É Civil, É Civil…..

15 de Setembro de 2009 at 22:21 (Bloco de Notas, Reminiscências de um Louco)

“Quando tiver paciência e falta de preguiça escrevo o que se passou nos 2 dias que estive a tentar entrar na FCT.”

Foi o que escrevi logo depois do meu 1º dia oficial na FCT. Porque escrevi isto? Porque estava cansado demais para escrever mais. Porque não continuei ontem? Porque durante a tarde toda estive a ver o “Evangelion: Death and Rebirth” (e fiquei mesmo zangado por ter o final cortado….de propósito) e à noite entretive-me a tentar por o Mac em condições (só me falta por o QE/CI). E porque decidi escrever hoje?

Para esta ultima há duas respostas, a primeira é que finalmente tive disposição para continuar este trabalho que, desde o infame Exame de Português que me livrei das costas para todo o sempre, ao infinito e mais além, tenho dado continuação, em várias nuances de expressionismo, interseccionismo, surrealismo, olhem, ponham todos os ismos que se lembrarem. A segunda é cortesia para os cerca de 100 novos leitores que este cantinho da esfera (quasi-esfera, senão não os haviam) chamada Internet recebera durante estes últimos dias e devido aos também inúmeros comentários que recebi, uns maus, outros bons e outros que me deram a vontade de os censurar por uns instantes.

Começando a partir do inicio aqui registado………………

Escolhi a FCT por várias razões, várias mesmo, mas não as vão saber todas, porque se as soubessem, não sei quem rebentava primeiro, se os vossos olhinhos de tanto lerem, se o vosso computador (ou os da WordPress, para este efeito) por não aguentarem a redundância inerente à descrição ou se as minhas mãozinhas tão fartas de trabalhar, que agora receberam a notícia de que saíram do desemprego e foram contratadas durante um espaço de 5 anos. O conhecimento é vital e foi o que me incitou a considerar a FCT: tive oportunidades de visita-la (no 11º Ano, onde fiz a pior prova [ou seja 0] da minha vida até agora, que foi durante as Olimpíadas da Física; no 12º durante a ExpoFCT, onde pude tanto experimentar aquilo que ofereciam como ter uma visualização, em 1ª mão, da capacidade inata da faculdade), fica perto da minha casa, fica na margem que os Alfacinhas chamaram de deserto (e depois querem construir cá o Aeroporto das Arábias e dos Elefantes Brancos) e que é a margem que eu amo mais…….. e por ai fora, bla bla bla Whiskas Saquetas.

Não tenho nada contra o Técnico, de facto foi a minha 2ª opção (se bem me lembro e preenchera bem a candidatura, ai esta memória….), mas há duas coisas que tenho a dizer a quem postou algo sobre o Técnico: a qualidade total de um curso só pode ser totalmente contabilizada por quem o vive – podem até ter o melhor curso de todo o mundo mas se os que o frequentam não o conseguirem aproveitar, vai dar ao mesmo de alguém que, num curso não tão bom, mas igualmente forte, que o consiga aproveitar ao máximo. A segunda coisa que digo é uma critica à Cidade das Alfaces e aos seus habitantes Alfacinhas: vocês estão condenados a viverem numa cidade que só sobreviveu pela fortuna de outros e que, no evento de um terramoto, estarão condenados a reconstrui-la (e se o fizerem, não o voltem a fazer mal, precisaremos de um super-Marquês-de-Pombal?). De facto, se a Geolocalização fosse mais fiável, saberia se quem postava era deveras Alfacinha, mas como até na tecnologia há entraves……bem, divago.

In pt.wikipedia.org “Praxe académica, ou simplesmente praxe, consiste no conjunto de tradições, usos e costumes de uma comunidade académica portuguesa.”

Esta frase, que também já vi repetida umas vezes na FCT, mais respectivamente no seu devido fórum, diz tudo e diz nada sobre o que são as praxes em si. E neste mundo, neste pais, neste distrito, nesta cidade, neste sitio, cabe a mim descrever a experiência que sofri durante esses dois dias, detalhe por detalhe. Ou cabe? CLARO QUE NÃO!!!

As praxes são uma das experiências mais importantes que um aluno, ou melhor, um caloiro como eu, pode ter, e apenas as pode ter uma ou outra vez na vida. As praxes são, resumidamente, um outro dia na vida de alguém: um dia único e sagrado, onde damos saltos de fé para avançarmos como humanos. É tal e qual como a chegada dos 18 (que ainda terei), ou como alguém que acolhe uma nova fé, uma cerimónia de baptismo, um bar-mitzvah, ou a entrada num culto secreto (ou do Supremo Arquitecto ou da cruz-rosa). Não é meu dever, nem é minha liberdade, dizer-vos o que se vai passar durante as praxes, porque isso nunca o poderei dizer, pelo menos enquanto caloiro. Se vos dissesse, tirava toda a piada do que se ia passar, e nunca passavam momentos tão bons como estes na vida.

