1,j) = Der1(1,j-1) + Der2(1,j-1)*e;
Der2(1,j) = k * sqrt(1 + (Der1(1,j))^2);
A(1,j) = A(1,j-1) + e;
c = c + sqrt(e^2 + (Y(1,j)-Y(1,j-1))^2);
endfor

endfunction

custo.m

function c = c_caten(k,d)

e = 0.1;

Y(1,1) = 0;
Der1(1,1) = 0;
Der2(1,1) = k;
A(1,1) = 0;
c = 0;

for j = 2:((d/e)+1);
Y(1,j) = Y(1,j-1) + Der1(1,j-1)*e + (1/2) * (Der2(1,j-1))*(e^2);
Der1(1,j) = Der1(1,j-1) + Der2(1,j-1)*e;
Der2(1,j) = k * sqrt(1 + (Der1(1,j))^2);
A(1,j) = A(1,j-1) + e;
c = c + sqrt(e^2 + (Y(1,j)-Y(1,j-1))^2);
endfor

endfunction

mais_barata.m

function [i,j] = mais_barata(M)

m = min(min(M));

for r = 1:rows(M);
for c = 1:columns(M);
if (M(r,c) == m);
i = r;
j = c;
endif
endfor
endfor

endfunction

catenaria.m

function M = catenaria

P = [7, 1000; 8, 1100; 9, 1400; 10, 1700];
F = [9.6, 1.8; 4.0, 2.1; 1.5, 4.1];

for i = 1:4;
for j = 1:3;
M(i,j) = custo(15323,P(i,1),P(i,2),F(j,1),F(j,2));
endfor
endfor

endfunction

catenaria_final.m

function catenaria_final

% Calculo da matriz de custos e do menor custo

M = catenaria;

custo = min(min(M));

[i, j] = mais_barata(M);

% Determinação da altura do poste

p = i + 6;

% Determinação do tipo de cabo

if (j == 1);
cabo = "cobre";
d_f = 9.6;
elseif (j == 2);
cabo = "liga leve";
d_f = 4;
elseif (j == 3);
cabo = "liga extra-leve";
d_f = 1.5;
endif

% Calculo do kappa e dos restantes valores

k = kappa(100,1,d_f,2.5,8,3000);

[d,a] = caten_2(k,i); % O caten_2 calcula, alem da distância entre o ponto minimo da catenária e o poste, a altura minima entre o cabo e o solo
c = c_caten_2(k,d); % O c_caten_2 cria o plot da catenária

n_intervalos = ceil(15323/(d*2));
postes = n_intervalos + 1;

ct = n_intervalos * (c*2);

% Disp dos valores obtidos

printf("Melhor Projecto: \n \nnumero_de_postes_a_utilizar = '%g' \naltura_dos_postes = '%g' \ndistancia_entre_postes = '%g' \naltura_minima_ao_solo = '%g' \ncomprimento_do_cabo = '%g' \nmaterial_do_cabo = '%s' \ncusto_total_do_projecto = '%g' \n",postes,p,d*2,a,ct,cabo,custo);

endfunction

caten_2.m

function [d,a] = caten_2(k,h)

e = 0.1;

j = 1;
Y(1,1) = 0;
Der1(1,1) = 0;
Der2(1,1) = k;
A(1,1) = 0;

while (Y(1,j) < h);
j = j + 1;
Y(1,j) = Y(1,j-1) + Der1(1,j-1)*e + (1/2) * (Der2(1,j-1))*(e^2);
Der1(1,j) = Der1(1,j-1) + Der2(1,j-1)*e;
Der2(1,j) = k * sqrt(1 + (Der1(1,j))^2);
A(1,j) = A(1,j-1) + e;
endwhile

d = A(1,j-1);
a = (h - Y(1,j-1)) + 6; % Altura minima entre o cabo e o solo

endfunction

c_caten_2.m

function c = c_caten_2(k,d)

e = 0.1;