Só posso dizer o que fiquei a perceber, assim de uma forma sumidissima, sem revelar nada de nada de nada nem nada de especifico. Em suma, o que realmente é a experiência não fica no diário, porque não cabe dentro de folhas ou de páginas, mas fica alojado no lugar que chamamos de mente. No fim, só nos lembramos daquilo que nos interessa mais lembrarmos.

Então, sem ofender a provável vontade dos Veteranos (que devem ter sido dos mais fixes, diz o Emotion Core), relatarei, como num conto onde o sol nunca morre e as fadas ganhavam vidinha e andavam ai aos pulos (não sei porquê, se calhar andavam à procura de anjinhos com quem falar). Tudo começou numa madrugada em que acordei às 6, onde normalmente acordaria às 4 da tarde, depois de ter hibernado umas 14 horas, se não fosse o acontecimento marcante de me ir candidatar. Já tinha uma pequena noção do que se ia passar nesse dia, pelo que já tinha tudo pronto (se não tivesse, o que ia lá fazer?). Tinha uma noção minimissima do que eram as praxes da FCT, muito porque os forums da FCT dissessem, mais ou menos como eu digo, as coisas referentes às praxes (era mais sobre ser ou não anti-praxe, mas também ajudou, embora que pouco). Tinha combinado com uns colegas meus encontrar-mo-nos às 7:30 na estação de S. João Baptista. Portanto tomei o meu pequeno-almoço constitucional de um Pastel de Nata e um Galão e esperei por eles. 2 caloiros, 2 caloiras e uma visitante estavam juntos nesse dia, apenas uma saiu com matricula (como não faço tenção de explicar). Chegando lá, nas calmas do dia que fresco se tornaria, apressa-mo-nos a paço de quem anda pelo meio dos edifícios antes conhecidos. Edifício VII, 111 em binário, seria local da minha 2ª derrota: quando chegamos, a muralha de pessoas à porta do Edifício que passamos revelou-se a consequência do resultado de não haverem senhas para o dia. Ficamos alarmados, mas, olhando para o futuro, planeamos outro encontro para 5ª e tentamos ficar juntos, até que as correntes nos separaram, e fiquei junto da Luísa (de Bioquímica, se não me engano, provavelmente acontecerá) até que fui encontrado por uma Veterana e auto-conduzido para os da minha horda.

A principal coisa que na FCT existe é que, ao contrário do “nome da instituição alfacinha acima referida e nunca mais proferida aqui”, onde há dias específicos para cada curso, o sistema de senhas como que autoriza a devida identificação de todos os caloiros à vista de todos. Espantou-me a grande variedade de agências cosméticas presentes lá: Avon, Oriflame, L’Oreal, etc. Deram-nos o emprego de recrutadores e com sorte trouxe mais um para o nosso misto. Tivemos a oportunidade maravilhosa de rever lições da nossa materna língua (não é a que beija, mas a que fala, a dos fados). Uma grande festa organizou-se ao torno da nossa manada, com dança, música e tudo; alguém até chamou o circo que se soubesse o que fizesse, teria tido mais graça. O tempo deveras voa quando nos divertimos, mas a realidade é a ilusão mais persistente, o tempo ganhar asas e ir para o Brasil é o facto disso.

Foi tempo beta quando nos recrutaram para o exercito de Civil e puseram-nos numa fila ordenada pelos Generais Específicos que nos puseram a marchar para a frente e para trás e a cantar as grandes obras de Chopin, Mozart, Bach, Abba, Daft Punk (ouviu-se o Around The World), mas mais principalmente cantámos, em sincronia orquestral, os grandes êxitos do Mestrado Integrado de Engenharia Civil (MIEC, raio de nome). Deram-nos a oportunidade de nos vestirmos a rigor para a dura vida que nos esperava à frente. Dura vida mesmo, já que entramos todos nos jogos de guerra, só tiros por todos os lados, explosões que nos abalavam o corpo. Não houve mortos, mas feridos houve a minha pele, que acabei por tropeçar e arranhar o meu joelho. Já me tinha acontecido isto no 5º ano, por uma razão mais tola: tinha apostado que conseguia correr mais rápido que outro mais velho e o facto é que consegui, mas não consegui travar e, por muito pouca sorte, haviam alguns fragmentos de vidro onde cai, o que piorou um pouco a situação. Os sacrifícios que temos de fazer para obter a verdade são muitos, mas necessários. Bem, há que ver o lado positivo: alem de que agora ambos os joelhos tem uma história para contar um ao outro (se tivessem boca isto é) também fiquei a saber onde estava a enfermaria. Depois de tratado o joelho, foi-nos informado da existência do Kit do Caloiro, recomendado para todos os participantes da futura Parada do Caloiro, que é claro que vou atender, não só para ajudar a mostrar o grande curso que é Engenharia Civil, mas também porque paguei 11 paus por ele.