Y(1,1) = 0;
Der1(1,1) = 0;
Der2(1,1) = k;
A(1,1) = 0;
c = 0;

for j = 2:((d/e)+1);
Y(1,j) = Y(1,j-1) + Der1(1,j-1)*e + (1/2) * (Der2(1,j-1))*(e^2);
Der1(1,j) = Der1(1,j-1) + Der2(1,j-1)*e;
Der2(1,j) = k * sqrt(1 + (Der1(1,j))^2);
A(1,j) = A(1,j-1) + e;
c = c + sqrt(e^2 + (Y(1,j)-Y(1,j-1))^2);
endfor

plot(A,Y);

endfunction

Just run catenaria_final.m com todos os módulos e recebem os resultados. Todo o código aqui é disponibilizado gratuita e livremente, para propósitos educacionais e não-comerciais. O Autor não se responsabiliza de qualquer modo sobre quaisquer danos que o código possa fazer.

P.S.: Eu sei que o código aparece “mal” mas não posso evitar, é da UI que escolhi para o blogue.

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Tempos Idos, Tempos Passados

31 de Julho de 2010 at 1:24 (Reminiscências de um Louco)

Já faz algum tempo desde que publico alguma coisa no meu blogue. E também pouco tenho feito na blogosfera, digg-o-sfera, facebook (não sei se será esfera) ou reddit (que apenas passo por lá por causa do Twitter, que também pouco tenho usado, apenas para anunciar a minha aprendizagem de Octave, C, C++ e Java, os dois últimos por sequer começar, embora um pequeno passo para o C contribui para um grande passo para o C++. No entanto, divago).
Revistando isto tudo que aconteceu nos últimos digamos, 4 meses desde que algo foi publicado aqui, os remarks mais relevantes, no que toca ao meu mundo da Internet são estes:
A Catarina continua a postar no blogue dela, o Tiago estranhamente “caiu” e recentemente não consigo aceder à relíquia que é o seu blogue, o Cris divergiu muito do que na verdadeira essência devia ser um site de Física, mas compreendo perante o carácter dele.
O Death Note Forum deixei em paz assim como as minhas visualização periódicas de Manga, Anime e até (e por infelicidade) o Fringe — embora que, de certa forma compensei por ter acabado o Stargate Universe e o Star Trek: Enterprise, ambos preciosos momentos da ficção cientifica.
Aderi a um projecto de tradução, chamado TDArlete (Tradutor da Dona Arlete) que, embora nem a sigla nem o nome em si sejam explicativos, é um projecto de traduzir as quests existentes no World of Warcraft em Português. Um grande projecto, mas que no entanto começa pequeno.
Já remetendo ao World of Warcraft, após 2 anos de liderança, larguei o cargo de Guild Master da For The Horde. Eu sei que para 99% de vocês não deve importar nada, mas mesmo assim, planeio fazer um post explicando mais afincadamente as minhas razões.
Como a ultima coisa relevante que devo ter feito aos vossos olhos, postei a Wir An Freude no Facebook, o que suscitou comentários interessantes, mas nenhum (salvo talvez um) tenha referido a grandiosidade que é a 9ª Sinfonia de Beethoven, muito menos o significado que teve, já que foi imediatamente após ter acabado o meu ultimo teste — logo entrado em férias oficialmente — que postei o emblemático poema.

Então…….
……..porque é que não postei nada até hoje?

A resposta chega a ser simples e no mesmo tempo complexa. Estando sobrecarregado com a insanidade que é a época normal de exames, pouco ou nenhum olhar poderia dar na internet (a não ser para descansar um pouco e jogar um pouco de WoW). De facto, a maneira como as coisas se entrelaçavam uma após outra tornavam passar tempo na Internet proibitivo — de tal modo que escrever qualquer post se tornava uma obrigação, não um prazer.
A altura em que mais tive vontade de escrever foi aquando da morte de José Saramago, um autor que, embora apenas tenha lido o Memorial do Convento (e tendo em conta os meus hábitos literários, será longe deste momento que me atreverei a ler um livro em português, salvo os técnicos…) considero que a sua perícia na escrita é algo que dificilmente será replicado.
Uma parte que me arrependo um pouco é a falta quase absoluta de contacto com os meus antigos colegas, mesmo eles estando à distancia de um clique. Deveras, sempre prefiro o contacto físico, embora que, estranhamente, não o procure — os únicos sítios onde encontraria o Tiago ou o Rafael, meus grandes colegas, seria no metro; e isto se tivesse a sorte ou azar de ficar na faculdade a acabar um trabalho, já que a intersecção matemática dos nossos horários é mínima, no máximo.