Depois disto voltamos ao exercito, e depois ficamos como os antigos filósofos, juntos a pensarem ao pé de uma figueira e a conhecerem-se. Começamos pelo mais simples, os nomes, e acho que ficamos por ai. Outra vez recrutaram-nos, e fomos apanhados pela policia anti-terrorista. Fizemos um jogo de lógica simples e depois veio “algo”. Esse “algo” mostraram-me com todo o amor do mundo, e com todo o amor e respeito do mundo, fiz o solene e sacro juramento de nunca deixar sair alguma coisa sobre “algo” fora das paredes que me mostraram, que, caso não o fizesse e dissesse algo a alguém……. bem, não disseram o que era, portanto pode-se dizer que ficava com o castigo de Prometeu (embora que para futuras referências esta não é para ser interpretada nem literalmente, nem totalmente mitologicamente). Depois veio o almoço, a parte mais calma. Calma é relativo ao facto de que as filas estavam totalmente recheadas e que ai pelo meio tenha cantado o Bailinho da Madeira, com novas letras, dignas de um improviso extremamente improvisado. Comemos à maneira de quem tem pressa, mas que também tem calma. Penso que foi ai, numa conversa casual, onde descobriram o nome do meu blogue e também descobriram a minha alcunha: Grande Urso. A sobremesa foi uma delicia, digna de sonhos se não nos tivessem dado a ler e mostrar e até sentir a grande obra de Saramago chamada “Ensaio sobre a Cegueira”. Passeei pela cidade de Almada com as minhas cores, ainda à espera de serem.

Os pais são simples, assim como os filhos: zangam-se se algo está mal e felicitam-te se tudo está bem; os filhos querem sempre o oposto, ou querem paz, ou querem dinheiro, ou querem mulheres de peitos decentes e corpo esbelto capazes de en……….. o resto deixo à vossa imaginação, pois com en- se podem fazer muitos nomes e adjectivos. Estava condenado a vir amanhã, 4ª feira, mas mais cedo. Acordei às 6 da manhã, mas atrasei-me um pouco porque ainda tinha sono. Às 6 e meia estava na estação e por acaso tinha encontrado com a Ritinha, com a Luísa de antes e com a Cláudia, que ia ser escortada pelas amigas dela até ao Politécnico de Setúbal. Também fiquei a saber como ficou matriculada já naquele dia. Tanto eu e a minha mãe viemos neste dia, ela porque se colou a mim como uma lapa. Cheguei às 7 e fui o 83º a por o nome, garantindo uma senha. Até ás 8 estivemos a meter conversa com uma estudante de Leiria, quando convocado eu fui, de novo, para a presença dos meus conterrâneos.

Desta vez estivemos a praticar a arte antiga da Descoberta, não como os filósofos que só nomes precisavam de saber, mas como BFF, Best Friends Forever. Ainda me lembro do Rui Ribeiro (j está corrigido, agora n te queixes) de Vila Franca de Xira cujos pais são Jacinto e Maria e do André da Roménia que em Almada vive e que andava na Anselmo de Andrade (pena que nós da Emídio perdemos sempre com eles no Voleibol) e mais tarde do agora intitulado Bi [Não sejas ovelha, bebe B! Groselha….hee hee 😛 (até eu preciso de me divertir a escrever isto)]. Mais malta que antes, ergueu-se o batalhão a vestir a farda e uniforme a cantar a canção amigável, todos juntos, todos síncronos. Tomamos um tempo de devoção ao senhor Jeremias. Por sorte o pseudo-apresentador-mundialmente-reconhecido caiu do céu a partir das asas de uma cegonha gigante coreana que voou todo o caminho deste Tóquio que chocou um ovo divino lá de cima do céu, até fez sombra, e começou a apresentar o show do século internacionalmente ouvido, até fez luz. Comemorámos todos o aniversário de um nosso companheiro, com um bolo a condizer com ele próprio. Ficámos a conhecer-nos mais pessoalmente, todos sentados uns à volta dos outros (foi aqui que conheci o Bi e eles me conheceram a mim) e depois deitamo-nos na relva, a apanhar sem membros o troco dos outros. Ate se trouxe um Touro, até de nascença e presença virtual um, e lá houveram as dignas touradas à portuguesa (sem morte da besta digna).

Fiquei a saber que estava perto da minha senha, portanto fui até ao edifício F – 9 (em Hexadecimal) e fiquei numa fila curta (com as mãos lavadas com o composto especial de álcool, formol, compostos químicos, desenhado especialmente pela FCT para combater a Gripe A, como quaisquer outras). Era meio dia quando comecei a fazer a matricula. Com a fibra por todo o lado, mas mesmo todo, todo o lado, pá, o processo torna-se informatizado e portanto, apenas temos de falar, e não de ouvir (pelo menos não tanto). Depois da Matricula, recebi os cartões da faculdade e da biblioteca e depois fui fazer o cartão de Multibanco da Caixa, que sabemos nós graças ao Scolari que se chama banco (de sentar talvez) no Brasil, e depois o cartão da Associação de Estudantes, que traz algumas vantagens que com a pressa ainda não tive a oportunidade de ver. E depois de uma passagem breve pela banca das Bolsas de Estudo (só me apresentei) fui fazer o cartão do Metro. Depois de uma passagem pela casa de banho, fui tomar um almoço onde fizeram com que todos conhecessem o Grande Urso. Outra vez um almoço de pressas, acabei o dia por ver a venda (por outro curso) das potencialidades de um caloiro, mas ninguém o quis. Acabei o dia com um bom banho e o pensamento já focado na estruturação deste puzzle de uma só peça.

Bem, desta experiência dita única devo dizer que tanto eu como o louco (que poderão ler mais sobre na Página que se refere à minha pessoa) adoramos. De facto, digo que se não tivesse a ajuda do louco, acho que tinha achado tudo com menos piada, mas ai está a essência da praxe, a brincadeira inocente daqueles que nos querem integrar numa comunidade que é-nos superior a tudo o que já tivemos antes. Imaginem como uma pré-escola ou até um infantário tudo o que sofremos para depois entrarmos na Grande Escola. Depois, se forem do tipo vingativo, podem sempre fazer o oposto, mas não se devem encarar as praxes assim.

De facto, como aquela explicação em itálico já muito atrás explica, as praxes são o meio por onde se transmitem as tradições tanto da Universidade como do Curso em que estamos. Inculta-se o respeito aos veteranos, à predisposição perante outros Cursos (principalmente com as óperas e sinfonias) e mais importante que tudo, geram-se os laços que se desenvolvem e unem estas comunidades, a veterana e a caloira, como Cimento e Pedra, ou Vidro e Aço. Com as praxes geram-se os sentimentos de confiança, de coragem, de força necessários para que saiamos daqui vivos e sábios. Experimentem estar dentro de um poço cheio de feras selvagens e ao pé de vocês uma mala com tudo o que precisam para saírem dai vivos. Atirem a mala fora e ficariam a saber o que era não ser praxado. Se na vida houver moderação, tudo sabe bem, e foi por isso que as praxes nos agradaram, porque sofremos bem. Na minha opinião, as praxes são cansativas, verdade indiscutível, mas também são recompensadoras. Em suma, fica como experiência de vida que um dia podemos dizer aos nossos filhos (ou se calhar não).

E com isto devo acabar o maior relato que fiz neste blogue (com a possível excepção de quando fiz 7 posts seguidos). Espero que fiquem satisfeitos com este post e caros Veteranos, se de alguma maneira disse algo que não se devia ter dito, avisem-me e tentarei arranjar: a Net é o local para a livre expressão de ideias e pensamentos (por isso tirei a opção da moderação deste blogue).

E já agora, espero que depois, no campus, fiquem a conhecer não só o caloiro que vocês apelidaram de Grande Urso, mas que também fiquem a conhecer a pessoa que é Ricardo Gonçalves, estudante pela vida.

“A coisa mais incompreensível no mundo é que ele é de todo compreensível”

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Redundâncias da vida (Parte 2)

2 de Setembro de 2009 at 22:06 (Reminiscências de um Louco)

Alem da arrumação épica que tão galantemente e extensivamente descrevi no post anterior, houve mais coisas que aconteceram nesta ultima semana, tanto boas como más.

A que mais me pode ter afectado foi a noticia que recebi pelo Twitter de que o To Love-Ru ia acabar nesta ultima semana.

To Love-ru, ou Toraburu (Trouble, se preferirem, já vi esta série ser escrita de tantas maneiras que acabo por preferir a fonética nipónica) começa por-nos introduzir um rapaz adolescente chamado Rito Yuuki que não se consegue confessar ao amor da sua vida, que é uma rapariga chama Haruna Sairenji. Numa noite, quando tomava banho (a pensar na Haruna), aparece-lhe uma rapariga nua chamada Lala. Por um acidente, Rito declara a sua intenção de casar com a Lala, e como a Lala é a filha do imperador do Universo………….

Achei a série aleatoriamente enquanto andava à procura de provavelmente One Piece ou Naruto. Comecei-a a partir do capitulo 100, quando o Rito se transforma numa mulher devido a uma invenção da Lala, e achei o enredo tão ridículo que decidi começar a partir do inicio (também porque na altura andava à procura de uma série que tivesse tanto uma parte em manga como em Anime, para saber qual dos dois era melhor, afinal de contas fiquei a preferir a manga, na maioria dos casos).

Na sua maioria, a série dedica-se a retratar a vida e os desentendimentos românticos que o Rito sofre,  muitas vezes por causa da Lala e das suas invenções que, na maioria das vezes, não funcionam correctamente. Alem destas três personagens, durante a história toda, adicionam-se varias outras, como a Yami (uma assassina contratada para matar o Rito, e que nunca acaba por o fazer), Run (que, pelo facto de poder mudar de sexos quando espirra, gosta tanto da Lala como do Rito), Yui Kotegawa (a representante da classe, moralmente superior, mas que no entanto se encontra com o Rito nas alturas mais embaraçosas), entre outros. A minha recomendação é que leiam esta manga e que, se tiverem vagar, vejam o anime (já que tem algumas diferenças com a história original).