Bem, por agora, vou tentar mudar as coisas ligeiramente. Esperando partir em breve para um Norte cada vez mais quente, e principalmente sem esta calculadora gigantesca, tenho de acabar o que deixei pendente.

Ler Manga, ver Anime, degustar Fringe…tudo parte de um pequeno descanso que tenho onde, com sorte posso contactar a maioria dos meus colegas, em ânsia de reganhar o que pelas brumas do tempo passou ao lado.

Um pequeno relato do que agora estou a fazer, estou a ler um livro: World Of Warcraft – War of The Ancients: The Demon Soul e, por mais estranho ou engraçado que seja, está a ser bom……… agora se tivesse começado do inicio, mas é o que dá pela trilogia não vir junta. Maldita Fnac.

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Aplicação da Estática no World of Goo

19 de Abril de 2010 at 16:53 (Bloco de Notas)

Bem, talvez pela primeira vez na história deste blogue, vou dar um contributo cientifico aos meus leitores. Deixem só correr o World of Goo que já vos vou explicar….

loading…

spinning violently around the y-axis…

meticulously diagramming fun….

swapping time and space…

filtering moral…

Bem, o World of Goo é um grandessíssimo jogo. Quer dizer, apenas ocupa uns 100 e tal MB, e também não tem gráficos de morrer, e também não é um jogo realmente popular, feito por aquelas empresas de renome como a Konami ou a EA….

…. então o que este jogo tem de especial para que esteja a escrever sobre ele e, muito mais, por o estar a relacionar com estática?

Bem, falando um pouco da história do jogo (o que sabemos que é proveniente da wikipedia, para vos poupar trabalho)…. Este jogo foi desenvolvido pela 2D Boy, que é, digamos, uma empresa independente que se formou quando dois homens, chamados Kyle e Ron, depois de saírem da EA, decidiram criar, sem a ajuda de grandes empresas, um jogo que todos pudessem desfrutar. O resultado é o World of Goo. O World of Goo foi lançado a 13 de Outubro de 2008 e existe para várias plataformas, como Windows, Mac, Linux ou até para a Wii. Foi bem recebido pela media internacional, tendo recebido bastantes criticas positivas e tendo ganho alguns prémios que o distinguem.

Então, falando do jogo em si. O World of Goo passa-se num mundo infestado de pequenos seres esféricos chamados Goo Balls e que percorrem o mundo (por alguma razão desconhecida). Eles fazem-lo criando estruturas nas quais as Goo Balls depois podem ser recolhidas por um cano hidráulico e podem prosseguir nas suas viagens. /yawn (não parece?), mas a melhor maneira de ver o jogo é talvez por um exemplo. Apresento-vos o 1º Nivel – “Going Up”:

Este nível, que por ser o primeiro, tem uma função de tutorial, explica metade do que se pode fazer no World of Goo: Temos uma estrutura no meio, por onde temos de ligar as Goo Balls umas a outras para chegarmos ao pé do cano, altura em que as Balls são aspiradas. A não ser que não tenham qualquer conhecimento de vida real, isto nem devia ser um problema (basta estar a empilhar as balls para cima e cima e cima…..). No entanto, se analisarmos isto de um ponto de vista mecânico, isto chega a ser um exemplo de estática, uma “estrutura articulada” (ou treliça) – uma estrutura composta apenas por barras e rótulas interligadas entre si. Como cada Goo Ball tem um certo peso e um movimento pelas vigas aleatório (a não ser que se use o apito, que depois irei explicar) e como cada ligação tem uma certa força elástica máxima (F = k*x, sendo k a constante elástica) podemos considerar esta torre como uma treliça em qual está a ser efectuada uma carga que podemos considerar uniforme.