Então a série acabou, o que é pena, porque estava à espera de mais alguma coisa, embora que, na minha opinião, a série estava estagnada durante algum tempo (as personagens não estava a ter qualquer desenvolvimento emocional profundo). Talvez das duas soluções, se tenha optado pela talvez pior e acabar a série, o que deixa algumas (senão muitas perguntas) para responder pelos inúmeros fãs. Como acaba realmente não direi aqui, já que o melhor é mesmo ler, mas digo resumidamente que, se o problema era escolher de 2 uma, escolhem-se 2 ou até mais e pronto (se perceberam, não haveria problema).

Dia 14 saem os resultados da 1ª fase das candidaturas e para muitos, isto representará o inicio de um novo capítulo da vida, ou seja, a entrada numa nova cidade, de tão grande é, que se deu o nome de Universo. Honestamente tenho esperanças de entrar na FCT, mas isto tudo é um novo mundo, ligeiramente mais complicado (em muito porque ainda tenho 17 anos, os meus pais raramente se interessaram com a minha vida escolar, bla bla bla Whiskas Saquetas). De qualquer maneira saberei, mais cedo ou mais tarde como tudo se resolve. No dia da FCT aberta aos estudantes do secundário, tive a oportunidade de conhecer a Universidade, que ficou-me perto da mente (e também tomei o meu tempo para memorizar as plantas detalhadas da maioria dos edifícios). Em suma, sei o suficiente, embora a minha mente diz sempre para saber mais. Hoje tive a oportunidade de visitar a página da “Semana do Caloiro” (provavelmente a semana em que seremos praxados, embora o interesse obsessivo neste tópico seja-me despercebido) e tive de voltar atrás imediatamente por 2 razões: a primeira era que estava a ouvir música do Daft Punk a 60% e como o Mozilla amplifica tudo a uma escala incrível, para que os meus ouvidos não morressem, tive de voltar lá depois de baixar o som a 5 e desligar a musica. Quando voltei, notei imediatamente a música que tocava (que era um remix do Aerodynamic dos Daft Punk, parti-me ás gargalhadas) e scrollei a informação que me interessava. Ainda tenho algumas coisas para saber, mas com o tempo tudo irá ao lugar.

Falando de programas de televisão e de televisão em si, como ultimamente tenho-me deitado relativamente cedo (se estivesse nos Estados Unidos), ás vezes tenho a oportunidade de ver um programa no Boomerang que é intitulado de “Sheep in The Big City”. O conceito é ridiculamente simples: Uma ovelha tal e qual as outras fartou-se do campo e foi para a cidade. A Secret Military Organization desenvolveu uma Sheep-Powered Ray Gun que só funciona com a Sheep. O elenco é composto pela Sheep, pelo General Specific, Private Public, Angry Cientist, Farmer John, Lady Richington, Swankie the Poodle, The Narrator, Lisa Rental, The Ranting Swede, entre outros. A série é uma comédia levada ao extremo de que as personagens até tem nomes ridículos, como General Specific (um oximoro) ou Angry Scientist (Angry porque todos se referem a ele como Mad Scientist, o que o leva a responder de uma forma muito tola). De qualquer maneira, se gostarem de coisas ridiculamente estúpidas, sugiro que vejam isto.

Dia 15 vai começar um grande e já esperado programa de televisão na FOX: Fringe. Fringe começa com um voo que se despenha por razões desconhecidas. Uma agente do FBI, Olivia Denham é encarregue de resolver o caso. Para esse efeito, tem de recuperar um cientista louco chamado Walter Bishop com a ajuda do seu filho, Peter Bishop, que Olivia busca do Iraque só por esse propósito. Do mesmo criador de Perdidos (como indicado pela FOX), é uma mistura perfeita de pseudociência, acção, suspense e até drama. Um “must see” que todos devem ver. Esta série foi-me apresentada pelo meu querido colega Tiago Valente e desde que tive a oportunidade de ver, não quis outra coisa (embora que a duração do 1º episódio me tenha desmotivado algo, porque é 1 hora). Já agora dou os meus parabéns à FOX por ter finalmente renovado o aspecto geral do canal. Honestamente o canal está muito mais atractivo deste modo do que estava antes.

“So much has happened, so much is about to…..”

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Redundâncias da vida (Parte 1)

2 de Setembro de 2009 at 18:06 (Reminiscências de um Louco)

Muito ocorreu nesta ultima semana e no entanto não arranjo vagar para escrever. Se é das 12 a 15 horas de sono que tenho vindo a ter ou se é da minha preguiça ou se é por causa que estou a ler uns 30 capítulos de Hunter X Hunter por dia nunca saberei. No entanto, e por mais aborrecida que pareça este cenário da minha vida, durante esta semana aconteceram coisas relativamente interessantes.

Em primeiro lugar, entre 2ª a 4ª feira tive a oportunidade (um pouco condicionada pelas condições que tanto eu como os meus pais me impuseram) de arrumar o meu quarto. ARRUMAR O MEU QUARTO. Não é uma frase que estou muito acostumado a dizer, quanto mais a repetir. Isso porque um quarto é, em suma, a representação física, espiritual e até simbólica da condição de vida que as pessoas que nele residem tem. É algo único, um ser vivo que respira tudo o que fazemos nele e a ele. Poetas diriam que teria alma, mas Caeiro diria que não. Paradoxo à parte, se acreditarem em Feng-Shui ou em qualquer outro tipo de materialização de correntes de energia (e aqui apercebo-me do vicio em que estou metido no momento da escrita) continuem a ler. Se forem restauradores, curadores de museus ou até engenheiros com um olho para detalhes, também podem ler isto, já que é um exemplo perfeito de perfeccionismo obsessivo levado ao extremo. É pena que não tenha fotos, ou até que tenha chamado os tipos do “Querido, mudei a Casa”, mas como no vosso tempo ainda não terei esposa e como a máquina estava ocultada onde sempre esteve, não disponho de fotografias. Apenas disponho de um esquema feito à rasca (caso precisasse) que pela falta de informação relativa (porque para mim aquilo diz tudo) não vos diria nada. No entanto há poucas, senão nenhumas, diferenças entre o estado Antes e Depois: só um par de livros e mais umas coisas sem importância foram activamente mudado de sitio.

Então comecemos pelo inicio: a proposição. O meu quarto tem pouco espaço, penso que 5 por 7 metros, o que impedia que fosse mover coisas volumosas (como a cama que está no meio, encostada à parede oeste) para fora do quarto. Metade do meu quarto tem móveis que não podia mover: do lado norte, ao pé da porta, encontravam-se uma estante alta, 2 metros e meio de altura e 70, 80 centímetros de largura, onde guardava todos os livros que se tinham deparado ao meu encontro, mais os do 10º Ano (no topo encontrei um jogo do Bloco de Esquerda que nunca tive a oportunidade de jogar, mas via-se logo a intenção deles) e antes desta uma estante mais pequena em altura, mas mais larga, onde guardava os meus produtos de higiene pessoal (o único que uso é a lamina de barbear, já que os desodorizantes no máximo só resultam por 3 horas) e por baixo deles estavam os meus livros do 9º Ano (incluindo as folhas e o livro religiosamente preservado onde, no inicio desse ano lectivo, tinha vomitado em cima deles, pela “ingestão de uma mistela repugnante, mas normalmente saborosa, a que os mediterrânicos designam de sopa de espinafres, provavelmente estragada”). Ainda por baixo estava uma série de revistas antigas de informática, a maioria das autorizações que tinha do clube de Xadrez e umas caixas onde guardava uma série de disquetes. Por coincidência um rato pequeno, dum tamanho de um telemóvel (má comparação eu sei), se refugiou nessa parte da estante no meio da noite, o que me impediu de prosseguir uma noite confortável, pelo menos até ás 4 da manhã, altura em que desertou o local. No lado mais afastado estava outro molhe de revistas antigas e uma colectânea de 3 volumes sobre a 2ª Guerra Mundial, assim como uma mala que nunca usei e uns volantes (ou penas) que 2 vezes usei.

Do lado oposto, ao pé das janelas, está um armário colossal, 1 por 2 por 3 metros, onde guardo, alem da roupa que não visto, todos os jogos de tabuleiro que tenho, todas as fitas VHS que tenho (embora a maioria seja Pokemon), todos os carregadores e adaptadores que não uso. Nas ultimas duas “caixas” estão uma série de “First-Aid Kits” e uma molhada de lenços que era suposto dar ás pessoas que mos “emprestaram” (ou deram, já que ninguem quer um lenço que esteja sujo, a não ser um cientista louco) e um molhe de documentos sobre _____(blank) assim como um tabuleiro de xadrez que gostaria mesmo de voltar a usar. Em cima desse armário está um globo, uma experiência do 7º ou 8º ano de Área Tecnológica (esqueci-me do nome), as minhas raquetes absolutamente tortas de Badminton e uma série de atlas que arranjei de uma competição de Geografia do 9º ano que lamento ter perdido com uma pessoa que acabaria por admirar muito. Pegado a esse móvel, do lado norte, está um móvel preto, pequeno, com rodas para que de facto se mova, onde toda a minha vida (ou pelo menos os últimos 6 anos) se encontram. E outra vez pegado a este está uma caixa daquelas que se compra na “Loja do Gato Preto” que supostamente servia para deitar a minha roupa suja: tomou uma viragem para o revés, a roupa limpa e que ia usar ficava em cima dele, a suja ia para o chão (solução simples e prática).

Do outro lado, ao pé da parede oeste e das janelas encontra-se a mesa que alberga o dinossauro (se não se lembram do que é, procurem) e entre essa secretária e a minha cama está uma cómoda que alberga o meu candeeiro e um despertador curiosamente atrasado umas n horas e uns n dias, já que, por choque, foi-se abaixo e por preguiça, não o reiniciei para as horas actuais.