Para acabar o nível…..

Como podem ver, a torre fez-se bem: comecei a construir um triângulo inclinado mas depois foi encurvando; aproveitei o ultimo para depois apanhar o vácuo do tubo e acabar o jogo. Agora falando de coisas mais sérias, e passando para o 2º nivel – “Small Divide”:

Provavelmente o melhor exemplo da aplicação de estática (e como melhor digo o mais compreensível) neste jogo. O propósito deste nível é simples: usar as Goo Balls para construir uma ponte para chegar ao ultimo lado. Aqui as coisas podem ser mais complicadas, já que o material que temos é finito e temos de acabar o jogo com 8 Goo Balls para recolher: fazer uma ponte demasiado resistente, ao gastar mais balls, pode impedir a finalização do nível; fazer uma ponte “à pressa” irá acabar por cair.

Em termos de estática, este é um exemplo típico: uma treliça suportada inicialmente por 3 apoios fixos (que tem um certo limite de esforço, já que bastante peso numa extremidade pode provocar o levantamento dos apoios) e onde se está a exercer uma carga constante (resultado do peso próprio da estrutura mais o peso das goo balls volantes). Este sistema é externamente hiperstatico e internamente isostatico (já que é composto por malhas triangulares). à medida que a ponte se vai desenvolvendo, devido à adição de cargas pelo lado direito da treliça, a reacção vertical vai diminuindo até chegar a 0 (altura em que a ponte acaba por sucumbir e cair ao precipício) ou até a parte direita da treliça chegar à outra parte, formando outros apoios fixos e em principio, concluindo o nível. A adição de mais uma goo ball à estrutura cria uma situação mecânica diferente da anterior e da seguinte, já que o numero de malhas e libertações aumenta ou diminui, conforme.

Em termos de resolução, sugiro que se realize a ponte o mais rapidamente possivel, aproveitando o momento em que uma curvatura imposta da ponte tende a estabilizar. No entanto, se se realizar tudo rectilineamente fica-se com algo do género.

Neste caso, a ponte fica a abanar no meio, devido ao movimento das goo balls, mas de resto, é um sistema estável.

Isto são apenas alguns dos exemplos que neste jogo existem, já que, honestamente, existem imensos níveis, dentro de 5 capítulos (cada capitulo representa uma estação, e de certa forma introduz um novo tipo de ball a ser usada, como a Beauty Ball, a Fire Ball, a Vector Ball, etc…), cada um com o seu quê de especial. Por exemplo, no nível “Graphic Processing Unit”, no chapter 4: “Information Superhighway”, o objectivo até chega a ser interessante e relaciona-se mais com física aplicada: as Vector Balls (as verdes) e as “Virus Balls” (as vermelhas, que tem a hipótese de se ligarem entre si, fazendo cadeias) tem de ser usadas para construir primeiro uma ponte desde o cordel solto até perto do cano, para depois enviar as Vector Balls, que serão sugadas pelo vácuo.

Embora não se consiga ver o cano, devido à dimensão do nível (embora ele esteja assinalado com uma seta), todas as bolas lançadas a partir da plataforma segundo um vector, tem depois uma trajectória elíptica, da mesma forma que os planetas giram à volta do Sol, não envolvendo qualquer conceito de estática mas sim de gravitação.

Falando agora de outro exemplo que referi anteriormente, o do apito. No nível intitulado “Whistler” todas as goo balls (que neste caso sendo condensadas, não podem fazer ligações) estão numa estrutura suspensa por um cabo. O apito “chama” as goo balls para o mais perto possível do apito, portanto redistribuindo as cargas. O objectivo consiste em apanhar as “Spit Balls” (permitem fazer ligações de tipo cabo) e depois usa-las na outra extremidade.

Para acabar isto mostro um ultimo exemplo de estática no World of Goo, o nível “Ode to the Bridge Builder”:

Está a anoitecer e as Goo Balls, desesperadas de passarem para o outro lado (provavelmente para descansarem depois de um longo dia de trabalho), encontram este obstáculo: um precipício gigantesco separa as duas margens….

Como fazer isto? Em termos estáticos, podem-se criar apoios na face vertical e depois construir encurvadamente. No entanto, e independentemente do método (a não ser que se seja extremamente rápido) a ponte acaba por cair e estabilizar, tendo de depois criar uma estrutura trepante, na outra face vertical. Acabar este nível com bastantes goo balls chega a ser difícil, pelo que o requerimento mínimo para este nível é de 8 balls (no entanto há que se ter conta que temos imenso material). Um resultado possivel seria este:

Tive alguns problemas… Decidi fazer 1 apoio vertical e construir para cima, no entanto, a carga era tanta que a estrutura encurvou e tive de reforçar, ao construir umas malhas entre o apoio e a parte da treliça “desencurvada”. Eventualmente, quando não podia construir mais em altura, construí horizontalmente. Tive de aproveitar a rotação e o momento da treliça para depois colocar, com alguma sorte à mistura, o apoio na outra face vertical. Acabei o nível com 26 goo balls 😛

Não vou falar mais sobre o jogo, senão estrago-vos a experiência. No entanto, há um aspecto do jogo que gostava de falar: a opção multiplayer. Neste ultimo caso, só eram precisas 8 goo balls para acabar o nível….. então, para onde foram as outras 18? A resposta é simples – todas as balls recolhidas em excesso vão para um pseudo-nível chamado World of Goo Corporation (que vai mudando conforme a progressão no jogo). Esse nível não tem objectivos e é uma espécie de “sandbox” onde podemos fazer tudo o que quisermos com as nossas 300 goo balls (máximo que o jogo permite). Basicamente, se estiverem ligados à net, podem tentar construir a torre mais alta do mundo e comparar os vossos resultados com milhões de pessoas pelo mundo inteiro. Se a memória não me engana, a maior altura já alcançada ronda os 56 metros.

Onde arranjar o jogo é convosco, mas se o arranjarem, joguem-lo: não perdem nada e se calhar (mas isto é um exagero horrendo) até praticam estática.

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“The gist of it”

10 de Março de 2010 at 17:55 (Bloco de Notas, Reminiscências de um Louco)

Well…….. For the first time ever I’m going to write in english, on my blog, just to show you that I can, indoubtley, write an five-hundred word remembrance about my first weeks in the 2nd semester in what obviously is, a very rewarding, albeit tiresome course.

This would be all sweet and dandy, if anyone even bothered to read all my “supposedly” gibberish dribbles and scribbles that I dwaddle along in this stratospherical zenith of an experimental experiment in “on the clouds” computing. Before I reboot my vocabulator I just want to say to all my increasing readers I’m a big fat liar because I failed in delivering these four posts in the last weekend (I’ve bored myself of existential thought until today). Roger roger.

— End Operation —

Bem, como poderão pedir ao Google que vos traduza, vou então fazer o que disse dizendo ai a uns milhões de bits atrás.

O 2º Semestre começou bem, embora tenha sido tramadito um pouco no inicio…. Em Desenho Assistido por Computador tive o problema de que, ao inicio, por ter escolhido um computador que estava mais perto do quadro e da projecção (por problemas de visão, presumirei eu) inadvertidamente escolhi um velho CRT como monitor…. e como não podemos mudar de computador (coisa que verifiquei ser meio falso) os meus olhos sofreram bastante (praticamente porque tenho um LCD que emite muita menos radiação e emite luz com maior refresh rate); de resto tudo corre como esperado, ah e isto é sem contar com os mais ou menos frequentes falhanços tecnológicos, o que penso ser da quantidade de cabos defeituosos que ligam os computadores aos monitores e que já me afectou.