Entre o dinossauro e o armário encontra-se uma cadeira que alberga uma grande parte da minha vida. Debaixo dela, numa almofada, sentava-se todo o material que usei durante o exame de Físico-Química (manuais dos 2 anos, manual de apoio, livros dos 2 anos). Em cima, num monte que teria facilmente 1 metro, estavam todos os livros que usei durante o 11º e o 12º Anos, assim como uns diplomas de participação em inúmeras provas. Ao lado estava um molhe de lixo e as minhas duas malas, uma verde para todas as ocasiões e uma azul, que provavelmente usarei na Universidade também.

Saltando a Invocação (por que agora me apercebi que isto é épico), passo à Dedicatória. A quem dedico esta ode ou até esta demanda, esta ventura por terras desconhecidas? Afinal de contas seria a ninguém. A única razão porque fui “forçado” a arrumar o meu quarto foi porque estávamos à espera de uns convidados que supostamente ficariam cá o fim de semana. Ficaram só pelo domingo, mas continuaram a ser chatos, como todos são. Então, para satisfazer o meu ego, digo que dedico esta dedicatória e até esta Índia a mim, já que quem fez tudo fui eu, e fui eu que, sem ter visto recompensa que a razão quisesse, por meios nunca antes tentados, por mares nunca antes navegados, grande e perigosa foi, a prosa deste herói.

Agora a narração, não em meio do Mar, mas no inicio de tudo. A primeira coisa que fiz foi por os livros todos que estavam na cadeira para cima da minha cama, para não só tirar a cadeira de lá, como ter espaço para tirar todas as coisas de debaixo da minha cama. O móvel com as rodas e a caixa da roupa também foram para fora, assim como os livros da 2ª Guerra Mundial, as malas e outras coisas que não mencionei antes (como uma caixa que por cima tinha uma moldura digital que nunca usei realmente). Ah pois, e os cortinados também foram para lavar. Isto obviamente criou um problema na movimentação de pessoas já que o corredor ficou mais estreito.

Facto seja facto, uma história vivida será contada de maneira diferente. As que de detalhes prescindem, são as mais reais. As que de detalhes vivem, são as que mais se dispersam, pois os detalhes perdem-se na trama que se cria durante a vida.

Talvez me esteja a dispersar aqui e omita uns detalhes ou até na organização da história esteja realmente a começar in média res, mas para todos os efeitos, o fim e o inicio são os mesmos, o meio é perto do real, e se alguém se recordar é porque foi real o suficiente. Com isto não me fico a lembrar se arrumei a estante com os meus produtos de higiene 1º, mas pelo bem da lógica fragmentada, fiquemos com esta história.

Depois de tirado todos os móveis verdadeiramente móveis do quarto, comecei a tirar as coisas que estavam por baixo da cama. Na maioria eram caixas onde guardava uma grande quantidade de coisas que nunca iria usar. Dentro de uma dessas caixas estavam uma outra série de caixas de cartão dos meus jogos de PC que tinha comprado (conseguia-se ver a do Civilizations III, será que viveremos numa caixa, dentro de outra caixa…… se M.C.Escher estivesse cá). Alem das caixas estava também a minha HP antiquíssima (os tinteiros são do tamanho de tijolos pequenos) e também o meu scanner HP não tão antigo, que simplesmente não uso porque tenho uma multi-funções neste PC e porque não tenho negativos que queira passar para o PC (agradou-me ver um scanner com essa funcionalidade). Também estavam presentes uma outra molhada de revistas antigas e uns dossiers. Pude tirar tudo para o (naquela altura) vago espaço entre a janela e a cama. Então aspirei.

Lição de vida: o pó só se acumula em superfícies horizontais abertas ao ar. Logo, para prevenir ver as marcas de tudo o que esteve debaixo da cama basta te-las inclinadas. É claro que isso é impratico(estranhamente o corrector não reconhece isto como palavra, tinha de dizer), pelo que não saímos do mesmo sitio. A quantidade de pó que havia os meus pais diriam que era excessiva, mas eu, como não me incomodo com aquilo que não se mexe, nunca me fez diferença a existência do pó. No entanto aspirei. E depois lavei. E esperei que o chão secasse. E fui jogar Ascendancy por 10 minutos, até que todas as civilizações declaram guerra a mim. E voltei a por tudo de novo.

Claro que limpei tudo o que havia do pó existente antes de voltar a por no limbo. As 3 caixas pequenas para o oeste, a trotineta (ou como se chama, porque nunca a usei) para cima delas, os dossiers para o lado das caixas. A caixa grande para o meio do espaço, a ver a janela está a impressora e do lado oposto um par de malas de pele. Do lado este consegui por os documentos que lá haviam numa caixa (que não consegui fechar); as revistas continuaram no mesmo sitio, ao pé destes documentos, no chão (por cima encontram-se as minhas medalhas que ganhei, que também foram limpas e repostas no mesmo sitio).