Análise 2 continua a ser tão interessante como antes, pouco há para dizer ai: basicamente estamos a trabalhar com mais variaveis.

Os maiores problemas tenho-os entre as 3ª e 5ª: Em primeiro, na 3ª e na 4ª começo as aulas ás 9 (uma hora depois das 8 ) o que  demora um pouco a habituar: os metros chegam (se o apanhar a um quarto p’as 9) um pouco atrasados, e ainda demoro uns 3-5 minutos a chegar ao Ed. IX. A sala de Estática tem uma quantidade atmosférica de pó incrivel……mente alta – ontem praticamente não conseguia respirar sem sentir o sabor a mofo e a metal na boca. Talvez o pó acumule-se mais atrás, mas isso não terei certeza. O que mais no inicio me espantou foi termos Estática Practica antes da Teórica, mas não foi algo relativamente novo para mim; em teoria estamos sempre mais avançados do que na teórica. 4ª tenho o mesmo problema do pó no Auditório do Ed. IV, assim como alguns problemas em iluminação e em temperatura (talvez atribuidos á longa duração de Geologia).

5ª feira o problema é que volto a acordar para estar ás 8. De facto o maior problema (se se o poder considerar) é o atraso que certos professores tem em relação ás horas marcadas. Todas as cadeiras estão a ser interessantes, embora que a maioria seja aborrecida.

Introdução aos Computadores e Programação pode ser um “highlight” do 2º semestre: embora não estejamos a dar C ou C++ (as linguas que queria mesmo saber) estamos a dar Octave (Octave sendo uma versão gratuita de outro programa chamado Mathlab, e quando digo versão gratuita, quero dizer que reconhecem e correm o mesmo código). O Octave é uma língua estranhamente versátil, mas orientada para as matemáticas – torna-se escusado dizer que, apenas com alguns comandos consigo (e consegui) fazer metade dos programas das practicas. Não é uma língua aborrecida e penso que seria realmente capaz de a usar no meu dia-a-dia empresarial. O 1º trabalho de grupo que temos é a determinação da opção mais rentável para a construção de uma linha telefónica (ou de electricidade) que ligue duas aldeias. Já dei umas olhadelas, mas prefiro acompanhar o rumo de trabalho.

No que toca aos almoços, tenho o azar de acabar as aulas normalmente ás 2 da tarde, e arranjar um comer “como está escrito na ementa” é complicado. No entanto safamo-nos…….

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Vault of Archavon – Archavon the Stone Keeper

6 de Março de 2010 at 18:16 (A Jornada do Grande Urso, A Jornada do Grande Urso - Na Crusada do Conhecimento, A Jornada do Grande Urso: Pelos continentes gelados)

Vault of Archavon
Archavon The Stone Keeper

Durante este post irei-me referir sempre ao Modo Normal (10-man).

Preparações e Introdução

Para irem a Vault of Archavon precisam antes de ganhar o domínio de Wintergrasp para a vossa facção correspondente (ou seja, apenas precisam de ter acesso ao Forte de Wintergrasp; uma equipa contrária que esteja dentro da câmara da Titan Relic ainda pode fazer VoA se entrar na instance). Normalmente as mesmas equipas que conquistaram Wintergrasp fazem a seguir VoA. Isto porque em Vault of Archavon os bosses: Archavon, Emalon Koralon, e mais recentemente Toravon dropam respectivamente peças aleatórias dos Tiers 7, 8, 9 e 10 e peças dos sets de arena das season 5, 6, 7 e 8, respectivamente.
Portanto, para melhor aproveitar este facto, uma raid para VoA deve ser preferencialmente composta de membros de várias classes.

Em termos técnicos, para derrotar o Archavon, precisam de um Tank capaz, dois Healers e um resto de DPS (não importa se é ranged ou melle). O uso de offtank é opcional, mas isso vou explicar mais tarde. A raid tem de garantir que pode fazer 8k de DPS contínuos durante o encontro; se não conseguirem, dificilmente conseguirão vencer o Archavon.
Com pessoal que tem Tier 6.5 (ou seja, equiparam-se nas 5-man de Northrend ou usando as receipes básicas de Northrend de profs) consegue-se com 9-10 ppl fazer com relativa facilidade o Archavon.

Assim que entram na instance, tem de descer uma escadaria e lutar contra uns mobs que guardam o corredor principal, o que por sí só não deve representar uma grande dificuldade. VoA é composta por 4 wings, todas ligadas a este corredor. A wing onde se encontra o Archavon é a que está no fim desse corredor.

Archavon

O Archavon por si só é um boss relativamente fácil de lutar, ao estilo do Tank & Spank, mas para tornar a batalha interessante a Blizzard decidiu dar umas skills ao Archavon k o tornam especial.

Em primeiro lugar, e isto é o mais importante de todo o encontro: ele tem um enrage que se activa passados 5 minutos após ele ter entrado em Combat.
Por causa deste facto o Archavon tem de morrer nesses 5 minutos a não ser que a raid se queira suicidar. A maneira como se assegura isto é fazendo os 8k de DPS que disse no inicio durante o encontro todo.
Devido a esta peculiaridade, o Archavon pode-se considerar um Gear Check – verifica se temos capacidade em termos de equipamento para prosseguirmos.

Em segundo lugar, também importante, por vezes o Archavon decide saltar de um lugar para outro. Com estes saltos ele começa a fazer uma nuvem à volta dos seus pés. Quem estiver dentro ou até perto dela recebe 2k de damage por segundo.
Parece pouco, mas basta alguém estar a lutar por 10 segundos dentro da nuvem e morrer, e a raid vai-se abaixo com o enrage do Archavon.
A solução para isto é o Main Tank (que deve sempre ter o Archavon agrado) gentilmente afastar o Archavon para uma zona limpa, sem que os DPS’ers caiam na nuvem.

Em terceiro lugar, e provavelmente o 2º aspecto mais importante do encontro, de vez em quando o Archavon zanga-se com a raid que o quer matar e decide paralisar por instantes a raid toda. Por dois segundos ficamos paralisados, à excepção do nosso querido Tank, que fica paralisado mais uns 8 segundos. O Archavon depois vira-se a quem tinha o threat mais elevado sem contar com o Tank.
A não ser que tenham na raid membros que agrem mais que Warriors, Paladins ou Death Knights (as classes com maior HP) não terão problemas com wipes pois caso tenham a situação controlada eles ficam a aguentar o dano que o Main Tank aguentaria até ele voltar ao activo.
Uma boa estratégia caso o Archavon se vire contra um clothie é correr, visto que o Archavon tem uma velocidade lenta e que, em certas condições, não chega a atacar o clothie.
Caso nada disto seja possível na raid ou se preferem não correr riscos, arranjem um Off Tank.

Esta ultima habilidade pode trazer alguns problemas porque, caso os DPS’ers estejam sem atenção ou suficientemente afastados do Archavon para notarem o Stomp, não notam que o Main Tank está ainda paralisado. Uma coisa útil e que ajuda as raids iniciais é o Main Tank dizer Off ou On quando ele entra ou sai desse stun.

O Archavon conta com uma 4ª habilidade: ele deita as estalactites para o chão de um target aleatório (mas que não o tank). Esta habilidade é normalmente inofensiva, desde que os healers sejam atentos e competentes.

Os papeis do Tank, dos Healers e dos DPS’ers

O Tank pode ser qualquer classe que tenha bastante HP e que consiga mitigar alguns danos (45% é já aceitável), ou seja, pode ser um Druid, um Warrior, um Paladin, um Death Knight ou (e isto caso estejam mesmo desesperados) um Shaman. Tenho de dizer que prefiro os Druids para este papel, porque facilmente ultrapassam a HP das restantes classes e porque é necessária o controlo da agro e da threat que os Druids e Warriors tem facilitados.
O Tank não se deve preocupar com o dano que dá neste encontro, mas mais com o boss em si: precisa de o ter agrado a todo o custo e a praticamente todos os momentos, com detalhe especial para a nuvem. Em termos de posição, o Tank pode ficar em qualquer espaço da wing.