Então já tinha limpo o espaço correspondente à minha cama, 1/4 do meu plano esta completo. E demorou-me o dia inteiro. No fim da tarde decidi limpar os vidros. Agora é terça feira. E vou limpar os dois móveis que estão ao pé da porta. Primeiro tive de tirar tudo o que estava em cima das duas estantes. Voltando a usar o espaço vazio, pus meticulosamente tudo o que havia, como se criasse uma réplica do espaço onde estavam antes, tudo o que estava na estante do 9º Ano e dos produtos de higiene. Tudo o que estava na outra estante pus em cima da cama. E então envernizei as estantes. Tratei-as contra o bicho e aproveitei para ver onde estava o rato. Agora vinha a pior parte: aspirar lavar e aspirar de novo.

Entre a parede e a cama só tenho ai 1 metro e pouco de largura, pelo que para estar a limpar tudo, tive de fazer um sistema de rotação: primeiro limpava uma parte, passava os moveis para a parte limpa e depois limpava a outra parte. Depois de ter limpado todos os livros, voltei a por praticamente tudo como estava. As únicas diferenças são que ficou tudo um pouco mais encaixado, e todas as autorizações, em vez de fazerem uma rampa, estão todas por debaixo do pisa-papeis que é a caixa laranja onde guardo as disquetes. Cheguei a encontrar o jogo do Pokemon Azul escondido numa caixa que estava no topo da estante dos livros. Antes do dia acabar, decidi tratar da cadeira titânica: tratamento de verniz, anti-pó, anti-bicho, tudo para preservar a sua potência inexplorada.

Agora estamos em 4ª feira, e o fim do plano estava ao pé. Era altura de limpar o dinossauro e o armário. Então foi praticamente o mesmo processo que se usou anteriormente: moveu-se o armário, aspirou-se (com detalhe para o buraco que atravesso o meu quarto por causa do cabo da Cabovisão, já que se suspeitava de invasão insectoide), lavou-se, limpou-se e pronto. O dinossauro é que seria mais difícil. Por cima da secretária, alem do colossal monitor CRT estava uma série de tralha reminiscente dos meus dias estudantis. mais em baixo, semi-descoberto estava o teclado, o rato e uma cópia de “A Linguagem Moderna da Arquitectura” de Bruno Zevi. Por cima estava o meu carregador de pilhas e mesmo ao lado, esta um monte de 30 e tal pilhas AAA (as pequenas) que numa promoção do Jumbo comprei por 4€ e que agora esgotei todas. Duas pilhas vermelhas da Uniross deram mais potência do que elas todas juntas (lição: comprem pilhas recarregáveis de alta performance), mesmo que demorem 13 horas a recarregar.

Tirei tudo o que não estivesse pegado definitivamente ao dinossauro, ou seja, teclado, rato, colunas, lixo, livro, foram todas para limpar. Após ter limpado tudo, voltei a por tudo no mesmo sitio, embora que houvesse uma optimização geométrica (pelo menos na parte do lixo de cima). Os cabos que antes estavam no chão ficaram confortavelmente numa divisória que só tinha usado por causa de puzzles antigos (que agora arrumei no armário) e da toca e óculos de natação antigos (que agora pairam no esquecimento). Era já de noite, pelo que deixei o resto para 5ª.

Então finalmente a jornada acaba. Todo o chão foi submetido a outra lavagem, para cobrir quaisquer partes que tenham escapado. A cadeira é reposta quase cerimonialmente, e com um pincel limpo cuidadosamente todos os livros que, ao mícron, foram repostos ao seu devido lar. Até os que debaixo estavam foram repostos com extremo cuidado, com a excepção da almofada, que foi para lavar (e ao momento ainda não foi reposta). A caixa onde estava a moldura digital (que ainda continua a não ser usada) foi levada para o sitio dos livros da 2ª Guerra Mundial, para preencher o fosso que ali havia. Por intenção, os ditos livros da 2ª Guerra Mundial, a enciclopédia sobre a vida animal e o monte de revistas que estava por cima dele também foram parar a esse sitio acima dessa caixa. Só restavam os cortinados, que acabei por por e o móvel preto.

Com extremo cuidado tirei as caixas maioritariamente vazias e limpei cuidadosamente, sem produto, apenas pano, o pó que ali estava. Voltei a por as caixas e limpei, com ainda mais cuidado, como se tratasse de um artefacto perdido (e é o que é, embora apenas eu e mais uns quantos saibamos disso), os mapas todos que tinha ali. Aquela maquinação representa 6 anos da minha vida que obviamente não iria sequer correr o risco de perder. Com cuidado voltei a por o móvel no seu devido sitio e finalmente, tinha um quarto limpo (estava antes, mas pronto).

“Work it harder, make it better, do it faster, makes us stronger, more than ever hour after our work is never over” – Verdade absoluta do universo: Our Work is Never Over.

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