Os Healers tem o papel vital de garantir a sobrevivência da raid. Devem ser no mínimo dois: um para healar o Tank e outro para healar a raid. Penso que ambos tem a sua importância portanto vou falar deles em separado.
O healer do Tank pode ser um Resto Druid ou alguém que não tenha problemas em healar pequenas quantidade de dano rapidamente. Um bom Resto Druid pode facilmente healar o Tank que, já mitigando metade dos danos que receberia, não precisa de heals brutos.
O Healer da raid provavelmente tem de ser o mais atento dos healers porque tem de tomar atenção ás estalactites que caem nos membros da raid como tem de tomar atenção aos membros da raid que entram por acidente (esperam eles) na nuvem. Convem que este healer seja um Priest ou um Paladin embora que qualquer classe que consiga dar heals de grande magnitude instantaneamente ou quase instantaneamente serve para este propósito.

Os DPS’ers só tem de ter cuidado com uma coisa: com a nuvem. Isto porque a nuvem gera-se sempre no sitio em que o Archavon normalmente é enfrentado. Eu diria para terem cuidado com o DPS, mas o vosso destino já estava traçado antes de entrarem: ou conseguem dar os 8k, ou não conseguem, ou conseguem à rasca matar o Archavon.

Posicionamento

O posicionamento da raid é simplissimo: Healers e Ranged DPS’ers para a entrada da wing e Melle DPS’ers e o Tank para o meio. O tank não se deve afastar muito para dentro, correndo o risco de ficar fora do range dos Healers e dos Ranged DPS’ers.

Achievements

Após terem derrotado o Archavon recebem o achievement Archavon The Stone Watcher. Não existe Realm First para este boss e, caso derrotem o Archavon, o Emalon e o Koralon com uma diferença de menos de um minuto receberão o achievement Earth, Wind and Fire.

Addons

Defendo que cada um usa o que lhe vier ao coração 🙂
Mas para ser concreto existem addons que aqui tem bastante utilidade. Durante os meus encontros com o Archavon, usei estes addons:

Omen – O Omen é um threat meter, ou seja, mede a ameaça que todos os membros da rais estão a provocar no Archavon. Especialmente útil para Tanks, recomendo que pelo menos este tenha-o, para saber quem será afectado pelo período de paralisação

Skada – O Skada é o ponto focal desta raid, já que é um counter. Ele regista todo e qualquer dado que tenha existido no encontro, quer ele seja o tipo e o dano que os ataques específicos de cada um fez no boss, quer em saber quem heala mais e melhor quer como saber o DPS de uma raid, o que é o que nos interessa neste caso. Podem treinar num boss ou até nas puppets de treino, desde que verifiquem que fazem os 8k de DPS, estarão safos.

Conclusão

É impossível para alguém prever como a batalha irá correr, mas seguindo estas dicas podem pelo menos ter uma base de onde partir para derrotarem o Archavon.

Caso queiram perguntar alguma coisa em especifico, basta fazerem reply.

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“to-do pile” para este fim de semana

6 de Março de 2010 at 18:05 (Reminiscências de um Louco)

Sei que não ando a postar muito, bem, em vez de passar uns 2-3 parágrafos a explicar-me digo que não tenho tido tempo e vontade para o fazer: não sou um escritor constante, embora tenha adquirido uma audiência admirável, tanto pelo melhor como pelo pior, ao longo dos tempos.

Como o nome indica, aqui vai o que espero publicar neste fim de semana, para que possam criticar ou comentar á vontade:

Um How-To do Archavon (WoW)
Um resumo da primeira semana do 2º Semestre
Uma review do World of Goo (em resposta á marca deixada pela PCGuia)
Um Walktrough de Blackrock Depths (WoW, outra vez)

O primeiro já o tenho feito, mas ainda não me deu vontade para o postar até hoje, o resto farei ou à noite ou amanha, conforme o que quiser.

Stay tuned.

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